Mostrando postagens com marcador Perfil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Perfil. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Perfil da atriz e cantora Simone Mazzer

Sobre Simone Mazzer

A intérprete começou sua carreira musical em 1989, com a banda Chaminé Batom, chegando a fazer quase 150 shows por ano e com dois álbuns lançados. Em 1997, passou por uma temporada na capital paulista, tendo integrado o grupo musical As Madamas, sob a direção de Milton de Biasi. No mesmo período, Simone fez participação ao vivo no disco “Pet Shop Mundo Cão”, de Zeca Baleiro, e lançou CD e DVD se seu show solo “Ao Vivo”.
Em 1994, Simone também passou a atuar como atriz na Armazém Companhia de Teatro, na montagem de “A Tempestade”. Em 2002, foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Atriz por seu trabalho em “Pessoas Invisíveis”. Em 2011, foi convidada pelo diretor francês Jean-Paul Delore, da companhia Lezard Dramatique, para protagonizar o espetáculo Ilda e Nicole, que foi apresentado no Rio de Janeiro e em Paris. Ainda como atriz, em 2013 integrou o elenco do filme “Mato Sem Cachorro”, com direção de Pedro Amorim. No mesmo ano esteve no longa “Nise da Silveira – Senhora das Imagens”.
Fonte: Baobá Comunicação
Postagem: Magno Oliveira

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Perfil da Médica e Fotógrafa Régia Celli Patriota de Sica

Régia Celli Patriota de Sica vive e trabalha em São Paulo. É médica formada pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Em 2011, concluiu o curso de Fotografia na Panamericana Escola de Arte e Design, em São Paulo. A formação em Medicina deu à médica a habilidade de ver o que não necessariamente está na imagem, mas, sim, no tato, nas entrelinhas e nos sons descompassados do corpo de alguém que pede cuidados.
Alícia Perez sobre Régia Celi “Contagiosa é a vontade de Régia de mostrar ao mundo que, nessas histórias, os caminhos e desafios nunca serão maiores do que suas lutas e, principalmente, seus sonhos”.
Postagem: Magno Oliveira

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Perfil do fotógrafo documental Érico Hiller

SOBRE ÉRICO HILLER



Érico Hiller reside na cidade de São Paulo. Formado em Comunicação Social e Pós Graduado em Fotografia, tem atuado como fotógrafo documental independente há onze anos colaborando para publicações como National Geographic Brasil, Casa Vogue e Marie Claire. Érico é embaixador da Samsung no Brasil. Seus projetos de exposições e livros sempre apresentam uma temática humanitária. Em 2008 realizou um grande ensaio documental sobre as tensões sociais e ambientais em grandes cidades da Argentina, Brasil, China, Índia, México e Rússia. Em 2012 publicou um projeto sobre locais ameaçados como Ártico, Kilimanjaro e Maldivas. Este trabalho, Ameaçados, ficou em cartaz no Museu da Casa Brasileira em São Paulo em fevereiro e março de 2012 e também se transformou em um livro. Em 2013 trabalhou em um ensaio pessoal sobre locais que mudaram da noite para o dia como Nova York, Berlim, Ruanda e Cuba. E sua história atual é sobre os esforços de preservação dos rinocerontes na África.

Postagem: Magno Oliveira

domingo, 26 de outubro de 2014

A história de Dennis Riyuji Peixoto Takata a Fabio Shinhe

Fabio Shinhe

São Paulo, cidade da garoa, florestas de concreto e aço mais populosa do Brasil. Diversos povos, variedades de cultura, pessoas, casas, prédios, ruas, situações financeiras, educação, saúde, segurança e também de transporte público.
Sexta-feira, 21 de Março de 2014, temporal na capital paulista, parte da cidade alagada. Trânsito... Carros, motos, ônibus e caminhões, pareciam barcos em meio a correntesa.

Eis que surge a centopéia de aço subterrânea, um dos meios de transporte mais utilizados pela população paulistana. Pessoas abandonavam os ônibus e as vans, para utilizá-lo.

Entradas das cavernas lotadas, plataformas cheias e as centopéias, mais pesadas e cansadas do que qualquer outro animal. Pessoas molhadas, totalmente enxarcadas com sacolas, malas, mochilas e algo comprido, parecia uma bengala e que não parava de chorar nem por um minuto, deixando o interior da centopéia todo umedecido.

Lentamente o ''bicho'' ia deixando seus usuários pagantes ao destino que pretendiam ficar e o espaço interno ia ficando cada vez maior dependendo da parada.

Estação Ana Rosa do metrô de São Paulo, zona sul. Sentado na escadaria da caverna e com um mini-violão, que na verdade era um cavaco, e com um jarro de plástico ao seu lado, que mais parecia uma garrafa de café. Cabelo bem cortado, chinelo de dedo, calça jeans e uma regata branca. Sentado de pernas cruzadas ao lado do lixo e tocando no cavaco aquela música...brasileirinha, estava Dennis Riyuji Peixoto Takata.

Pessoas passavam e observavam o jovem de 27 anos com olhar de despreso e ódio. Outras até paravam em frente ao artista de rua, para admirar sua habilidade com o instrumento. Pessoas pediam musica e ele tocava.

