Começamos mais uma tarde com o Clipe Musical hoje 3 canções em homenagem a esta cidade! Você está curtindo São Paulo 458 anos? Então fique ligado porque amanhã teremos mais para você.
Canções Bandeirantes-365-Tietê
Video retirado do Youtube
Alguém sonhou que a cidade ia afundar,
Alguém falou que eu devia me confessar,
Me arrepender de toda sujeira que esse rio levou pro brasil,
Hoje São Paulo completa 458 anos e por isso o Folhetim Cultural homenageia esta cidade linda. Ontem com Bruno Martins O Quadro e hoje com a poesia de Magno Oliveira.
Do dia 23 ao dia 25, estaremos fazendo uma grande homenagem a cidade de São Paulo, por isso Arquivo da Música especial grupos de São Paulo ontem tivemos com Demônios da Garoa, hoje com a banda 365 e amanhã dia 25 com o grupo Ira!
O 365 é uma banda de rock, formada em São Paulo em 1983.
Fundada em 1983, auge do movimento punk-rock e new wave no país, por Miro de Melo (bateria), Tiquinho (guitarra), Adauto (baixo) e Oclinhos (vocal), a banda ficou conhecida no circuito undergroud paulista por suas canções de protesto.
História
Em 1985, a banda passa por uma reformulação com a entrada de Ari Baltazar (guitarra), Mingau (baixo) e Finho (vocal). Com um estilo voltado para o pós-punk, sua música foi intitulada por alguns críticos como rock de combate.
Em 1986 é lançado o disco-mix contendo as músicas "São Paulo" e "Canção para Marchar", a canção "São Paulo" torna-se um grande sucesso e posteriormente um clássico do rock nacional. Com a repercussão positiva, em 1987 lançam seu primeiro álbum homônimo, contendo entre outras músicas, uma versão de "Grândola, Vila Morena", música do cantor e compositor português Zeca Afonso. A música original foi utilizada, na década de 70, como senha de sinalização durante a Revolução dos Cravos, em Portugal.
No ano de 1989, com o baixista Callegari (ex-Inocentes) substituindo Mingau, lançam seu segundo álbum, Cenas de um Novo País, com destaque para as músicas "Cegos Movimentos", "Anos 70" e a agregação de novos elementos ao som do grupo.
Vídeo retirado do Youtube 365 Anos 70
Desde a formação do grupo, os músicos fizeram inúmeros shows em todo o Estado de São Paulo e outras importantes cidades brasileiras, além de antológicas apresentações em programas de TV, como o Cassino do Chacrinha, Raul Gil, Bolinha, Boca Livre, Viva a Noite, Vitrine, A Fábrica do Som, Turma da Cultura, Metrópoles, Perdidos na Noite e outros. Em 1991 com Henrique Ferraz nos vocais, realizaram vários shows dentro e fora do Estado de São Paulo, além de apresentações em programas de Radio e TV, como Estudio ao Vivo Transamérica, Verão Vivo da Bandeirantes, Programa Livre, entre outros.
Voltaram a gravar em 1995, participando da coletânea inglesa Oi! It's a World Invasion, vol. 2, com as músicas "Pamela" e uma versão de"Violência e Sobrevivência" do Lixomania. Após esta gravação, o baterista Miro de Melo lançou com a banda Fogo Cruzado um álbum homônimo, o Vocalista Finho e o guitarrista Ari Baltazar formaram a banda M.M.D.C., participando da coletânea Urbanoise e lançando o álbum Non Ducor Duco.
Em 1998, sai a coletânea 365 - 1987/1997, organizada por Miro de Melo contendo sucessos do grupo com materiais de fitas e gravações ao vivo.
Em 2005, lançam o álbum Do Outro Lado do Rio.
Banda 365 no Centro Cultural em São Paulo/SP
Formação original
Finho - voz, Flauta
Ari Baltazar - Guitarra
Mingau/Callegari - Baixo
Miro - Bateria
Discografia
Álbuns de Estúdio
"São Paulo"/"Canção para Marchar" (Disco-mix, 1986, Continental)
365 (LP, 1987, Continental)
Cenas de um Novo País (LP, 1990, Continental)
Non Ducor Duco" Projeto M.M.D.C. (CD, 1997)
Do Outro Lado do Rio (CD, 2005)
Coletâneas
Não São Paulo II (LP, 1986)
365 - 1987/1997 (CD, 1998)
Compilações
Oi! It's a World Invasion, vol. 2 (CD, 1995, Step-1 Music)
Bruno Martins é radialista formado pelo SENAC SP, trabalhou numa rádio da cidade de Santa Isabel por um curto período de tempo. Ao longo deste ano esteve colaborando com este blog, que junto com Magno Oliveira criou, através do Chá das 5. Nesta última semana reservamos esta homenagem a este futuro talento do jornalismo brasileiro com a Semana Bruno Martins.
São Paulo uma exposição de belas artes que retrata um pouco de mim, de você, da humanidade. São Paulo de vários povos uma miscigenação que une o rico ao pobre, cada família com sua estirpe e uma crença religiosa que muitas vezes não bate com a do outro, gerando um conflito entre o homem e o sobrenatural.
São Paulo de judeus, palestinos, chineses e israelitas; o mundo vive aqui. Pessoas que largaram suas famílias, seu país em busca de uma vida melhor, pessoas que largaram as cidadezinhas do interior para ganharem a vida na maior cidade da América Latina. Uma exposição de prédios e poucas casas de carros e pessoas de sombras indiferentes, de máquinas e tecnologias que destroem o nosso meio ambiente. Algumas invisíveis outras nem tanto transformando essa metrópole em um horizonte morto.
Como um quadro obscuro São Paulo é repleto de surpresas obras vivas pintadas com cores e sombras indiferentes, rostos e pernas se perdem entre neblinas sonolentas. Um impacto agressivo que a obra não mostra, um degredo não cumprido medo, dor, fome a vitrine da revolta no olhar de uma criança. Crianças essas expostas por todos os cantos dessa cidade em retratos que a burguesia não olha, inundando a alma obscurecendo a mente, afogando o sonho. Sonho de ser criança.
São Paulo sua beleza me encanta tantas ruas e nenhuma igual à outra, tantos prédios um mais lindo e maior que o outro. As obras do arquiteto Oscar Niemeyer fazem de ti uma cidade encantadora.
Há vários quadros na parede do meu quarto, há tantas formas de se ver o mesmo quadro, mas eu não olho para nenhum dele seu olho para esse quadro de cores vivas e cintilantes tão vivas que em ti retratada até se mechem, os carros e as pessoas pelas suas ruas andam, os pássaros e os aviões voam, cantam e fazem barulho e nos prédios vejo as luzes apagando e ligando, vejo escurecer e anoitecer e você continua do mesmo jeito.