terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

"Os Muppets" tira o Oscar de melhor canção do Brasil


Carlinhos Brown e Sergio Mendes disputavam prêmio pela animação "Rio"





















Foto: Getty Images
Brett McKenzie, compositor ganhador do Oscar de melhor canção por "Os Muppets"



O filme "Os Muppets" venceu na noite deste domingo (26) o Oscar 2012 de melhor canção original, batendo "Real in Rio", música composta por Carlinhos Brown e Sergio Mendes, que era a outra única concorrente da categoria.
O prêmio foi apresentado pela dupla de comediantes Will Ferrell e Zach Galifianakis, que entrou no palco do Hollywood & Highland Center vestida de branco, como se fosse integrante de uma banda marcial, e batendo pratos.
O compositor neo-zelandês Brett McKenzie, conhecido pela série "Flight of the Conchords", recebeu a estatueta pela música "Man or Muppet", de "Os Muppets" – mais cedo, os bonecos Kermit (novo nome do sapo Caco) e Miss Piggy haviam apresentado o número do Cirque du Soleil.
"Não foi desta vez, mas valeu muito", escreveu Carlinhos em seu perfil no Twitter. "É uma honra estar aqui representando o Brasil. É maravilhoso ter sido indicado e, ainda por cima, vice."


Postagem: Natan Fellipe
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sentires Poéticos por Ianê Mello


Poema por Ianê Mello
O POEMA

Poema
quando surges
urges urgências
imediatas
és apressado e deslizas
em palavras
que escorrem
no papel
Inexatamente exato
és perfeito
imperfeito sendo
pois que de pouco
muito se torna
e do muito
faz-se um nada

Poema
és alma lavada
purificada em pranto
Poema és sujo
nas palavras coloridas
em sangue
nas quais te embriagas
e te deleitas

Poema
és rarefeito
quando ar te falta
e ter perdes no vazio
Poema
és sombrio
quando turvado na dor
e te banhas em lágrimas

Poema
simplesmente és
a turbulência do momento
em que aconteces
ou a calmaria
de que por ventura padeces

Poema
simplesmente és
tempo e memória.



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Todas ás segundas feiras aqui no Folhetim Cultural ás 20 horas Sentires Poéticos!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

No Café da Manhã com Poesia: Até o fim e Vida Tranquila



Neste ano de 2012 No café da manhã com poesia sempre terá a publicação de duas poesias. Magno Oliveira irá expor mais seus textos e comentá los para que assim aja uma maior interação entre o leitor e o criador.


Magno Oliveira já trabalhou como repórter cultural do Jornal Mídia Ambiental (Poá), Teve uma de suas obras publicadas no Livro Antologia Poética do Concurso Augusto dos Anjos, já participou de diversos saraus e mostras de poesias.






Magno Oliveira no twitter: http://twitter.com/#!/oliveirasmagno


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Responsável pelo Folhetim Cultural


Poesia: Até o Fim
Retirada da internet













Isso tem me consumido,
A tristeza vem
E parece não querer fugir.
Tento sorrir,
Tento finjir,
Não tenho conseguido
Quero o bem
Tento assim
Posso não conseguir.
Mas vou tentar.
Lute comigo
Não me abandone, vamos até o fim,
Vamos amar, vamos acreditar,
Vamos ainda sou seu amigo.

Poesia: Vida Tranquila


Retirada da internet












Do dia
Fiquei com a alegria.
A tristeza não guardei
Saudades tenho da mulher que amei.
O estresse ficou lá fora,
Em casa vou sorrir
Vou ser feliz agora.
Ao trabalho me dedicar,
Os amigos, a família vou amar.
Poesia, esporte, sonhos, minha vida
Continuar.
Não desanimar
Quando um problema aparecer
É a saída.
Podemos tentar, basta você querer.
Na laranjeira, as laranjas estão maduras
Na horta estão boas as verduras
O almoço está na mesa.
Vida tranquila eu quero,
Vida tranquila, mas em movimento eu espero.
Tenho amigos, hoje e talvez amanhã
Só não me deixem sem balas de hortelã.
E para terminar
Quero te dizer
A noite eu queria te ver,
Pena toda noite vai acabar.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Direto do Baú do Raul: Ouro de Tolo


