quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Brasil entra na rota de grandes shows e cria oportunidades de negócios

-- LÍGIA AGUILHAR, DO ESTADÃO PME --
Além do Rock in Rio, outros quatro grandes eventos já estão programados até abril de 2012 - SWU, Ultra Music Festival, Planeta Terra e Lollapalooza
O Rock in Rio foi apenas o começo. Até abril de 2012, o Brasil vai sediar mais quatro grandes festivais de música – SWU, Ultra Music Festival, Planeta Terra e Lollapalooza.
Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE
Sócios da R2C: faturamento da empresa deve crescer 80%
Juntos, esses eventos ajudarão o mercado de entretenimento a movimentar cerca de R$ 1,5 bilhão em 2011 no País. O Brasil entrou de vez na rota dos shows internacionais e esse cenário – somado à realização da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 – tornou o mercado de entretenimento muito atrativo para pequenas e médias empresas.
“Quem faz o evento são os fornecedores. Onde tem qualquer festival ou show, tem oportunidade de negócio na área de prestação de serviços”, analisa Rodrigo Vessoni, da produtora de eventos R2C. A empresa montou um bar no camarote vip do Rock in Rio deste ano. Em 2010, a R2C organizou ainda um lounge no SWU, além de prestar serviços em camarotes durante o carnaval e eventos esportivos.
Com o aumento da demanda por serviços, o faturamento do empreendimento deve crescer 80%. Mas engana-se quem acha que o mercado aquecido é garantia de sucesso. “Para fazer eventos de grande porte é preciso ter contatos no mercado, referências e preço competitivo”, explica Vessoni. Isso porque as empresas podem ser pequenas, mas a estrutura e o conhecimento necessários para atuar nessa área precisam ser grandes.
Douglas Batista, da Team eventos, por exemplo, vai levar um milhão de latas de cerveja para abastecer os bares do festival SWU. No mercado desde 2006, a companhia trabalhou para os organizadores do festival no ano passado. O bom desempenho garantiu um novo contrato, para 2011, e a empresa já negocia também com a produção do Lollapalooza. “O segredo é identificar uma necessidade dentro do mercado e atendê-la com um trabalho de qualidade”, diz Douglas.
E foi por identificar uma necessidade que Fernando Dória, fundador do site Carona Brasil, também fechou contrato com a organização do SWU. Desde o ano passado é o empresário quem organiza um sistema de caronas para facilitar o acesso do público ao evento, que ocorre este ano em Paulínia, no interior de São Paulo. “Existem oportunidades, mas as pequenas empresas precisam estar dispostas a negociar e flexibilizar bastante os custos.”
Os primeiros contratos de prestação de serviços para grandes festivais começam a ser fechados até um ano antes dos eventos, mas algumas demandas só são atendidas com poucas semanas de antecedência. “Quem tiver interesse precisa nos procurar para ontem”, diz Leonardo Ganem, diretor geral da Geo Eventos, organizadora do Lollapalooza.
José Boralli, presidente da B! Ferraz, que organiza o Planeta Terra, completa: “As pequenas empresas que querem aproveitar oportunidades nesses eventos e na Copa do Mundo devem estar preparadas já, e não se preparando, no gerúndio, porque é o posicionamento delas daqui até a Copa que pode levar à consagração do negócio.” Para Boralli, além da qualidade e do preço competitivo, os pequenos fornecedores precisam se estruturar também para as novas demandas que surgem com o aumento do número de festivais.
“Nós estamos entrando no circuito internacional, mas não somos um País bilíngue. É muito difícil encontrar empresas com profissionais capazes de se comunicar em inglês ou operar um equipamento com instruções em outros idiomas. Quem tiver esse tipo de capacitação certamente vai se destacar”, afirma.
A gerente de sustentabilidade do SWU, Ingrid Francini, também vê espaço no setor de entretenimento para negócios que adotam práticas sustentáveis. Mais do que isso: “Nos Estados Unidos acontecem dezenas de festivais ao mesmo tempo, então, o potencial do Brasil é muito grande e a necessidade de mão de obra especializada só tende a crescer”, acredita.
CALENDÁRIO DE SHOWS:
5/11 - PLANETA TERRA
O festival existe desde 2007 e reúne 15 atrações no parque de diversões Playcenter. Vinte mil pessoas participaram em 2010.
12 a 14/11 - SWU
No ano passado, 165,4 mil pessoas foram ao evento, em Itu, no interior de São Paulo. Este ano são esperadas 210 mil pessoas.
3/12 - ULTRA MUSIC FESTIVAL
O encontro de música eletrônica UMF ocorre no Sambódromo do Anhembi e deve reunir 30 mil pessoas.
7 e 8/04/2012 - LOLLAPALOOZA
O evento será realizado pela primeira vez no Brasil e deve reunir cerca de 60 mil pessoas.





