No dia 18/04 ás 20h00, na Praça da Bandeira, com duração de 50 min e a classificação é livre, terá a apresentação do espetáculo circense Cidade dos Sonhos do grupo Nau de Ícaros.
Uma "Ópera buffa" circense, poética e gastrônomica. Ou un resgate em linguagem de circo do milenário mito da São Saruê, fabulosa terra da prosperidade e da abundância onde não há dor, suor, velhice, ou morte. Ou " As Bacantes", de Eurípedes, transformadas em paródia e picadeiro. Tudo isso e, um pouco mais, neste belo espetáculo do Grupo Nau de Ícaros.
Lembrando que o Folhetim Cultuaral estará com a nossa equipe neste evento como esteve no dia da apresentaação do teatro da trupe Artemanha aqui na cidade ainda este mês e logo após a apresentação os bastidores, o espetáculo, o público tudo na íntegra aqui no Folhetim Cultural.
quarta-feira, 31 de março de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
Salesopólis e a sua história

HISTÓRIA DA CIDADE
Salesópolis teve início no antigo povoado de São José do Paraitinga, fundado em princípios do século XIX por Aleixo de Miranda, o alferes José Luís de Carvalho e o alferes Francisco Gonçalves de Souza Melo. Situado no percurso entre Taubaté e Mogi das Cruzes, na subida do rio Tietê, o povoado foi o resultado de um deslocamento feito por Aleixo de Miranda do primeiro povoado que havia sido estabelecido por esse mesmo grupo, localizado no alto Tietê, de nome Nossa Senhora da Ajuda.
Com o crescimento do núcleo de São José do Paraitinga, seus fundadores entraram em negociação com as autoridades da província de São Paulo para elevá-lo à categoria de freguesia da vila de Santana de Mogi das Cruzes, o que aconteceria em 28 de fevereiro de 1838. Em 24 de março de 1857, a freguesia foi elevada a vila graças ao esforço de seus administradores, mas sua atual denominação só seria adotada muito mais tarde, em 16 de novembro de 1905, em homenagem ao presidente Campos Sales.
As possibilidades de desenvolvimento da vila na época de sua criação estavam, no entanto, muito limitadas, principalmente pela precariedade das vias de transporte e de comunicação com outras localidades. Até final do século XIX, o intercâmbio comercial com Guararema era feito por meio de tração animal. Mais tarde, a situação foi alterada com a aquisição de uma ligação rodoviária com Mogi das Cruzes, o que facilitou o transporte dos produtos locais para outros mercados. Sua economia girou, inicialmente, em torno das lavouras de fumo, café, milho e feijão.
A plantação de fumo assumiu tamanha importância que, em 1909, tornou-se objeto de exportação em larga escala para mercados como os de Mogi e São Paulo. A partir de 1912, com a construção de uma usina pela Companhia de Força e Luz Norte de São Paulo, o município, que ficava na nascente do rio Tietê, passou a produzir energia elétrica própria. Posteriormente, no início da década de 40, sua economia teve um breve crescimento com a industrialização do carvão vegetal que provocou a devastação de suas matas circundantes. Por volta de 1945, foi inaugurada outra atividade industrial, a manufatura de tábuas para a produção de artigos de proteção para garrafas e frutas exportadas, que, contrariamente à anterior, viria a se estabelecer de forma mais sólida na economia da cidade.
Com a chegada, em 1956, de imigrantes japoneses que se estabeleceram na região em uma colônia própria, Salesópolis passou também a se dedicar ao cultivo de diversos produtos agrícolas e hortaliças.

Significado do Nome
Homenagem ao Presidente Campos Sales
Aniversário da Cidade
28 de Fevereiro
CARACTERÍSTICAS
Silvicultura, horti-fruti-flori-granjeiro, agricultura orgânica em expansão, comércio e atualmente o turismo.
Clima
Tropical
Temperatura Média
16° C
Localização
Metropolitana de São Paulo
Limites
Ao sul com os municípios de Bertioga, São Sebastião e Caraguatatuba; a leste com Paraibuna, ao norte com Santa Branca e Guararema e a oeste com Biritiba Mirim.
Acesso Rodoviário
Através da Estrada Mogi/Salesópolis, SP-88, que parte de Mogi das Cruzes, prolongamento da Mogi/Dutra, SP-88. Tem comunicação com o litoral norte através da Estrada das Pitas, SP-88, que faz entroncamento com a Rodovia dos Tamoios SP-99, São José dos Campos a Caraguatatuba. Ligação a Jacarei, Rodovia Carvalho Pinto e Dutra, através da Rodovia Estadual Nilo Máximo. Todas pavimentadas.

