quarta-feira, 9 de março de 2011

Café da manhã com Poesia ás 9 da manhã no sábado trás Magno Oliveira

Esta semana volta a direção do Folhetim Cultural Magno Oliveira, sempre as melhores notícias sobre cultura de segunda a sexta, e no sábado sua coluna poética sempre com uma obra inédita. Neste sábado também teremos o Chá das 5. E neste fim de semana volta o esporte aqui no Folhetim com o Jogo da tevê no Domingo e na segunda feira Análise esportiva, sempre produzido por Magno Oliveira. As novidades no Folhetim não param por aí acompanhe nos próximos dias as novidades.

Por Magno Oliveira

Carnaval 2011: Vai-Vai é campeã em São Paulo


TOMAS OKUDA E SILVANA MAUTONE - Agência Estado
A Vai-Vai é a campeã do carnaval de São Paulo, com 269,50 pontos, a frente da Acadêmicos do Tucuruvi e Unidos de Vila Maria por apenas 0,25 pontos. A Vai-Vai é recordista em títulos do carnaval paulistano - o deste ano é o 14º. A última vitória tinha sido conquistada em 2008. Fundada em 1º de janeiro de 1930, é a mais tradicional escola de São Paulo.
Sob a regência do maestro João Carlos Martins, a Vai-Vai foi a penúltima escola a entrar na avenida na primeira noite de desfiles das escolas de samba de São Paulo, na última sexta-feira, e levantou o Anhembi. Mesmo com o dia amanhecendo, os sambistas conseguiram contagiar o público, que se emocionou com a homenagem ao maestro e pianista.
O enredo contou a saga de Martins, que é um dos maiores intérpretes brasileiros de música erudita. Sua vida foi o tema para o samba-enredo "A Música Venceu". O maestro é reconhecido internacionalmente e se consolidou no mundo da música de concerto como um dos principais intérpretes do compositor alemão Johann Sebastian Bach.
Aos 26 anos, porém, Martins começou a enfrentar os problemas que mais tarde paralisaram suas mãos. Atualmente, ele está à frente de um projeto de popularização da música clássica e de inclusão social através da formação musical de jovens carentes e é regente da Filarmônica Bachiana Sesi-SP.
A novidade da Vai-Vai neste carnaval foi a contratação do carnavalesco Alexandre Louzada, quatro vezes campeão do carnaval carioca à frente de escolas como a Mangueira, Beija-Flor e Vila Isabel.
Confira o samba-enredo da Vai-Vai:
A Música Venceu
Feliz da vida lá vem o Bexiga
Exemplo de comunidade
A Música Venceu
O dom é luz que vem de Deus
Da emoção Vai-Vai resplandeceu
Dos céus, em um cortejo divinal
Os deuses da inspiração
Lançam talento a um mortal
Um ser abençoado, que hoje brilha neste carnaval
As sinfonias de Bach regeram seu destino
Orgulho brasileiro
Jovem pianista genial
Em "preto-e-branco" sucesso internacional
Na sua fé, resistiu !!!
E a dor da adversidade, suplantou !!!
Com muita garra e amor
E assim, na sua força de superação
Buscou a verdadeira vocação
Um novo incidente o quis derrubar
Mas com maestria se pôs a lutar
Por seu ideal
Luz da Ribalta que jamais se apagará (se apagará)
E ao som de "Bravos e Aplausos"
A Saracura agora vem cantar.

Postado por Magno Oliveira 

Dragões da Real é campeã do grupo de acesso



Dragões e Camisa desfilam pelo Grupo Especial de SP em 2012
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DE SÃO PAULO
As escolas de samba Dragões da Real e Camisa Verde e Branco foram, respectivamente, campeã e vice do Grupo de Acesso do Carnaval paulistano deste ano.
Com a colocação, as duas escolas vão desfilar no Grupo Especial em 2012.
A apuração ocorreu na noite desta terça-feira, no sambódromo do Anhembi, logo após a apuração do Grupo Especial –que teve a Vai-Vai como grande campeã.
Já as escolas rebaixadas do Grupo Especial para o Grupo de Acesso foram a Unidos do Peruche e Nenê de Vila Matilde.
A Dragões da Real foi fundada em 2000, por associados da torcida organizada de mesmo nome do São Paulo. Neste ano, a escola levou para o sambódromo o enredo “A felicidade se conta em contos”, sobre o mundo encantado das histórias infantis.
Em 2012, será a primeira vez que a escola vai desfilar pelo Grupo Especial.
Mais tradicional –foi fundada em 1953– a Camisa Verde e Branco volta à elite do Carnaval paulistano, da qual já foi campeã em nove ocasiões. Neste ano, a escola teve como enredo “Paulista viva, veste a Camisa, a mais paulista das avenidas”, sobre a avenida Paulista.
FONTE: FOLHA DE SÃO PAULO
Postado por Magno Oliveira

