quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Ano de Portugal no Brasil apresenta aos paulistanos mostra sobre “Livros Viajantes”

Evento acontece no SESC Santo André de 7/2 a 8/4, apresenta o que de melhor tem sido produzido para a literatura infantil portuguesa



A partir de amanhã (8), o Sesc Santo André recebe uma mostra que promete estimular a imaginação da garotada paulistana. “Lá e Cá: Os Livros Viajantes” apresenta o que de melhor tem sido produzido para a literatura infantil portuguesa contemporânea e também uma programação bastante dinâmica que envolve “personagens” contadores de histórias até encontros com escritores e ilustradores brasileiros, entre outras atividades.
 
 
O evento é uma das atividades relacionadas ao Ano de Portugal no Brasil, que tem por objetivo promover a cultura e estreitar o relacionamento entre os dois países.
 
 
Com curadoria dos escritores e pesquisadores da cultura portuguesa José Santos e Selma Maria, a exposição divide-se em duas partes: A Área de Exposições recebe o trabalho de 25 ilustradores portugueses, com obras cedidas pela DGLAB – Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, ligada à Secretaria de Cultura de Portugal, exibidas em 2012 na Feira do Livro de Bolonha, na Itália.
 
 
Já na Biblioteca da Unidade, vários livros de autores consagrados, editados no Brasil e em Portugal, estarão disponíveis em malas de viagem, para consulta e apreciação do público visitante, mostrando a produção literária em ambos os países. Junto das publicações, um jogo de palavras instalado no piso da Biblioteca brinca com o idioma comum dos países, mostrando as diferenças existentes em uma mesma língua.
 
Durante a mostra, serão exibidos, os títulos: Pê de paiMeu vizinho é um cão e Lá em casa somos, de Isabel Minhós Martins, e Um dia na praia, de Bernardo Carvalho, entre vários outros. Ambos são autores lusos lançados em Portugal pela editora Planeta Tangerina e publicados no Brasil pela Cosac Naify.
 

Programação
 
Ainda como parte do projeto "Lá e Cá", o Sesc Santo André oferece uma programação com horários de leitura de histórias e oficinas. Confira: 
 
 
Contação de histórias
 
• Era pois pois uma vez
Histórias de aventuras elaboradas pela narradora Clara Haddad – brasileira radicada em Portugal – baseadas em contos tradicionais portugueses. Quarta, dia 6/2, às 20h, na área de convivência.
 
• Rimas de Lá e de Cá
O Grupo Parampará de Contação de Histórias apresentada as histórias de cá, na forma de ritmos brasileiros cantados, e histórias de lá, na adaptação de contos portugueses de Antônio Torrado e Alice Vieira. Sábado, dia 16/2, às 15h, na área de convivência.
 
• É o Rei Tadinho
Com o Grupo Parampará de Contação de Histórias faz apresentação baseada na obra da escritora portuguesa Alice Vieira, que conta as peripécias de um rei
atrapalhado e de sua corte maluca. Sábado, dia 23/2, às 15h, na área de convivência.
 
Oficina de Cultura Digital
 
• Zines e Livretos Digitais
Com o ilustrador Flavio Grão, 10 anos, 15 vagas. Inscrições no local, pelo telefone (11) 4469-1264 ou pelo e-mail internetlivre@santoandre.sescsp.org.br.
Sábado e domingo, dias 2 3/03, das 13h às 15h30, na sala da internet livre.
 
 
SERVIÇO


Lá e cá: os livros viajantes
Data: De 7 de fevereiro a 8 de abril
Classificação etária: Livre

Grátis.
Sesc Santo André

Rua Tamarutaca, 302 - Vila Guiomar

Fone: (11) 4469-1200

Acesso para deficientes físicos

Estacionamento: R$ 3,00 a primeira hora e R$ 1,00 cada hora adicional (desconto de 50% para matriculados)


Aos sábados no Folhetim Cultural No Café da Manhã com Poesia.

Fonte: A4 Comunicação
Postagem: Magno Oliveira 

Lenda das Amazonas é o tema do novo livro infantil da Editora Prumo

 
O segundo rio mais extenso do mundo é o personagem principal do novo livro infantil da Editora Prumo. O descobrimento do rio Amazonas mistura dados factuais com mitologia, ao contar sobre a expedição desbravadora de um navio espanhol, o primeiro a navegar em águas amazônicas, e narrar a lenda das Amazonas, mulheres guerreiras que viveriam na beira do rio. Com texto de Lucília Garcez e ilustrações em gravura de Ciro Fernandes, o lançamento é um verdadeiro livro de arte para ver e ler.
 
 
Francisco Orellana, com o propósito de explorar a região a leste de Quito, partiu em uma expedição em 1541 rumo à foz do rio Coca. Desobedecendo as ordens de Gonzalo Pizarro, seu superior e irmão de Francisco Pizarro, conquistador dos Incas, Orellana resolveu alterar o propósito da expedição, visando conquistar novas terras em nome do Rei da Espanha. A artimanha resultou no descobrimento do rio Amazonas.
 