Distâncias
96 km da Capital
TURISMO
Principais Pontos Turísticos
Barragem de Ponta Nova
Um dos reservatórios de água do Sistema Produtor do Alto Tietê - SPAAT.
É possível conhecer a formação de uma barragem e como ela funciona. Local maravilhoso para caminhadas.
É nessa área de segurança nacional que localiza-se o radar meteorológico, cujo objetivo é prever chuvas com até 5 horas de antecedência, num raio de 200 km².

Trilha Mata Atlântica
Depois de uma pequena trilha, no meio da vegetação da Mata Atlântica, existe a mais bela cachoeira da região e ainda preservada, onde pode banhar-se.
Cachoeira da Porteira Preta
Duas cachoeiras e piscinas naturais
Local: Rodovia Alfredo Rolin de Moura, Km 105 - Ao lado da Rodovia e de fácil acesso
Parque das Nascentes do Tietê
Local tombado pelo Patrimônio Histórico. Rio que nasce no reverso da Serra do Mar e corre contra o mar, cortando o Estado de São Paulo todo. Conhecido como Rio dos Bandeirantes, ele foi e é muito importante para o desenvolvimento do nosso Estado e País.
Museu da Energia - Usina Parque de Salesópolis
Museu vivo onde os alunos poderão conhecer uma usina hidrelétrica do começo do século XX, aprender sobre a história e o uso racional da energia, brincar aprendendo com jogos interativos na Academia da Energia e, através de trilha na mata conhecer a vegetação da região.
Cachoeira do Casarão - Trilha Mata Atlântica
O nome se dá pelo casarão construído no início do século XX, época do café, o local pertencia ao Vale do Paraíba. Tem opção de trilha no meio da vegetação da Mata Atlântica, e ainda banhar-se na cachoeira, microclima, fauna e flora do local, aspectos históricos e geográficos.
Senzala
Construção de “pau a pique” e “taipa de pilão”. Na realidade não era uma senzala. Serviu por muito tempo, como ponto de parada dos comerciantes que, vindos da Capital e Vale do Paraíba, percorria a rota, conhecida como Rota do Sal, para a comercialização de produtos, dentre esses a compra e venda de escravos, servindo também como ponto do “pouso”.
Hoje o local guarda sua história, pois os proprietários procuram manter, dentro de suas possibilidades, a estrutura original.
- enfoque na histórica, aspectos sociais, culturais e econômicos, relevo, jesuítas, índios e negros.
Cinturão Verde
Área produtora de horti-fruti-fungi-flori-granjeiros que abastece os maiores centros populacionais do Brasil - São Paulo (Ceagesp), Rio de Janeiro e Curitiba.
O cinturão verde compreende os Municípios de Suzano (parte), Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim e Salesópolis.
City Tour
Visite o centro histórico, para conhecer a história da Cidade e visitar a majestosa Igreja Matriz de São José, observando o desenvolvimento da cidade e o Três Poderes.

EVENTOS
- Encontro Regional de Caiaques Salesópolis
- Encontro de Cowboys de Salesópolis
- Feira do Eucalipto
- Festa de Nossa Senhora Aparecida
- Encontro de Moto Clube -Cachoeira Porteira Preta
Julho
07 a 15 - Festa do Divino Espirito Santo - Paróquia São José.
segunda-feira, 29 de março de 2010
61 anos de Poá
Poá completou 61 anos dia 26 de março e aqui está a nossa homenagem!
A história de Poá começa em 1.621, com a formação de um povoado em terra missionárias carmelitas. Sendo cortada pela Estrada São Paulo – Rio (atual SP-66), Poá, ainda chamada de "Apoá" era distrito da cidade Mogi das Cruzes, um local pouco povoado e ponto obrigatório de parada de tropeiros e outros viajantes que por aqui passaram[2].
Entre os viajantes, o imperador Dom Pedro I. Outros viajantes que passaram por Poá na época, relataram haver "em torno de Mogy – Mogi das Cruzes -, certo surto agricultural e que contudo entorpecera naquele momentos, por falta de braços causada pela partida das milícias paulistas para a Cisplatina e pela fuga de muitos homens de condição humilde, receosos de recrutamento". Este relato foi pelos naturalistas bávaros, João Baptista Von Spix e Carlos Frederico Felipe Von Martius, enviados ao Brasil em missão científica pelo Rei da Baviera, Maximiliano José I em 1817.