“Imagine que não exista nenhum país/ (...) Nada por que matar ou morrer/ Nenhuma religião também”. Nos célebres versos de “Imagine”, John Lennon anunciava uma sociedade utópica. E ele iria além da canção: em manifesto, concebeu a tal nação fictícia, batizada de Nutopia. “Sem terra, sem fronteiras, sem passaportes, só pessoas. Nutopia não tem leis que não as cósmicas”, declaravam o ex-beatle e sua esposa, Yoko Ono, em 1973.
No ano seguinte, um roqueiro brasileiro apresentava ao público sua versão da “Sociedade Alternativa”: “Faze o que tu queres, pois é tudo da lei”, cantou Raul Seixas.
Não era coincidência. Cada um à sua maneira, Lennon e Raul bebiam da mesma fonte, que seduzia jovens no mundo inteiro em tempos de descrença nos poderes e nas instituições: a contracultura. Dos hippies aos anarquistas, os anos 1970 abrigaram diversas experiências de rejeição a todos os sistemas políticos estabelecidos, e propostas de comunidades alternativas que colocassem o ser humano como centro da vida social.
No Brasil, esses ventos de contestação coincidiram com o período mais grave do regime militar. No momento em que se prendia, torturava e eliminava quem ousasse se opor ao governo e a censura tomava conta dos meios de comunicação, eis que surge no Rio de Janeiro um jovem baiano tocando rock ‘n’ roll legítimo, ironizando os valores vigentes e pregando coisas estranhas como o egoísmo, o amor livre e a liberdade incondicional do ser humano. Quem era aquele sujeito?
Os agitos de roqueiro haviam começado ainda Salvador, no início da década de 1960, quando o jovem Raulzito fundou a banda Relâmpagos do Rock, depois chamada de The Panthers. Eram as primeiras guitarras elétricas de que se tinha notícia na conservadora capital baiana. Aos 17 anos, fã de Elvis Presley, Raulzito não queria saber de escola, repetiu de ano várias vezes, mas em casa teve acesso à cultura, isolado por horas e dias a fio na biblioteca do pai. Chegou a prestar vestibular, mas abandonou o curso de Direito para se dedicar apenas à música. Em 1967, foi convencido por Jerry Adriani – integrante do já famoso movimento Jovem Guarda, de Roberto e Erasmo Carlos – a ir ao Rio de Janeiro gravar um disco. Convite aceito, naquele mesmo ano foi lançado “Raulzito e Os Panteras”, um fracasso de vendas. O grupo ainda acompanhou Jerry Adriani em alguns shows, mas se desfez, o que obrigou Raul a voltar para Salvador. Em 1970 surgiu nova chance: agora um emprego de produtor-executivo na gravadora CBS. Ele tinha 24 anos e chegava ao Rio para ficar. 


Na capital cultural do país, alguns conterrâneos de Raul já chamavam atenção no terreno da arte alternativa. Enquanto Gilberto Gil, Caetano Veloso e Tom Zé comandavam o Tropicalismo, Baby Consuelo, Moraes Moreira e Pepeu Gomes fundavam uma libertária experiência de vida comunitária dedicada à música que resultou no grupo Novos Baianos. Como o roqueiro que chegava, eram todos adeptos do experimentalismo formal, da guitarra misturada a ritmos nacionais, da adoção de novos comportamentos sociais e sexuais e, finalmente, do não-engajamento político. Por isso a contracultura era acusada de “alienada” pela juventude de esquerda, que pegava em armas para lutar contra a ditadura. Acusação um tanto injusta. “Era preciso muita vontade e alguma coragem para ser hippie numa ditadura militar boçal e truculenta. Visados pela polícia, muitos foram confundidos com militantes da resistência armada, presos e torturados por engano”, comenta o produtor musical Nelson Motta no livro Noites tropicais. 


Apesar da semelhança estética, Raulzito não entrou na onda de nenhum dos baianos que chegaram antes dele. Sua ideia de “Sociedade Alternativa” seria muito mais radical, e ganharia fortes conotações místicas. Tudo começou em 1971, quando conheceu Paulo Coelho, editor da revista alternativa 2001. Fã de discos voadores, o roqueiro encontrou na revista um artigo sobre o assunto e gostou tanto que resolveu procurar seu autor. Aquelas duas cabeças criativas e alucinadas mergulhariam num mar de referências para conceber canções com temas até então inéditos por aqui. Além da Nutopia de Lennon e Yoko, inspiravam-se em autores clássicos do anarquismo e do individualismo, como Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) e Max Stirner (1806-1856). 

Mas o grande guru da dupla foi o mago inglês Aleister Crowley (1875-1947). É dele a frase “Faze o que tu queres, pois é tudo da Lei” — a “lei” concebida por Crowley chamava-se Thelema, palavra grega que significa “vontade”. Segundo ele, os desejos humanos não deviam sofrer nenhum tipo de restrição. Considerado satanista por desdenhar as noções de bem e mal e louvar Deus e o Diabo na mesma proporção, Crowley fez a cabeça de várias bandas de rock famosas na época, como Iron Maiden e Led Zeppelin. E também dos Beatles, que estamparam sua foto no meio das celebridades da capa do revolucionário disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967). 

