No dia 15 de maio, completou 15 anos sem o baterista Milton Banana, um dos principais bateristas da Bossa Nova, que iniciou carreira profissionalmente em 1955, como baterista da Orquestra de Waldir Calmon e no mesmo ano passou a integrar a banda de Djalma Ferreira.
No ano seguinte, atuou como baterista no grupo de Luiz Eça e em 1959, participou da gravação de “Chega de Saudade”, com João Gilberto.
Em seguida, participou de gravações com João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Stan Getz, João Donato e Astrud Gilberto. Depois criou o Milton Banana Trio, com as suas mais diversas formações e gravou vários discos. Seu balanço ritimico tornou-se bastante apreciado nos anos 1990 pelos cultores do acid jazz.
Milton faleceu em 15/05/1999 e foi considerado o “Rei do Ritmo”. O baterista foi um daqueles músicos que a critica brasileira nunca fez uma homenagem e nem nunca o reconheceu.
Sociedade Alternativa faz parte de uma filosofia, defendida por Raul Seixas, baseada nos Escritos do ocultista Aleister Crowley e sua Lei de Thelema: "Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei."
O escritor ocultista britânico Aleister Crowley influenciou muito Raul Seixas, especialmente em suas composições. Assim como Paulo Coelho, escritor e autor de best sellers, que por sinal era parceiro musical de Raul. Os dois fundaram a Sociedade Alternativa na década de 1970. A Sociedade Alternativa é uma utopia idealizada por Raul Seixas e jamais realizada até hoje, que tinha como objetivo seguir os preceitos da ordem O.T.O, seguidora dos ensinamentos de Crowley.
"Sociedade alternativa, Sociedade novo aeon, É um sapato em cada pé, É direito de ser ateu, Ou de ter fé, Ter prato entupido de comida, Que você mais gosta, É ser carregado, ou carregar gente nas costas, Direito de ter riso de prazer, E até direito de deixar, Jesus Sofrer"
Mudaram as estações
nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente...
Renato Russo se estivesse vivo completaria no
dia 27 de março 52 anos, sua morte em 1996 não o distanciou de seu público pelo
contrário a cada dia prova ser o maior fenômeno do rock in roll, hoje Marcelo
Bonfá e Dado Vila Lobos fazem carreira solo, não escrevem nem de perto como há
vinte e poucos anos atrás, e Renato rocha? O negrete um dos integrantes da
formação original o que faz? Aposto se a Rede Record não mostrasse a situação
dele no Domingo Espetacular você não saberia me dizer.
Se lembra quando a gente
chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
sem saber
que o pra sempre
sempre acaba
Com certeza Renato Rocha já sabia disso, sua vida
levada há drogas e irresponsabilidade o levou ao fundo do poço ou literalmente
as ruas hoje o legionário da maior legião está só, distante da legião. Quer
voltar a tocar mais o tempo passou, sua mão não tem mais a mesma agilidade que
nos anos 80.
Mas nada vai conseguir mudar
o que ficou
Quando penso em alguém
só penso em você
E aí, então, estamos bem ·...
A importância deste músico para a música
popular brasileira não irá diminuir, o quão importante ele é também não, seu passado
é de glória, mas o seu presente é uma pena, um talento desperdiçado, um Adriano
imperador da música. Na reportagem admitiu ter saudades daquele tempo e adora
ouvir as músicas da legião no rádio ele pensa na legião ele fica bem, os fãs da
legião ouvem o som de seu baixo nos antigos vídeos também.
Mesmo com tantos motivos
pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar,
agora tanto faz...
Estamos indo de volta pra casa.
Sentir
saudades do tempo passado é possível voltar atrás e corrigir erros não, não
temos mais o tempo que passou, mas temos muito tempo temos todo tempo do
mundo... Seu pai vai ao Rio de Janeiro buscar o filho uma nova chance a Renato
Rocha de ir para casa e quem sabe daqui a um tempo vê lo brilhar num palco,
pois seu talento é para brilhar, cabe a nós fã não deixarmos a estrela apagar.
Magno Oliveira é poeta, escritor, cronista e blogueiro. Administra o blog Folhetim Cultural, escreve sábados e domingos coluna matinal No Café da Manhã com Poesia neste blog, e esporadicamente irá publicar crônicas neste espaço, já participou de antologia poética.
Renato Rocha durante as gravações do álbum "Que País é Este", em 1987
Renato Rocha, ex-baixista da Legião Urbana, está vivendo há cinco anos como sem-teto nas ruas do Rio de Janeiro.
O músico foi encontrado pela reportagem do programa Domingo Espetacular, da Rede Record, sentado em frente a uma agência bancária no centro da cidade.
Rocha, que entrou para a banda a convite do cantor Renato Russo, foi despedido alguns anos depois. Segundo um vídeo da época, o baixista foi expulso, de acordo com Dado Villa-Lobos, por "ser muito louco".
Falando do grupo, Renato Rocha diz sentir saudade dos tempos de sucesso: "Adoro ouvir Legião no rádio"; e sobre Russo: "Ele era uma pessoa muito inteligente. E (quando estava) sóbrio, era fácil de conviver; só que ele bebia sem limites".
Ainda sobre drogas e álcool, o músico afirma nunca ter sido dependente: "Às vezes você toma um calmante e é considerado droga. Eu preferia tomar um calmante para controlar o nervosismo". Mas falando sobre as festas, admite: "Depois (dos shows) pode liberar tudo".
Procurado pela reportagem do programa, o pai de Renato, Sebastião Rocha - advogado com 84 anos de idade - disse que soube do filho há poucos dias, e que o baixista chegou nessa situação devido à dependência de drogas, que teve início após o fim de seu casamento. Sebastião planeja também ir ao Rio para tirar o filho das ruas.
Falando sobre o dinheiro ganho com os direitos autorais das músicas da Legião Urbana, Renato Rocha reclama: "Como pode um disco vender mais de 12 milhões de cópias e eu ficar na rua?"
Foto: Reprodução
Renato Rocha na reportagem do programa Domingo Espetacular
Procurado, o ECAD afirmou que o músico recebeu nos último dez anos quase R$ 110 mil, em uma média de aproximadamente R$ 900 por mês.
Marcelo Bonfá
Ex-baterista da Legião Urbana, Marcelo Bonfá comentou o caso no Twitter. "Nós da banda sempre tentamos ajudar o Renato Rocha, mesmo quando ele ainda era um músico ausente dentro na banda. Depois disso ele se distanciou e se envolveu em problemas que iam além das nossas possibilidades de ajudá-lo."
"Muito depois,o Dado,que tem um estúdio, tentou ajudá-lo oferecendo-o uma participação numa gravacao.Mas o RR não conseguiu realizá-la. Algumas pessoas aqui estão bastante equivocadas sobre a ideia de qualquer culpa que possamos ter, eu e Dado, na vida que ele escolheu para si. Posso dizer que eu faço a minha parte quanto a ajudar pessoas dentro do meu raio de acão e que ainda assim vão além da minha própria família."