Em 1877, os poucos moradores da região reivindicavam a construção de uma estação de trem entre as estações Lageado (atual Guaianases) e Mogi das Cruzes. Poá era distrito de Mogi das Cruzes, sendo o oficio contendo a solicitação foi enviado à Câmara da cidade. Por se próxima a Itaquaquecetuba, Arujá e Santa Isabel, a construção da estação foi aprovada e serviu inicialmente para escoar a produção agrícola da região à Capital. Da mesma forma como em outras cidades, a estação de trem foi fundamental para o crescimento populacional e econômico de Poá.
Sete dias depois da proclamação da República, o Governo Provisório modificou o nome da linha férrea de Estrada de Ferro Dom Pedro I para Estrada de Ferro Central do Brasil. Por meio de um decreto federal, foi autorizado e feito o ajuste de bitola para a incorporação da estrada de ferro São Paulo - Rio de Janeiro à EFCB. Assim que foi integrada à Central do Brasil, os trens começaram a fazer parada em Poá e em 11 de abril de 1891 finalmente inaugurada a Estação Poá para transporte de passageiros. A partir daí o povoamento foi mais rápido.


A Linha Variante, conhecida como Variante de Poá da EFCB, foi inaugurada na gestão do presidente Epitácio Pessoa, em 7 de fevereiro de 1926. O ramal ferroviário foi entregue à população, iniciando então o desenvolvimento do bairro de Calmon Viana. Mas o início da operação comercial foi só em maio de 1934. A Estação Poá era o ponto para onde convergiam carregamentos de lenha e produção agrícola de Poá e das cidades vizinhas. A movimentação permitiu então o desenvolvimento comercial do centro da cidade, principalmente nas avenidas de acesso. Atualmente a Estação Poá faz parte da Linha E da CPTM assim como a Estação Calmon Viana, que também faz parte da Linha F, a antiga Variante de Poá.

Processo de emancipação
Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, e a explosão demográfica da Grande São Paulo, a sua típica paisagem rural vai acabando, graças à facilidade de acesso pela linha da Estrada de Ferro Central do Brasil e a existência de terrenos a baixo custo.
Houve um intenso processo de urbanização intenso e a abertura de novas ruas e avenidas. O então Distrito de Poá crescia rapidamente, mas as autoridades de Mogi das Cruzes não faziam novas benfeitorias, nem mesmo meros prolongamentos de calçamentos e substituições de pontes, o que irritava os moradores da época. Por este motivo, no dia 6 de julho de 1947 na então sede da Subprefeitura de Poá, vários cidadãos com o propósito de pleitearem a elevação dos distritos a categoria de Município. Foi presidida por José Garcia Simões da Rocha, servindo como secretários, Bruno Rossi e Euclides Greenfield, primeiro e segundo respectivamente.

Houve muita resistência da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, afim de evitar que Poá, Suzano, e Ferraz de Vasconcelos se emancipassem e deixassem de serem distritos de Mogi. Depois muita luta jurídica, processos e plebiscitos, constatou-se que Poá atendia os requisitos mínimos para se emancipar. Finalmente, pela Lei nº 233 de 24 de dezembro de 1948 que fixa o Quadro Territorial, Administrativo e Judiciário do Estado, a vigorar no qüinqüênio 1949-1953, Poá é elevada a categoria de Município, constituindo-se de dois distritos: o Distrito da Paz (região noroeste de Poá) e o Distrito de Ferraz de Vasconcelos.
Legalmente, Poá começou a viver sua vida independente de Mogi das Cruzes no dia 1º de janeiro de 1949, conforme o artigo 14 da Lei nº 233.
Apesar de ter sido instalado naquele 1º de janeiro, somente no dia 26 de março de 1949 é que foi instalada a Câmara Municipal, com a posse dos prefeitos e vereadores que haviam sido eleitos no dia 13 de março. Nesta data (26 de março) é que se comemora o aniversário da cidade.