O poderoso lobby multinacional do Ecad


ecad 2011A posição do Caetano e outros tem como consequência a defesa da lei Azeredo- AI5-Digital. A flexibilização com um novo equilíbrio do direito autoral foi política do governo Lula, construída com a sociedade civil . O produtor, editor, estúdio, técnicos etc…fazem parte da nova cadeia produtiva. Todos, além do autor, devem receber a partilha do trabalho. O que não pode é uma indústria intermediária que não existe mais no cenário da Internet continuar intermediando e faturando. ( Marcelo Branco)

Por trás do palavrório patriótico, a ministra Ana de Hollanda traz uma mensagem portadora de razões objetivas para prosseguir não só defendendo aferradamente o Ecad, como assentando o fruto do neoliberalismo cultural nas novas realidades e disciplinas do espaço cultural brasileiro.

Não é preciso tantas reflexões para perceber que Ana de Hollanda particularmente estimula um laboratório de geografia política que busca um mercado neoliberal de cultura. Logo no primeiro capítulo, Ana busca uma interpretação caótica para defender os criadores brasileiros, mesmo sabendo que a maioria das criações não é considerada pelo Ecad sequer como subproduto de suas políticas de distribuição.

Portanto, independente da autorização de cada autor, as multinacionais que controlam o Ecad o fazem nos espaços públicos e, agora, com Ana de Hollanda no comando do MinC, as práticas do Ecad ganham status de política de Estado.

Uma das características do neoliberalismo é criar uma esquizofrenia nos espaços geográficos e, assim, as multinacionais que comandam o Ecad atacam as atividades criativas e o pensamento livre para lucrar cada vez mais produzindo cada vez menos.

Ana de Hollanda e seus afins tentaram criar uma torre de babel sobre a questão dos direitos autorais e da soberania da nossa cultura para causar vertigens conceituais na sociedade dando a ela uma explicação confusa para ser confusamente percebida.

Ana só não imaginava colher um fruto tão amargo com críticas extraordinárias ao seu abuso de poder. Se Ana de Hollanda criou uma fábula dizendo defender o criador, o compositor brasileiro e a soberania do país, a cada dia suas filosofias são desmascaradas em quantidade e qualidade com artigos preciosos que permitem um entendimento limpo e transparente sobre o que está por trás desse jogo de poder.

Até então não se ouviu da ministra nada que se configure em projeto nacional. Sua contrapartida às políticas de Gil e Juca está focada, sobretudo na dissolução das ideologias que fortaleciam os movimentos populares protagonizados pela população, os quais o MinC, no governo Lula, irrigou com suas políticas como a principal semente da cultura brasileira. Ana parece querer sustentar a tirania da informação e do dinheiro. Por isso fala em benefício exclusivo dos poucos artistas que ganham com a massa de recursos extraída dos espaços públicos da sociedade brasileira que vai para as multinacionais.

A equação é simples, a indústria fonográfica multinacional quebrou. Sua forma de sustento hoje no Brasil se dá através do controle do Ecad que vem batendo recordes de arrecadação ano após ano, mostrando a perversidade desse mecanismo, ou seja, as multinacionais quanto menos produzem mais arrecadam. E o que é o neoliberalismo global senão esta forma de busca pela exploração dos povos pelos sistemas de super lucro.

A linguagem anti-imperialista surpreende, vindo de onde vem. Os defensores da tese são os sócios locais da indústria cultural internacional, sobretudo do setor fonográfico – empresas nada nacionais como a Warner, a Sony, a EMI e a Universal. Obviamente, a acusação é apenas um jogo retórico, mas como tem encontrado algum eco, não seria despropositado relembrar alguns fatos básicos.

No mercado de música brasileiro, os autores são brasileiros, mas as empresas são estrangeiras. O discurso pseudo-nacionalista só pode funcionar porque o Brasil tem uma situação ímpar: é o único país, fora os Estados Unidos, onde o consumo de música nacional é superior ao de música estrangeira. No entanto, essa música nacional é explorada por empresas majoritariamente estrangeiras: a Warner, a Sony, a EMI e a Universal. O que temos, portanto, é uma associação entre os grandes autores nacionais (os velhos nomes da MPB e os novos nomes do pop e do sertanejo) e as grandes empresas internacionais.