 
Na confluência do Amazonas com o Rio Negro, a expedição encontrou uma tribo nativa local, que os exploradores imaginavam ser composta de ferozes mulheres guerreiras. Desta maneira, Orellana e sua expedição ajudaram a recriar as lendas das Amazonas, que já estavam presentes na mitologia grega. No livro de Lucília Garcez, estas mulheres são descritas como poderosas índias que se vestem do seio para baixo e que estão fartas de ouro e comida. Seus encontros a dois acontecem somente uma vez por ano para preservar sua raça da extinção.
 
 
A região ao redor do rio, que nasce na Cordilheira dos Andes, no Peru, e deságua no norte brasileiro, no Oceano Atlântico, é ocupada por diversas lendas e mitos que fazem parte do imaginário e da cultura brasileira. Neste livro, o leitor acompanha o momento da criação de uma dessas lendas, a qual teve muita credibilidade na época, já que Francisco Orellana narrou a vitória dessas mulheres sobre os invasores espanhóis para o então Sacro-Imperador Romano, Carlos V, que deu o nome do rio recém-descoberto de rio das Amazonas.
 
 
Sobre a Prumo
 
Fundada por Paulo Rocco, responsável pela editora Rocco, a Prumo tem sede em São Paulo com equipe própria e independente. A linha editorial é bem diversificada, inclui títulos nas áreas de ficção, não ficção e infantojuvenil. O objetivo é oferecer ao leitor um catálogo amplo, com o melhor da literatura nacional e estrangeira, além de títulos de referência e livros atraentes para o público jovem e infantil.
 
Sobre a autora
 
Mestre em literatura e doutora em linguística aplicada, Lucília Garcez é autora de A Escrita e o outro e Técnica da Redação, além de ter uma larga produção em literatura infantojuvenil que inclui livros como Luiz Lua (1998), O sorriso do gato (1998) e As aventuras de Hans Staden entre os índios do Novo Mundo (2000).
 
Sobre o ilustrador
 
Ciro Fernandes trabalhou como ilustrador para o Jornal do Brasil e assinou ilustrações de livros de grandes nomes da literatura brasileira como Carlos Drummond de Andrade, Rachel de Queiroz e Ferreira Gullar. Apresentou seu trabalho em diversas exposições no exterior e no Brasil, como a sua individual em 1994 no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
 
Mais informações:
 
 
Ficha técnica
 
Livro: O descobrimento do Rio Amazonas
Editora Prumo
Autor: Lucília Garcez
Selo: pruminho
ISBN: 978-85-7927-246-2
Formato: 20 x 20 cm
Nº de páginas: 48
Preço: R$ 28,90
 
Sábado No Café da Manhã com Poesia por Magno Oliveira aqui no Folhetim Cultural
 
Fonte: A4 Comunicação
Postagem: Magno Oliveira 
 

Chico Buarque ganha prêmio literário 'Casa de las Américas' em Cuba

Autor mineiro Luiz Ruffato também foi premiado por 'Domingos sem Deus'. Evento literário aconteceu na quinta-feira (31) em Havana.

 

Chico Buarque recebeu o prêmio literário "Casa de las Américas", em Havana, Cuba, na quinta-feira (31). Também foi premiado o escritor mineiro Luiz Ruffato.
Chico Buarque recebeu um prêmio de honra em Narrativa, enquanto o mexicano Víctor Barreira Enderle recebeu a mesma distinção na categoria Ensaio e o uruguaio Rafael Courtoisie em Poesia.
O romance mais recente lançado por Chico Buarque é "Leite derramado", de 2009. Ele também é autor de "Budapeste" (2003) e outros romances e peças de teatro como "Roda viva" (1967) e "Ópera do malandro" (1978).
O prêmio de Literatura Brasileira foi para o romance "Domingos sem Deus", de Luiz Ruffato, segundo a ata do júri, porque "apresenta diversos episódios independentes que se entrelaçam, formando o mosaico de um Brasil essencial, embora esquecido".
Além dos brasileiros, escritores de Argentina, Cuba, Chile, México, Uruguai, Honduras, Peru e Equador foram homenageados na capital cubana durante a 54ª edição do tradicional prêmio de literatura latino-americana e caribenha.
O Prêmio Casa de las Américas é outorgado anualmente em Havana desde 1960 nas categorias de poesia, conto, romance, teatro, ensaio, testemunho, literatura para crianças e jovens, caribenha de expressão inglesa, caribenha francófona, brasileira e de culturas originárias.
A Argentina, com 200 obras, foi o país com maior participação seguida de Brasil, Cuba, Colômbia, Chile e Peru. Houve 770 obras participantes, dos gêneros romance (172), poesia (328), literatura testemunhal (56), ensaio histórico-social (42) e literatura brasileira (158).
Aos sábados No Café da Manhã com Poesia por Magno Oliveira.
 Fonte: G1 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Palavras da Carolina

Nasci em Suzano mas moro em Poá desde os 3 dias de idade. Sempre adorei ler o que me deu mais criatividade para escrever. Adoro jogar, estudar, ouvir música (o gênero depende muito do meu humor ou do que estou fazendo).