Uma inusitada estratégia de marketing proposta por Paulo Coelho levou as primeiras idéias da Sociedade Alternativa aos lares de todo o Brasil. No dia 7 de junho de 1973, Raul Seixas convocou a imprensa para registrar sua aparição em plena Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, violão em punho, cantando a música “Ouro de Tolo”. Deu certo: a cena foi exibida no “Jornal Nacional”, horário nobre da TV. A canção era uma bofetada no conformismo nacional diante das vantagens ilusórias oferecidas pela ditadura: 

        Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego
        Sou o dito cidadão respeitável e ganho quatro mil cruzeiros por mês
        Eu devia agradecer ao Senhor por ter tido sucesso na vida como artista
        Eu devia estar feliz porque consegui comprar um Corcel 73
        (...)
        Eu devia estar contente por ter conseguido tudo que eu quis
        Mas confesso abestalhado que eu estou decepcionado!
        (...)
        É você olhar no espelho e se sentir um grandessíssimo idiota
        Saber que é humano, ridículo, limitado
        E que só usa 10% de sua cabeça animal
        E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial
        Que está contribuindo com sua parte
        Para o nosso belo quadro social...

“Ouro de tolo” é o nome que se dava na Idade Média às promessas de falsos alquimistas. Transpondo a ideia para a década de 1970, Raul Seixas reduz a nada as aspirações da classe média que apoiou o milagre econômico da ditadura: a euforia regada pela estabilidade social do cidadão respeitável e por uma visão religiosa conformista era simplesmente um “ouro de tolo”. 
A música virou sucesso instantâneo. Contratado pela gravadora Philips, Raul Seixas juntou “Ouro de Tolo” a outras nove canções para lançar seu primeiro LP solo: “Krig-Ha, Bandolo!”, ainda em 1973. O ano seguinte marca uma escalada no projeto de construção da Sociedade Alternativa. Paulo Coelho publica na Revista Planeta uma análise crítica dos movimentos de contestação juvenil da década de 1960, principalmente o dos hippies. Argumenta que, através da poderosa influência dos meios de comunicação, os valores fundamentais dos hippies propagaram-se pelo mundo e foram absorvidos pelo sistema de maneira deformada: sua revolução de valores transformou-se em moda. Citando John Lennon e seu famoso desabafo “O sonho acabou”, Paulo afirma que “a decadência do movimento hippie provocou a mais importante e a mais radical transformação da contracultura: o nascimento das sociedades alternativas”.

E eles não queriam ficar no plano da utopia. Em terreno cedido pela sociedade ocultista Argentum Astrum (ligada à Thelema do mago Crowley), instalam em Paraíba do Sul (RJ) a “Cidade das Estrelas”, para concretizar o sonho libertário. Enquanto isso, saía o segundo disco-solo de Raul, “Gita”, com o hino “Sociedade Alternativa”, a mística Gîtâ (inspirada no texto hindu Bhagavad Gita) e a apoteótica “Trem das sete”, que profetizava “o Mal de braços e abraços com o Bem num romance astral”. 

Mas sua primeira canção a despertar a censura viria de outro disco lançado naquele ano: a trilha sonora da novela “O Rebu”, composta por Raul e Paulo Coelho. Na música “Como vovó já dizia”, dois versos foram considerados subversivos – “quem não tem papel dá recado pelo muro” e “quem não tem presente se conforma com o futuro” (substituídas por “quem não tem filé come pão em osso duro” e “quem não tem visão bate a cara contra o muro”).

Em maio de 1974, o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) finalmente fechou o cerco. Raul Seixas foi preso e torturado. “Tudo para eu poder dizer os nomes das pessoas que faziam parte da Sociedade Alternativa, que, segundo eles, era um movimento revolucionário contra o governo”, contaria mais tarde. 

Nessa fase da ditadura as prisões eram secretas, ao contrário do que costumava ocorrer com as detenções na segunda metade da década de 1960. Após o fim da luta armada, a repressão se voltou contra a resistência cultural ao regime, perseguindo pessoas que expunham suas opiniões através da música e da imprensa. Foi o caso do roteirista e jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto em 1975. 

Segundo Sylvio Passos, presidente do Raul Seixas Oficial Fã-Clube, o trauma da prisão e da tortura foi duro para Raul, que sempre chorava ao narrar esses episódios, em conseqüência dos quais desenvolveu uma paranoia que o fez sofrer muito. Depois de libertados, ele e Paulo Coelho exilaram-se nos Estados Unidos. Mas o estrondoso sucesso alcançado por “Gita” – que vendeu 600 mil cópias em todo o Brasil – os animou a voltar. 