Divisas
No início Poá possuía 60 km² de superfície territorial, e hoje tem apenas 17 Km². A cidade perdeu muito território por causa da forma precária como eram feitas as demarcações de limites antigamente. Outro motivo foi a desmembração territorial de Ferraz de Vasconcelos e o plebiscito que levou parte de Poá para Suzano. A exceção foi em janeiro de 1949, quando o Distrito de Paz de Poá ganhava uma faixa de terra do Distrito de Paz de Lageado (Guaianazes). Daí houve uma série de desmembrações:
1944: Poá perde uma faixa de terra para Itaquaquecetuba, ficando então com 54 km2
1947: Quando foi criado o Distrito de Paz de Poá, o 2º sub-distrito de Ferraz de Vasconcelos ficou com mais uma faixa de terra de Poá, quando se emancipou.
1963: Num plebiscito realizado em 10 de dezembro de 1963, mais outra área num total de 19 km2 foi desmembrada de Poá e anexada à Suzano. A região é o atual bairro Guaió ou Fernandes. O município de Poá conta com uma área total de 17 km2, sendo 14 km de área urbana e 3 km de área rural.
O problema com as divisas de Poá, mesmo na época de distrito, foi motivo de disputa entre as Câmaras de Mogi e São Paulo. Os legisladores da época sempre esbarravam em empecilhos que dificultavam a clareza quanto à definição das divisas de Poá.
Contudo acabou sendo usado como referência documento de março de 1865, em que o Presidente da Província de São Paulo, João Crispiniano Soares sancionou a lei nº 763 de 18 março de 1865 dando o primeiro passo para delimitar núcleos do povoamento, entre eles o então sub-distrito de Poá. Trecho do documento da época:
"Passa pelo rio Tanquinho acima, a passar pela Fazenda do Ithaim, descendo pelo mesmo rio até o rio Três Pontes e deste até terminar no Rio Tietê".
Considerando a cartografia atual, concluísse que a divisa de Poá passava junto ao local onde atualmente está à Estação Ferraz de Vasconcelos. Se não fosse as formas primitivas de demarcação de território, os hoje bairros ferrazenses: Vila Correia, Jardim Ferrazense e Jardim Pérola e até parte do Centro de Ferraz, seriam território de Poá.

Ainda na década de 1960 era difundido erroneamente nas escolas, que a área oficial do município fazia divisas com Mauá, Ribeirão Pires, Suzano, São Paulo, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba, e mais antigamente com Mogi das Cruzes. Aos poucos, com o passar dos anos, Poá perdeu mais áreas para Ferraz de Vasconcelos que se emancipou, e grande parte da área rural para Suzano.

Criação da Comarca
Três anos depois de ser criada oficialmente, é que foi instalada a Comarca de Poá, no dia 12 de agosto de 1967. O secretário de Justiça da época, Anésio de Paula e outras autoridades compareceram a solenidade. A Comarca de Poá já tinha então jurisdição sobre Ferraz de Vasconcelos e assim permanece até hoje, mesmo Ferraz tendo sofrido a emancipação político-administrativa há mais de 50 anos. Portanto em questões judiciais, Ferraz permanece sendo distrito de Poá[3]. Antes de ser sede de Comarca, Poá pertenceu respectivamente a Mogi das Cruzes e Suzano.
A história de Poá começa em 1.621, com a formação de um povoado em terra missionárias carmelitas. Sendo cortada pela Estrada São Paulo – Rio (atual SP-66), Poá, ainda chamada de "Apoá" era distrito da cidade Mogi das Cruzes, um local pouco povoado e ponto obrigatório de parada de tropeiros e outros viajantes que por aqui passaram[2].
Entre os viajantes, o imperador Dom Pedro I. Outros viajantes que passaram por Poá na época, relataram haver "em torno de Mogy – Mogi das Cruzes -, certo surto agricultural e que contudo entorpecera naquele momentos, por falta de braços causada pela partida das milícias paulistas para a Cisplatina e pela fuga de muitos homens de condição humilde, receosos de recrutamento". Este relato foi pelos naturalistas bávaros, João Baptista Von Spix e Carlos Frederico Felipe Von Martius, enviados ao Brasil em missão científica pelo Rei da Baviera, Maximiliano José I em 1817.