Fonte
Postagem: Magno Oliveira

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Hamilton de Holanda e Orquestra Sinfônica do Paraná


O virtuoso músico bandolinista Hamilton de Holanda e sua banda se apresentam na Virada Cultural de Curitiba com a Orquestra Sinfônica do Paraná, sob a regência do maestro Osvaldo Ferreira. O concerto gratuito será realizado no Palco Riachuelo (Paço da Liberdade) no dia 6 de novembro, às 11 horas. O espetáculo apresenta no repertório a “Sinfonia Monumental”, de Hamilton de Holanda e do violonista Daniel Santiago. Serão apresentados também trechos de MPB.

Holanda tem o dom de contagiar plateias em suas apresentações por onde passa. O músico acumula inúmeros prêmios em sua carreira que teve início bem cedo, quando ele tinha apenas 5 anos. Hoje é um músico conhecido internacionalmente.
A obra “Sinfonia Monumental” foi dedicada aos 50 anos de Brasília, cidade onde ele cresceu, e reflete a história da transferência da capital para o interior do Brasil, a epopeia da construção, quando milhares de famílias trocaram suas terras de origem atrás da novidade, da aventura que criou a obra monumental, a cidade de Brasília.
Serviço
Concerto “Sinfonia Monumental”, com o músico Hamilton de Holanda e a Orquestra Sinfônica do Paraná.
Dia 6 de novembro, às 11 horas.
Local: Palco Riachuelo (Paço da Liberdade).
Evento gratuito.

Teatro Guaíra
Fonte: Brasil Cultura


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TV paga X TV aberta: Quem ganha com a Lei 12.485?


O critério fundamental para avaliação de qualquer legislação aplicável ao setor de comunicações deve ser sempre se ela possibilita o aumento da participação de mais e diferentes vozes no debate público. Outro bom critério é verificar como se manifestam sobre ela os principais atores envolvidos.

por Venício Lima
“Mudanças na regulação das comunicações são necessárias, mas precisam ser realistas, sem contaminações ideológicas dirigistas. Um bom exemplo é o PL 116, que regula o mercado de TV por assinatura. Após longa negociação entre todos os interessados, o projeto foi aprovado em instância final no Senado.”