Mas o que ninguém sabia era que, por trás de toda aquela alegria, simpatia, carisma e habilidade, havia uma história de vida surpreendente.

Além de chamar muito a atenção no metrô por tocar as musicas em um tom muito alto, Dennis possui uma deformação no rosto, pois nasceu com lábio leporino.

Labio leporino é quando uma pessoa nasce sem o assoalho do nariz até a ponta do mesmo. Portanto, Dennis nasceu sem a parte do ''céu'' da boca, mas foi operado cedo, com poucos dias de vida, em Bauru  (lugar onde se encontra um dos maiores hospitais para quem nasce com esta deformidade na região da face). ''Bom, por mais que a cirurgia fosse bem feita e tal, sempre resta alguns ''resquícios'' da cirurgia, assim como um nariz um pouco grande e um pouco torto, além de um lábio meio estranho também'' , explicou o jovem.

Assim como algumas crianças, Dennis também frequentou a escola. E foi na instituição de ensino Padre Manoel de Paiva que o jovem começou a ter os seus primeiros sintomas de depressão. Foi alvo de piadinhas incessantes, chamavam-no de E.T, diziam que o rapaz tinha síndrome de Down, entre outras coisas...

Essas ações passadas na época da escola fizeram com que Dennis tivesse pensamentos constantes de que quando se tornasse adulto, fatalmente se tornaria um mendigo de rua e teria uma vida miserável, além de começar a ter pensamentos constates de suicídio.
Depois de terminar o ensino médio, o jovem ficou sem saber o que fazer, pois ele não iniciou uma faculdade, assim como grande partes das pessoas que terminam o colégio fazem. Ficou durante muitos anos pensando seriamente o que faria da vida, então neste tempo começou a estudar para concurso público, pois na visão dos pais do rapaz, quem se tornasse concursado estaria feito na vida.

E a outra forma de como viveria a vida, seria viajar para o Japão. Então, Dennis começou a estudar japonês na escola Bunkyõ (escola conceituada de Japonês do Brasil). Na família do rapaz, também ocorriam diversos conflitos e brigas pelo fato dele não conseguir um emprego.

Dennis estudou e foi aprovado em 46° lugar dentre mais de 5.000 candidatos do concurso público da CPTM (Companhia de Trens Metropolitano). Ao saber deste acontecido através de sua mãe, o jovem não acreditou.

Por conta das cobranças familiares, o pai de Dennis resolveu ajudar o jovem, arranjou um emprego como ajudante de mecânico em uma pequena firma chamada Blue Car, localizada na rua Silva Bueno. Segundo o rapaz, este foi o pior emprego de sua vida, pois não se sentia bem e não gostava do que fazia, embora os chefes da empresa o tratassem muito bem o tempo todo.

Mas mesmo assim, Dennis não gostava daquele emprego, pois alguns funcionários ficavam tirando sarro do rapaz, por causa da maneira como ele agia no emprego.  ''Isto sem falar que quando os sócios da Blue Car falaram olhando nos meus olhos: ''Olha Dennis, você tem que tomar cuidado ao andar na rua, pois você está andando que nem gay, aí o pessoal vai ficar imaginando besteira de você. Ô ideia de jerico'' disse Dennis.
Contudo, o rapaz percebeu que nunca tinha progresso em nada que fizesse, então a revolta começou a tomar conta de si mesmo, revoltado com o mundo, com Deus, com tudo... Blasfemava contra Deus e dizia coisas totalmente incoerentes. Não demorou muito, Dennis começou a ter algumas ideias frequentes de suicídio, mas não sabia como coloca-las em prática.

Pesquisou no Google, ''maneiras de se suicidar'' e no Youtube, viu o vídeo de um homem que pulou nos trilhos do metrô e o transporte passou por cima do corpo e o matou. Dennis então tomou como base o vídeo e foi colocar seu plano em prática.
Então no dia 25 de Novembro de 2011, o jovem estava abofado pensando em se jogar nos trilhos do metrô. Almoçou desesperadamente em um restaurante na Rua Silva Bueno e logo em seguida pegou o metrô Sacomã, linha verde, e foi até o metrô Brigadeiro.

Desembarcando na plataforma do metro, Dennis caminhou de um lado para o outro da estação, focado no suicídio. Então, o jovem andou até a ponta da plataforma, lá no canto, onde é tudo escuro e nota-se apenas uma cerquinha escrito: ''proibido ultrapassar'', e ultrapassou a cerca. Depois disso, o jovem apenas se lembrou de ter caído nos trilhos e sentir o corpo formigar totalmente.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Perfil de Otavio Frias Filho

SOBRE Otavio Frias Filho

Nasceu em São Paulo, em 1957. Fez os cursos de direito e ciências sociais na Universidade de São Paulo. Desde 1984, é diretor jornalístico da Folha de S. Paulo. Publicou um livro de peças teatrais, Tutankáton (1991), e três coletâneas de ensaios, De ponta-cabeça (2000), Queda-livre – ensaios de risco (2003) e Seleção natural – ensaios de cultura e política (2009).