Em 1877, os poucos moradores da região reivindicavam a construção de uma estação de trem entre as estações Lageado (atual Guaianases) e Mogi das Cruzes. Poá era distrito de Mogi das Cruzes, sendo o oficio contendo a solicitação foi enviado à Câmara da cidade. Por se próxima a Itaquaquecetuba, Arujá e Santa Isabel, a construção da estação foi aprovada e serviu inicialmente para escoar a produção agrícola da região à Capital. Da mesma forma como em outras cidades, a estação de trem foi fundamental para o crescimento populacional e econômico de Poá.
Sete dias depois da proclamação da República, o Governo Provisório modificou o nome da linha férrea de Estrada de Ferro Dom Pedro I para Estrada de Ferro Central do Brasil. Por meio de um decreto federal, foi autorizado e feito o ajuste de bitola para a incorporação da estrada de ferro São Paulo - Rio de Janeiro à EFCB. Assim que foi integrada à Central do Brasil, os trens começaram a fazer parada em Poá e em 11 de abril de 1891 finalmente inaugurada a Estação Poá para transporte de passageiros. A partir daí o povoamento foi mais rápido.


A Linha Variante, conhecida como Variante de Poá da EFCB, foi inaugurada na gestão do presidente Epitácio Pessoa, em 7 de fevereiro de 1926. O ramal ferroviário foi entregue à população, iniciando então o desenvolvimento do bairro de Calmon Viana. Mas o início da operação comercial foi só em maio de 1934. A Estação Poá era o ponto para onde convergiam carregamentos de lenha e produção agrícola de Poá e das cidades vizinhas. A movimentação permitiu então o desenvolvimento comercial do centro da cidade, principalmente nas avenidas de acesso. Atualmente a Estação Poá faz parte da Linha E da CPTM assim como a Estação Calmon Viana, que também faz parte da Linha F, a antiga Variante de Poá.

Processo de emancipação
Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, e a explosão demográfica da Grande São Paulo, a sua típica paisagem rural vai acabando, graças à facilidade de acesso pela linha da Estrada de Ferro Central do Brasil e a existência de terrenos a baixo custo.
Houve um intenso processo de urbanização intenso e a abertura de novas ruas e avenidas. O então Distrito de Poá crescia rapidamente, mas as autoridades de Mogi das Cruzes não faziam novas benfeitorias, nem mesmo meros prolongamentos de calçamentos e substituições de pontes, o que irritava os moradores da época. Por este motivo, no dia 6 de julho de 1947 na então sede da Subprefeitura de Poá, vários cidadãos com o propósito de pleitearem a elevação dos distritos a categoria de Município. Foi presidida por José Garcia Simões da Rocha, servindo como secretários, Bruno Rossi e Euclides Greenfield, primeiro e segundo respectivamente.

Houve muita resistência da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, afim de evitar que Poá, Suzano, e Ferraz de Vasconcelos se emancipassem e deixassem de serem distritos de Mogi. Depois muita luta jurídica, processos e plebiscitos, constatou-se que Poá atendia os requisitos mínimos para se emancipar. Finalmente, pela Lei nº 233 de 24 de dezembro de 1948 que fixa o Quadro Territorial, Administrativo e Judiciário do Estado, a vigorar no qüinqüênio 1949-1953, Poá é elevada a categoria de Município, constituindo-se de dois distritos: o Distrito da Paz (região noroeste de Poá) e o Distrito de Ferraz de Vasconcelos.
Legalmente, Poá começou a viver sua vida independente de Mogi das Cruzes no dia 1º de janeiro de 1949, conforme o artigo 14 da Lei nº 233.
Apesar de ter sido instalado naquele 1º de janeiro, somente no dia 26 de março de 1949 é que foi instalada a Câmara Municipal, com a posse dos prefeitos e vereadores que haviam sido eleitos no dia 13 de março. Nesta data (26 de março) é que se comemora o aniversário da cidade.