Editorial, O Globo, 22 de setembro de 2011

No dia 12 de outubro, completou-se um mês que a Presidenta Dilma Roussef sancionou o PLC 116 (antigo PL 29) e o transformou na Lei n. 12.485 que “dispõe sobre a comunicação audiovisual de acesso condicionado”. Trata-se de uma lei complexa que, depois de longa tramitação no Congresso Nacional, iniciada ainda em 2007, havia sido aprovada no Senado Federal no dia 16 de agosto.
Muito já foi dito e escrito sobre o tema. Especialistas comprometidos com a democratização das comunicações têm elogiado a Lei e até mesmo afirmado que aqueles que não a celebram “ainda não entenderam as mudanças que ocorrem no mundo e vivem no passado”. Todavia, dúvidas importantes persistem, o debate continua necessário e algumas questões não podem ser ignoradas, inclusive a relação da Lei com o inadiável marco regulatório para as comunicações.
Para se compreender a Lei e algumas de suas questões polêmicas
1. Um dos objetivos da Lei 12.485 é unificar a legislação sobre a TV paga, independente da tecnologia utilizada. Até aqui existiam legislação e/ou regulamentos diferentes – e até mesmo conflitantes – para as diferentes modalidades, isto é, cabo ótico; satélite (Direct-to-Home ou DTH) e micro-ondas (Multipoint Microwave Distribution Services ou MMDS).
2. A nova Lei, libera completamente a participação do capital estrangeiro antes permitido para as operadoras por DTH e MMDS e apenas limitado no cabo (a 49%). A justificativa é estimular a competição e, segundo defensores da Lei, oferecer “novas opções de conteúdo audiovisual de qualidade e melhores serviços, por menores preços”.
Esse é o primeiro ponto polêmico. Brechas na regulação anterior já possibilitavam a presença do capital estrangeiro em proporções maiores do que a nominalmente permitida na TV a cabo. Além disso, como se trata de um setor estratégico, não deveria haver algum tipo de proteção ao capital nacional? Haverá incentivo real à competição permitindo-se a entrada no mercado das teles que são oligopólios globais? Pode-se falar em competição quando ela ocorre entre uns poucos oligopólios? Os preços dos serviços atualmente oferecidos por estes oligopólios (telefonia fixa e móvel) não estão entre os mais elevados do planeta?
3. Defensores da Lei destacam a distinção que ela estabelece entre os diferentes elos da “cadeia produtiva” da TV paga, vale dizer: produção, programação, empacotamento e distribuição. É a primeira vez que isso acontece no Brasil e, diz-se, o futuro aponta para a necessidade de se separar a regulação da distribuição daquela da produção de conteúdos audiovisuais. Alega-se, por exemplo, que na América do Norte, em alguns países da Europa e na nossa vizinha Argentina, a TV paga já supera a TV aberta. Esse é outro ponto polêmico.
Os últimos dados disponibilizados pela ANATEL indicam que, em agosto de 2011, a TV paga chegava a 11,6 milhões de domicílios, ou seja, a 38,3 milhões de brasileiros ou cerca de 20% do total da população. A densidade (assinantes por 100 domicílios) média dos serviços de TV Paga é de 19,4, mas treze estados estão abaixo dela e há unidades da federação, como o Piauí, onde a densidade é de apenas 4,3. Ademais, em cada 100 TVs pagas ligadas nos oito principais mercados brasileiros, mais de 60 sintonizam os canais de TV aberta na maior parte do tempo [agosto de 2011].
Não nos esqueçamos, todavia, que o mercado de TV paga não é nada desprezível. Em 2010, seu faturamento bruto atingiu R$ 1,011 bilhão. Isso representou cerca de 4% do total da verba destinada à publicidade no país (Projeto Inter-Meios).
Supondo que a TV paga, de fato, seja o destino pré-determinado para a maioria da população brasileira, consideradas as imensas diferenças de renda ainda existentes no país, em quanto tempo teríamos aqui uma situação semelhante, por exemplo, à Argentina (cerca de 50% da população)? Não conheço (e não encontrei) as projeções da indústria, mas suponho que ainda vá demorar, se é que vai acontecer.
Se este raciocínio estiver correto, não faz sentido celebrar uma Lei por efeitos que ela ainda não pode ter no que se refere à TV “consumida” por mais de 80% da população (sem incluir aqueles muitos que a assistem na TV paga). De fato, a Lei 12.485 não se aplica à TV aberta (salvo, por óbvio, nas referencias, diretas e/ou indiretas, que a ela se faz no texto legal).
Pela Lei 12.485, as empresas radiodifusoras, produtoras e programadoras não podem atuar diretamente na distribuição de conteúdos da TV Paga, mas podem controlar até 50% do capital das prestadoras de serviços de telecomunicações. Já essas últimas, não podem prestar serviços de radiodifusão de sons e imagens, produção e programação, e sua participação em empresas com essas finalidades está limitada a 30%.
Alguns estão fazendo uma leitura dessa norma como se ela fosse um bem-vindo primeiro controle da “propriedade cruzada” na mídia brasileira. Na prática, todavia, ela significa, por exemplo, que a TV Globo (aberta) continuará produzindo e distribuindo conteúdo e também continuará sócia [em até 50%] da SKY (americana) e da NET (mexicana). Já a Telefónica de Espanha, por exemplo, não poderá produzir conteúdo e se quiser ser sócia de uma empresa de radiodifusão estará limitada a 30%.
Quem se beneficia com essa regra até o hipotético dia em que a TV Paga ultrapassar a TV aberta no país? Na verdade, a regra funciona como reserva de mercado da produção e distribuição de conteúdo na TV aberta para as atuais empresas de radiodifusão.
E mais. A lógica do capital levará, mais cedo ou mais tarde, às empresas de telefonia a pressionar pela sua entrada também na produção de conteúdo. Ou farão isso “de fora prá dentro”, isto é, produzirão em estúdios em outros países e distribuirão aqui (o que a Lei não impede). Neste caso, voltaríamos à questão do item 1, acima: não seria o caso de se proteger a “indústria” audiovisual brasileira?
4. A vigência dos artigos 16º ao 18º do Capítulo V que trata de proteção “Do Conteúdo Brasileiro” está limitada (1) pelo artigo 21º que contempla o relaxamento das normas, a critério da ANATEL, diante de “comprovada impossibilidade de cumprimento”; e (2) pelo artigo 41º que prevê o término da vigência doze anos a partir da promulgação da Lei. Vale dizer, a partir de setembro de 2023, não mais valerão as exigências, por exemplo, de: três horas e meia de programação nacional por semana no horário nobre; em cada três canais dos “pacotes” comercializados, um terá que ser brasileiro; ou metade do conteúdo nacional terá de ser de produção audiovisual independente.
5. A Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) solicitou à Presidenta Dilma o veto dos parágrafos 1º, 5º, 7º e 8º do artigo 32 da Lei. Por quê? Eles vedam “a veiculação remunerada de anúncios e outras práticas que configurem comercialização de seus intervalos, assim como a transmissão de publicidade comercial” e preveem que “em caso de inviabilidade técnica ou econômica”, a critério da ANATEL, as operadoras fiquem desobrigadas de transmitir os chamados “canais públicos de utilização gratuita”, isto é, comunitários, legislativos, universitários, educativos, culturais, dentre outros.
A Presidenta Dilma não atendeu à solicitação da ABCCOM.
6. Para alguns “liberais” que repudiam qualquer tipo de interferência do Estado, as “disposições retrógradas” da lei – válidas apenas para os próximos 12 anos! – são: (1) o estabelecimento de cotas para produtores nacionais (inexpressivas 3h30 por semana quando se considera que no 1º substitutivo do projeto original previa-se exatamente o dobro deste tempo e/ou quando se compara aos 50% exigidos em países da Europa); e (2) o papel atribuído à ANCINE que expedirá os certificados de produção nacional ou independente para o que de fato merecer essa classificação.
Lições possíveis