Carolina Pinheiro Lomba - Palavras da Carolina Terça ás 18 horas

Não existe separação física quando as duas almas são conectadas pelo amor. 




Passeio no alto

Caminho sozinha, sorrindo para os céus. 
Mal vejo onde piso, as imagens prendem minha atenção por completo.
Tantos animais, símbolos, sorrisos, casais aos beijos, crianças, doces, heróis, beleza, alegria, esperança. 
Depois de um tempo nem se nota que são apenas nuvens. 
Um lindo e sutil destaque do branco no azul.
As brancas dançam nos céus como quem quer brincar com os seus olhos. 
Rodeiam o Sol, o escondem.
O Azul abre espaço ao branco como quem deixa suas bailarinas mostrarem sua arte.
Daí então elas descem. 
Pequenas gotinhas de água cristalina, pequenas bençãos, pequenos sorrisos, símbolos, animais...
Os beijos dos casais caem na terra se espalhando e deixando no ar aquele cheirinho de infância, de campinho de futebol, de beleza, de alegria, de esperança...
Espero eu que elas, as brancas, continuem sempre dançando, me confundindo, transformando os animais em beijos apaixonados. 
Espero sempre poder andar distraída com as danças brancas. 
Brancos beijos que dançam. Dançam até as esperanças descerem assim.
Quero sempre ver esse sutil destaque do branco em mim.
 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Devaneios do Ranzinza: SOBRE ESTRELAS E CIGARROS


Roberto Prado colabora com o Folhetim Cultural desde o início de 2011, Devaneios do Ranzinza a partir deste ano todas ás segundas 18 horas e o Chá das 5 uma vez ao mês no sábado. Roberto Prado já publicou dois livros pela (CBJE) Câmara Brasileira de Jovens Escritores, Gringas e Outras Histórias está na segunda edição.
Blog de Roberto Prado: http://blogdonemesis.blogspot.com.br/



SOBRE ESTRELAS E CIGARROS


Tarde da noite no alto dum edifício no centro da cidade um casal acocorado no parapeito conversa.
- Como o céu fica mais bonito visto daqui.
- É sim...
- Só isso?
- O que mais você quer que eu diga?
- Me dá um cigarro.
Ele acende o cigarro, dá uma tragada, solta fumaça e por segundos consegue apagar as estrelas.
- Por que você me chamou aqui? – Pergunta a companheira.
- Para ver as estrelas, aqui ainda é o melhor lugar. Compare o brilho azul delas com as luzes da cidade lá embaixo, as vermelhas dos anúncios, amarelas e verdes das lojas, das farmácias. O verde-amarelo-vermelho do gado que pasta nas ruas. Dos postes...
- Muito sentimental hoje... Meditabundo ou metafísico?
- Não. Nem uma coisa nem outra. É que olhar para o céu à noite me deixa assim..., querendo entender o que nos acontece, o que nos faz ser como somos... O céu...
- Céu, luzes, noites e dias, é tudo igual prá mim...
- Não sei como ainda ando com você, não sei mesmo. Nem parece que somos iguais...
- O que está te acontecendo? Na fase da crise de identidade? Quem é? De onde veio? Para onde vai? Tendo o quê e onde comer, não me interesso por mais nada nessa vida! – Diz num misto de futilidade e provocação enquanto cheira o ar como que procurando por algo.
- Me dá outro cigarro! Acho que você não me compreende e não se compreende também... Nunca olha para os lados, nunca olha para o céu... Veja as estrelas, nelas estão todas as respostas!
- Espero que algum dia alguém me explique essa sua fixação por estrelas. Olhe as pessoas lá embaixo, veja se alguma delas tem essas preocupações metafísicas, veja se alguma delas perde tempo com isso. Elas seguem em frente como rebanho que são...
- Acho que você é um caso perdido, me dá logo esse maço de cigarros. Quero fumar em paz, só eu, a fumaça e as estrelas. – Dizendo isso ele empurra a companheira do peitoril do 18º andar do prédio onde conversavam.
- Droga, esqueci do isqueiro! – pula logo atrás e abrindo suas asas fala ao chegar perto da companheira que plana no ar:
- Me dá isqueiro, depois te encontro em casa.
Batendo suas asas de couro cada um segue o seu caminho, pois a noite ainda é uma criança e a fome ainda precisa ser mitigada.



sábado, 2 de fevereiro de 2013

No Café da Manhã com Poesia: A Procura da Felicidade


Está coluna é publicada todas as manhãs de sábado.


Magno Oliveira criou o blog Folhetim Cultural em 2010 com o radialista Bruno Martins. Teve a poesia Heroico Sorriso publicada no ano de 2011 no livro Antologia Poética do 1° Concurso de Poesias Augusto dos Anjos. Em 2012 criou seu blog oficial Poeta Magno Oliveira e ainda no primeiro semestre deste ano pretende lançar seu primeiro livro de poesias.


A Procura da Felicidade


Caminho a procura da liberdade
Sei que a luta será complicada
Mas lutarei
Meu caminho seguirei
Pois acredito existe um sol a brilhar após cada tempestade.