Divisas
No início Poá possuía 60 km² de superfície territorial, e hoje tem apenas 17 Km². A cidade perdeu muito território por causa da forma precária como eram feitas as demarcações de limites antigamente. Outro motivo foi a desmembração territorial de Ferraz de Vasconcelos e o plebiscito que levou parte de Poá para Suzano. A exceção foi em janeiro de 1949, quando o Distrito de Paz de Poá ganhava uma faixa de terra do Distrito de Paz de Lageado (Guaianazes). Daí houve uma série de desmembrações:
1944: Poá perde uma faixa de terra para Itaquaquecetuba, ficando então com 54 km2
1947: Quando foi criado o Distrito de Paz de Poá, o 2º sub-distrito de Ferraz de Vasconcelos ficou com mais uma faixa de terra de Poá, quando se emancipou.
1963: Num plebiscito realizado em 10 de dezembro de 1963, mais outra área num total de 19 km2 foi desmembrada de Poá e anexada à Suzano. A região é o atual bairro Guaió ou Fernandes. O município de Poá conta com uma área total de 17 km2, sendo 14 km de área urbana e 3 km de área rural.
O problema com as divisas de Poá, mesmo na época de distrito, foi motivo de disputa entre as Câmaras de Mogi e São Paulo. Os legisladores da época sempre esbarravam em empecilhos que dificultavam a clareza quanto à definição das divisas de Poá.
Contudo acabou sendo usado como referência documento de março de 1865, em que o Presidente da Província de São Paulo, João Crispiniano Soares sancionou a lei nº 763 de 18 março de 1865 dando o primeiro passo para delimitar núcleos do povoamento, entre eles o então sub-distrito de Poá. Trecho do documento da época:
"Passa pelo rio Tanquinho acima, a passar pela Fazenda do Ithaim, descendo pelo mesmo rio até o rio Três Pontes e deste até terminar no Rio Tietê".
Considerando a cartografia atual, concluísse que a divisa de Poá passava junto ao local onde atualmente está à Estação Ferraz de Vasconcelos. Se não fosse as formas primitivas de demarcação de território, os hoje bairros ferrazenses: Vila Correia, Jardim Ferrazense e Jardim Pérola e até parte do Centro de Ferraz, seriam território de Poá.

Ainda na década de 1960 era difundido erroneamente nas escolas, que a área oficial do município fazia divisas com Mauá, Ribeirão Pires, Suzano, São Paulo, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba, e mais antigamente com Mogi das Cruzes. Aos poucos, com o passar dos anos, Poá perdeu mais áreas para Ferraz de Vasconcelos que se emancipou, e grande parte da área rural para Suzano.