Vale registrar que não só o senso comum, mas também teorias vigentes na Ciência Política, nos ensinam que uma das melhores maneiras de se identificar os interesses em jogo em determinada decisão é verificar como se manifestam sobre ela os principais atores envolvidos.

A epígrafe deste artigo aparece em editorial do jornal O Globo que começa elogiando as privatizações do governo FHC; desqualifica os “governos populistas” da Venezuela, da Bolívia, do Equador e da Argentina pelas “experiências desastrosas” no campo das comunicações; condena as propostas da 1ª. CONFECOM; e, por fim, elogia a aprovação do PLC 116, considerado “realista” e livre de “contaminações ideológicas dirigistas”.
Não estaria aí uma boa indicação de alguns interesses que estão sendo atendidos e de quem (de fato) ganha com a Lei 12.485?
Por fim, não podemos nos esquecer (1) que o critério fundamental para avaliação de qualquer legislação aplicável ao setor de comunicações deve ser sempre se ela possibilita o aumento da participação de mais e diferentes vozes no debate público; e (2) que a Lei 12.482 regula um setor importante, mas relativamente pequeno, do enorme campo que deverá ser abrangido por um marco regulatório voltado para a positivação do direito à comunicação no Brasil.

Fonte: Brasil Cultura


Postagem: Magno Oliveira

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Devaneios do Ranzinza por Roberto Prado


Roberto Prado, 49 anos Santos, São Paulo.

Publicou dois livros, é funcionário público. Talentoso escritor, irá escrever aos sábados 10 horas da manhã, no Folhetim Cultural com reprise nas terças ás 20 horas. Pelo Folhetim ainda escreverá uma vez ao mês no Chá das 5.
Blog do Roberto Prado: http://blogdonemesis.blogspot.com/
E-mail do Folhetim Cultural: folhetimcultural@hotmail.com
E-mail: rpjbarbosa@fazenda.sp.gov.br



A CASA NOVA




Entramos com alegria incontida na casa nova. Casa nova é força de expressão, era a nossa primeira casa.

Linda como toda primeira casa, espaçosa, assim parecia sem os móveis, e arejada, muita luz do sol por todas as janelas o dia inteiro e um pequeno quintal nos fundos para a horta de nossos sonhos. Comida natural, tirada direto da terra e outras bobagens new age...

Contamos para a nossa mudança...

Que chegou numa quinta-feira.

Não chovia, mas o céu anunciava água, muita água. Por isso apertamos os homens para trabalharem o mais rápido possível, e para estimulá-los prometemos uma gorda propina.

Antes da chuva chegar os móveis estavam dentro da casa.

Por apenas uma hora e cinqüenta e sete minutos fomos felizes ali...

Na sala todos com os moveis amontoados, começamos a repensar a idéia da propina, pois os homens largaram tudo na parte de baixo da casa, prometendo - às custas de outra propina – voltarem no dia seguinte para nos ajudarem a subir os móveis de quarto.