Ano novo, disco novo, cheio de contundentes mensagens ideológicas. No LP de 1975, “Novo Aeon”, Raul canta a poligamia em “A Maçã”, provoca com o “Rock do Diabo” e radicaliza o individualismo com “Eu sou egoísta”. As composições com Paulo Coelho agora dividem espaço com outros parceiros, como Marcelo Motta. Em breve o mago seguiria seu caminho longe de Raul, para se tornar o maior best-seller brasileiro de todos os tempos. Já o Maluco Beleza não abriria mão de defender suas crenças até o fim. No penúltimo disco que gravou (“A Pedra do Gênesis”, em 1988), um Raul já debilitado pelo alcoolismo revela manter a crença em Crowley na canção “A Lei” – pura transcrição de frases do mestre ocultista. “Todo homem tem direito de pensar o que quiser/ Todo homem tem direito de amar a quem quiser/ Todo homem tem direito de viver como quiser”. Assim viveu Raul Seixas, cuja estrada chegaria ao fim no ano seguinte.

Se hoje a liberdade de expressão é um valor sagrado, muito se deve à abertura proporcionada por livres pensadores como Raul Seixas, que ousaram defender a criação de uma sociedade alternativa à que era imposta pelo sistema político estabelecido num momento em que tal atitude implicava altos riscos.

Luiz Lima é doutor em História Social pela USP e autor do livro Vivendo a sociedade alternativa: Raul Seixas e o seu tempo (Terceira Margem Editora, 2007).


Ouro de Tolo







Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...
Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...
Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...
Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...
Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...
Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...
É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...
E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...
Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador
Fonte: letras.terra.com.br


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A Faixa do Poeta das Faixas: Contra Mão

Hoje uma parceria entre Cazuza e Fagner


Contra Mão



Essa música Fagner canta com parceira do Cazuza.


Contra Mão


Nos olhos verdes o sinal aberto

Pra que eu passe, abriu

Viva pro teu corpo descoberto


Eu parei, meu deus
Que é que tem isso?
A luz vermelha acendeu
E me envolveu num feitiço

Feitiço de sangue igualzinho ao teu
Pra que ruas quero eu
Se é contra-mão do lado dela
Depois da luz amarela
Tem a verde, a esperança
Pra que você se sinta criança
Mais mulher e mais sozinha
Então resolva ser minha
Até que chegue o amanhã

Até amanhã
Até amanhã
Eu digo sim
Até amanhã

Letra e vídeo retirado do Youtube


Para encerrar a programação de sábado aqui no Folhetim Direto do Baú do Raul ás 23 horas.




Produzido por Magno Oliveira


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Devaneios do Ranzinza por Roberto Prado




Roberto Prado colabora com o Folhetim Cultural desde o início de 2011, Devaneios do Ranzinza aos sábados e terças feiras ás 20 horas e o Chá das 5 uma vez ao mês no sábado e quinta feira. Roberto Prado já publicou dois livros pela (CBJE) Câmara Brasileira de Jovens Escritores.





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Cigarro

Um click do isqueiro
A  chama azul que se ergue
Um cigarro
Uma baforada
O cigarro que descansa
A fumaça que sobe
O tempo que passa
Outra baforada
Um pensamento que passa feito um raio
O tempo que passa
A cinza que cai
O tempo que passa
O tempo que passa
O tempo que passa

A seguir ás 22 horas A Faixa do Poeta das Faixas e ás 23 horas Direto do Baú do Raul

Chá das 5 com Regina Azevedo


Regina Azevedo participa uma vez ao mês no Chá das 5 aqui no Folhetim Cultural.

Lamento

Cai tenebrosa a escuridão sobre a terra em que piso.
À frente nada vejo, se não névoas curvas.
O corpo não cansa, não pára.
O sono não vem, nem após os soníferos...
Sem tropeços, caminho em estradas turvas.
Mantenho-me de pé sem temer a cegueira.
Tenho a escuridão como companheira.
A dor dilacerando o ventre, não me chega ao coração.
Prolongando ainda mais meu sofrimento, me tornando imortal.
Noite... E depois noite... E noite de novo...
Porque não há mais dias, nem sóis, nem luz.
A alma pesada, o espírito gemendo...
A mente agitada, um barulho infernal!
O ventre dilacerado... A dor corroendo o âmago.
Meu corpo todo está doendo...
Minh'alma está doendo...
Doendo...
Doendo...

Regina Azevedo.


A seguir Devaneios do Ranzinza ás 20 horas e A Faixa do Poeta das Faixas Cazuza ás 22 horas.


E ainda hoje ás 23 horas Direto do Baú do Raul.





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