Criação da Comarca
Três anos depois de ser criada oficialmente, é que foi instalada a Comarca de Poá, no dia 12 de agosto de 1967. O secretário de Justiça da época, Anésio de Paula e outras autoridades compareceram a solenidade. A Comarca de Poá já tinha então jurisdição sobre Ferraz de Vasconcelos e assim permanece até hoje, mesmo Ferraz tendo sofrido a emancipação político-administrativa há mais de 50 anos. Portanto em questões judiciais, Ferraz permanece sendo distrito de Poá[3]. Antes de ser sede de Comarca, Poá pertenceu respectivamente a Mogi das Cruzes e Suzano.
sábado, 20 de março de 2010
Frase de Ricardo Leite
"Como professor eu pago as minhas contas, como artista eu passo fome".
Ricardo Leite da cidade de Mogi das Cruzes aos repórteres Léo Guedes e Magno Oliveira depois da peça apresentada pela Trupe Artemanha em Santa Isabel.
Confira dentro dos próximos dias aqui no blog a entrevista dele na íntegra aqui no blog.
Ricardo Leite da cidade de Mogi das Cruzes aos repórteres Léo Guedes e Magno Oliveira depois da peça apresentada pela Trupe Artemanha em Santa Isabel.
Confira dentro dos próximos dias aqui no blog a entrevista dele na íntegra aqui no blog.
Frase de Celso Russomanno
"Quem não conhece seus direitos não podem cobrar"
Celso Russomanno ao repórter Magno Oliveira.
Dentro dos próximos dias acompanhe a entrevista cedida por ele ao Magno Oliveira aqui na íntegra.
Celso Russomanno ao repórter Magno Oliveira.
Dentro dos próximos dias acompanhe a entrevista cedida por ele ao Magno Oliveira aqui na íntegra.
Semana Cultural em Poá
Desde o dia 18 a cidade de Poá começou as comemorações do seu aniversário este ano a cidade completa 61 anos. Pela cidade já passaram Mostra de Cinema Mazzaropi, palestra sobre os direitos do consumidor com a presença do deputado federal e pré-candidato a governador do estado de São Paulo Celso Russomanno e a peça teatral “De artista e louco todo mundo tem um pouco” a partir de amanhã domingo Poá terá mais atrações culturais acompanhe agora.
21 Teatro – Os 3 porquinhos 16h no XI Paulista
22 Teatro – O enfermeiro (Machado de Asis) Bandeirante Energia 20h30 no Auditório Taiguara
23 Palestra – Palestra – Caminhos de sucesso DEP.CEL. Edson Ferrarini 16h no Auditório Taiguara
23 Teatro – As filhas da mãe 20h30 no XI Paulista
24 Palestra – Educação contra a violência Professor Luiz F. Tolles 16h00 no Auditório Taiguara
26 22h00 Praça de Eventos Show com o cantor sertanejo Daniel
27 9h Al. José Calil Desfile Cívico
27 17h00 Poá faz o show na Praça de Eventos
28 Poá faz o show 17h00 Praça de Eventos
Do dia 18 ao dia 28 acontecerá exposições de segunda a sábado no Centro Cultural Casa da Estação Exposição de Artes Plásticas das 10h00 as 17h00.
No Centro Cultural Taiguara sala 1 a exposição América irmã exposição dos países da américa do sul e também no Centro Cultural Taiguara Amácio Mazzaropi exposição da vida e carreira desse símbolo do cinema brasileiro.
Magno Oliveira foi até Poá onde acompanhou a palestra dada por Celso Russomanno e trará dentro de alguns dias tudo o que houve neste evento além de uma entrevista cedida pelo simpático deputado federal.
21 Teatro – Os 3 porquinhos 16h no XI Paulista
22 Teatro – O enfermeiro (Machado de Asis) Bandeirante Energia 20h30 no Auditório Taiguara
23 Palestra – Palestra – Caminhos de sucesso DEP.CEL. Edson Ferrarini 16h no Auditório Taiguara
23 Teatro – As filhas da mãe 20h30 no XI Paulista
24 Palestra – Educação contra a violência Professor Luiz F. Tolles 16h00 no Auditório Taiguara
26 22h00 Praça de Eventos Show com o cantor sertanejo Daniel
27 9h Al. José Calil Desfile Cívico
27 17h00 Poá faz o show na Praça de Eventos
28 Poá faz o show 17h00 Praça de Eventos
Do dia 18 ao dia 28 acontecerá exposições de segunda a sábado no Centro Cultural Casa da Estação Exposição de Artes Plásticas das 10h00 as 17h00.
No Centro Cultural Taiguara sala 1 a exposição América irmã exposição dos países da américa do sul e também no Centro Cultural Taiguara Amácio Mazzaropi exposição da vida e carreira desse símbolo do cinema brasileiro.
Magno Oliveira foi até Poá onde acompanhou a palestra dada por Celso Russomanno e trará dentro de alguns dias tudo o que houve neste evento além de uma entrevista cedida pelo simpático deputado federal.
Blog Homenageia artesãos dia do artesão

Nós do Folhetim Cultural queremos usar este espaço para parabenizar todos os artesãos não só daqui do Alto Tietê, mas de todo o Brasil. No dia 19 de março e comemorado o dia do artesão.
Por isso Bruno Martins, Léo Guedes e Magno Oliveira (A equipe do Folhetim Cultural) usam este espaço parabenizar aqueles que transformam o lixo em arte.
Leiam agora a poesia feita especialmente pelo poeta Magno Oliveira aos artesãos.
Um exemplo de profissional da arte,
que espalha talento por toda a parte,
cria com a mente alma e imaginação
e toca os nossos corações,
faz tudo com inspiração
e assim mexe com as nossas emoções.
19 de março dia do artesão
“É muito gratificante ter na nossa sociedade artistas como os artesãos para todos eles um feliz dia do Artesão.”
Magno Oliveira
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