Cansados, resolvemos que dormiríamos na sala mesmo, empurraríamos o que pudéssemos para os lados, colocaríamos o colchão no meio e depois, muito depois, pensaríamos o que fazer.

Alguns trovões e relâmpagos depois, cai a energia da rua e descobrimos que não tínhamos uma vela sequer na casa nova...

Com o barulho da chuva, acabamos por dormir...

No dia seguinte acordamos assustados!

A casa em que nos encontrávamos não parecia em nada com a casa do dia anterior, a casa que havíamos comprado com todas as nossas economias, nem a cor das paredes era igual a da véspera. Pensei que ainda estava sonhando, mas voltei à realidade com o grito de minha mulher.

Lógico que duas pessoas não poderiam ter o mesmo sonho, mas descobrimos depois, poderiam compartilhar o mesmo pesadelo.

Nada ali dentro era igual à véspera, nada, das mobílias à própria casa. Onde estava o quintal para nossa horta? As grandes janelas por onde entraria sol durante todo o dia? As paredes, o piso, o teto? Teríamos saído de casa durante a noite como dois sonâmbulos? Impossível, acho que qualquer sonâmbulo acordaria com a tempestade de ontem à noite.

Subi as escadas para ver o resto da casa, e qual não foi meu espanto em ver que a parte de cima praticamente não existia.

Onde deviriam haver três quartos com sacadas, dois banheiros, corredores, não havia nada, nada! Somente um grande galpão onde o sol apareceria somente como fotografia numa folhinha. Tudo escuro, úmido, fétido.

O chão estava pegajoso, e pude perceber pelo mal cheio que estava coberto de corpos de pombos mortos. Ainda chocado pus-me a querer entender como pombos deveriam ter entrado ali em vez de tentar entender o que houve com a minha casa.

Desço ao ouvir minha mulher me chamar do que deveria ser o quintal dos fundos.

Lá a encontro tão chocada quanto eu. Onde deveria estar o quintal com terra havia uma caixa quadrada de três por três exatamente no meio do terreno, agora arenoso e sujo (mais pombos mortos).

Por alguns segundo ficamos aparvalhados vendo aquele cubo de madeira sem saber o que fazer.

Voltamos à sala resolvidos a falar com a imobiliária, com a polícia, com dom José, o bispo, amigo da família de minha mulher. Mas, é claro, o telefone “não havia mais” também.

Sumira.

Desesperados corremos para fora, afinal algum vizinho deveria ter visto alguma coisa acontecendo enquanto dormíamos.

Mas qual não foi a nossa surpresa quando deparamos com a rua...

A rua propriamente não existia, era um areal sem fim, cercado de árvores raquíticas, quando não, mortas e secas, com casa hora aqui, hora ali. Casebres na verdade, casebres toscos que só não estavam caídos ao chão por força divinamente pagã.

E estando do lado de fora nos ocorreu olhar para  nossa casa e qual não foi nosso espanto em ver no lugar de nosso lar, mais um casebre, mais um miserável e tosco casebre de madeira, podre, sujo e, como seria possível?, sem o segundo andar, aquele segundo andar que minutos antes eu havia visto?

Minha mulher começou a chorar mais intensamente ainda, para acalmá-la levei-a para dentro da casa, digo, casebre.

Agora lá dentro para nossa reserva de espanto, vimos que toda nossa mobília recém comprada havia sido substituída por caixotes de madeira, tão ou mais podres e velhos que a nossa nova casa.

Ela desmaiou chocada.

Consegui ajeitá-la sobre uns panos – que há poucas horas atrás havia sido nosso enxoval – e deixei a ali.

Voltei à rua para fumar - pois encontrei um maço de cigarros já pela metade no bolso de minha calça e acho que cabe aqui uma explicação, eu não fumo – e tentar entender mais esse absurdo.

Fumei dois cigarros, praticamente acendendo um no outro, e tudo o que consegui foi tossir até chorar, prova cabal que eu não sou um tabagista. Voltei para dentro para ver como estava minha mulher.ela estava despertando, e suas primeira palavras foram:

- Você voltou a fumar?

Diante de tudo o que estava nos acontecendo deixei prá lá a explicação de que nunca havia fumado, ela sabia disso pois namoramos por cinco anos e além de tudo, eu tinha bronquite! Mas resolvi relevar...