O Brasil é altamente deficitário em direito autoral. Se há ainda alguma dúvida que a exploração do direito autoral é interesse estrangeiro, basta olhar a balança comercial de direito autoral do país com os Estados Unidos. Todos os anos enviamos mais de 2 bilhões de dólares como pagamento de direito autoral (em todos os setores – não apenas música). Os americanos, por sua vez, nos pagam apenas 25 milhões”. (Pablo Ortellado).

Ao contrário da ideia de integridade nacional, esse caldo de cultura do novo MinC com o Ecad nos leva à quebra da cultura nacional. Quando a ministra da cultura defende o Ecad e subordina o MinC a seus interesses, ela tenta desfazer a queda de braço do Estado com as multinacionais que controlam esse órgão privado, condenado em CPI, que vem se  especializando em extorquir o cidadão brasileiro em suas atividades comuns nos espaços públicos. É ai neste sistema perverso de exploração que o Ecad vem obtendo cada vez mais arrecadações milionárias.

A tendência que o MinC quer seguir, sob o atual comando, é ser arrastado à subordinação do processo da globalização cultural. É esta a pedagogia do novo MinC e sua secretaria da economia criativa, estimular sem limites uma das faces mais perversas da globalização financeira.

A hegemonia do Ecad é a própria hegemonia das multinacionais que cria um emaranhado de técnicas a partir do qual esse órgão passa a ter poder fiscalizador sobre cada compositor e cada cidadão brasileiro sem que ele próprio, o ECAD seja fiscalizado.

Ana de Hollanda insiste que, em nome de acordos internacionais, o Ecad, controlado por multinacionais, não pode se subordinar às leis brasileiras. E, com isso, uma ministra de Estado estimula, aí sim, a prática institucional da pirataria cultural, transformando em terra de Malboro o ambiente cultural brasileiro, aonde um sistema transnacional comandado no Brasil pelo Ecad põe toda uma sociedade de joelhos.

Carlos Henrique Machado Freitas é bandolinista, compositor e pesquisador

Daniel Craig, como James Bond, se veste de mulher


O britânico Daniel Craig, intérprete de James Bond, incorporou o personagem vestindo-se de mulher em um vídeo feito para o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.
O vídeo tem narração de Judi Dench (que faz M, chefe do MI-6 nos filmes de 007), direção de Sam Taylor Wood (a mesma que dirigiu "O Garoto de Liverpool") e foi escrito por Jane Goldman ("Kick Ass - Quebrando Tudo").
A iniciativa partiu da ONG Equals, criada por Annie Lennox para chamar a atenção para a situação da mulher no mundo.
Fonte: Portal IG
Postado por Magno Oliveira

sábado, 5 de março de 2011

Chá das 5 com Roberto Prado

Roberto Prado, 49 anos Santos, São Paulo.
Publicou dois livros, é funcionário público e todo 2º sábado do mês irá escrever no Chá das 5.







Para a Jalili

(Minha melhor Obra )
Ah! aquela vontade de apertar
Abraçar forte
Estreitar-te me meus braços
Até que fiques sem fôlego
Te beijar até compensar
A distância
O tempo perdido
As minhas culpas
É a saudade que me faz pensar assim
É o amor que sinto
É falta que me fazes
É tudo o que um pai traz no peito
Isso, filha minha,
Com a pobreza dessas letras
A indigência dessas palavras,
É como tento dizer o quanto te amo.

Sobre as Sardas


As sardas

No rosto

No colo

Nas costas

Nas coxas

As sardas

Sobre o nariz

As sardas

Sobre os ombros

Ah! Sardas...

Deus, inspirado, criou a mulher

Mas o diabo, diabolicamente, colocou nelas as sardas

No Café da Manhã com Poesia: Enquanto caminho

Magno Oliveira é poeta, blogueiro e repórter cultural e colunista esportivo. Junto com o radialista Bruno Martins criou o Blog Folhetim Cultural e todo sábado escreverá No Café da Manhã com Poesia. E nas quartas-feiras escreverá sua coluna esportiva no Redação Esportiva ás 09h00 da manhã.




Contatos: (011) 7170-8740
bemblogs@hotmail.com
Siga me no twitter @oliveirasmagno ou twitter.com/oliveirasmagno

Enquanto caminho

Caminho procurando abrigo
Por onde passo deixo a certeza
deveria parar e ficar contigo
Apreciar a sua calma, e a tua beleza.
A força que falta em sua voz
É a mesma que falta em minhas ações.
Vamos para Angra, vamos para Foz
Vamos derrubar o muro, que nos separa de nossas aspirações?
Vamos o poeta já disse. " A vida é breve."
Tu deixa minha alma calma,
Meu coração leve.
Tu preenche o vazio existente
Em meu coração e em minha mente.