A levantei do chão, nada respondi quando ela me perguntou pelos edredons, mantas e lençóis, não respondi sobre o desaparecimento dos travesseiros, das roupas, de tudo enfim. Estava decidido a pegar nosso carro e fugirmos dali. Nada lhe falei desse pensamento, pois o carro poderia ter desaparecido também à essas horas...

Ela resolveu voltar ao que deveria ser ou ter sido, sei lá agora, o nosso quintal. A caixa quadrada ainda estava lá, mas agora tinha um adesivo onde se lia para não tocar.

Adivinhem, ela tocou.

Foi quando as sirenes tocaram, as luzes se acenderam, as paredes caíram e um mar de aplausos inundou o ar.

Do nada, pelo menos assim me lembro, um homem sorridente, com mais dentes na boca que toda uma geração de jacarés, apareceu à nossa frente.

Esticou o braço, me cumprimentou, abraçou minha mulher, e dirigindo-se à uma câmera, que surgiu do nada como ele, disse:

- Uma pena senhoras e senhores, uma pena. Eu tinha certeza que essa senhorita não ia tocar na caixa, tinha certeza.  – e dirigindo-se a nós completou:

- Vocês acabaram de perder dois milhões de reais, dois milhões de reais.

- Foi nesse momento que ela pulou no pescoço de apresentador, depois disso, tudo é um borrão doutor!

Poesia Desabafo do Poeta recebe dezenas de acessos no Site Poesias On Line

Magno Oliveira está publicando seus escritos no Site de Poesias On Line: 

A poesia Desabafo do Poeta recebeu dezenas de acessos neste curto período que foi publicada. Mais poesias serão publicadas no Site de Poesias On Line.

Trecho da Poesia

Poesia: Desabafo do Poeta

Eu preciso me encontrar,
Me adaptar...
A vida sem você parece não ter razão,
É como se tudo fosse escuridão.
Sem você é triste a caminhada.


Sobre o Autor


Magno Oliveira nasceu em Santa Isabel no dia 01 de maio de 1992, aos 8 anos de idade se mudou com sua mãe para morar na cidade de Poá, a qual reside até hoje. Começou a escrever aos 13 anos suas primeiras poesias, porém desde cedo já escrevia redações e outros tipos de textos.

2009: Magno Oliveira começa a publicar seus primeiros textos no blog do primo Bruno Martins.
2009: Logo após alguns meses cria seu próprio blog, que mais tarde teve indicação para participar do prêmio Top Blog.
2009: Poesia Poá participa da exposição no Centro Cultural Taiguara em homenagem a passagem de aniversário da cidade.
2009: Poesia Como Vou Parar de te Amar participa de um concurso municipal entre escolas da cidade de Poá, Magno Oliveira recebe honra ao mérito e certificado.
2010: Poesia Amazônia é publicada na 1º edição do Jornal Mídia Ambiental.
2010: Blog Folhetim Cultural é lançado.
2010: Blog Folhetim Cultural é indicado para participar do prêmio Top Blog e fica entre os 100 melhores (blog administrado por Magno Oliveira).
2011: Organização do prêmio Top Blog, devido a expressa votação do blog ano anterior é convidado a participar mais uma vez do concurso e neste ano o blog ficou entre os dez melhores blogs chegando a grande final.
2011: Poesia Heroico Sorriso é selecionada para ser publicada em livro.
2011: Poesia Heroico Sorriso e Desabafo do Poeta concorrem em concurso cultural promovido pela Secretaria de Cultura de Suzano.
2011: O poeta é convidado a participar de dezenas de concursos de poesia.



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Recorde de Visitas no Folhetim Cultural

No mês de junho deste ano o Folhetim Cultural bateu um recorde de visitas batendo os mais de dez mil visitas, no mês de setembro o Folhetim Cultural bateu esse recorde e passou as 11 mil visitas.
Agora o Folhetim Cultural está no twitter onde têm o número de 35 seguidores um número pequeno, comparado aos grandes portais de notícias, porém grandioso, pois são 35 seguidores conquistados com muito trabalho, um trabalho digno e de credibilidade.

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Barbara Fernanda amanhã estreia no Folhetim

Nesta quarta feira estreia ás 20 horas, a coluna da jovem escritora Barbara Fernanda. Sobrinha de Roberto Prado, o Ranzinza nosso querido escritor, ela promete com certeza trazer muito talento nesta faixa de horário aqui no Folhetim Cultural.

Semanalmente neste mês de Novembro os nossos leitores poderão apreciar boa escrita.





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