quinta-feira, 29 de março de 2012

Morre Millôr Fernandes, aos 88 anos


Millôr morre aos 80 anos
Usina de idéias, frases, reflexões. Vulcão da intelectualidade brasileira. Ficamos mais pobre hoje, perdemos Millôr. O desenhista, escritor, dramaturgo e humorista Millôr Fernandes morreu aos 88 anos, na noite dessa terça-feira, na casa onde morava em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo o filho do escritor, Ivan Fernandes, a causa do óbito foi falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca. Millôr será velado no Cemitério Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro, e em seguida cremado, nesta quinta-feira.

Em fevereiro deste ano, o escritor havia sido internado na Clínica São Vicente, na Gávea, mas os familiares preferiram não divulgar boletim médico sobre o estado de saúde dele, nem as razões de sua internação.
Millôr foi um dos fundadores do jornal O Pasquim, publicou dezenas de livros, além de ser um dos principais tradutores de Shakespeare no Brasil. Nos últimos anos o escritor divulgava seus trabalhos pela internet
Fonte: Brasil Cultura 
Postagem: Magno Oliveira

quarta-feira, 28 de março de 2012

Diário de uma adolescente: O amanhã é consequência



Bárbara Fernanda Cândido, cursou o ensino médio. Trabalhando em uma academia, detesta as futilidades das pessoas que idolatram somente a a aparência física. Seus Hobbies é ir ao cinema, exposições, conhecer lugares novos e a tranquilidade de uma boa chácara para esquecer do mundo. Escreve desde pequena, influenciada por mãe e professores que sempre observaram seu talento. Gosta de livros de ficção, suspense e romances.
Minha frase:
"Quando se tem ideia e determinação ambas resultam em realização"

Texto: O amanhã é consequência  


Sonhos são ilusões, Ilusões corriqueiras.
As ocasiões dispersas
Em coincidências perfeitas
Desmontam planos
Acabam com as estratégias .
Cada ato com sua consequência,
Cada consequência com seu motivo.
O excessivo mata.
Amor demais,
Falar demais
Querer cada vez mais...
Já fui do time do "para sempre"
Imaginar cada segundo
Do meu trabalho, do meu amor. dos meus amigos...
E o que a vida me reservou?
Amigos diferentes, um outro alguém,
Emprego que nunca pensei, oportunidades que nem sequer indaguei.
Dai desisti de pensar tanto
Porque depois tudo rui em um segundo
Principalmente quando você se apega sentimentalmente nas idéias.
Aproveitar cada segundo.
Deixar que a próxima pagina me surpreenda.
Não desenho mais meu amanhã ele simplesmente acontece.
De acordo com os passos que dei,
Com aquilo que mereço
Pelo meu mérito. 

Festival de Teatro de Curitiba começa hoje



Foto: Divulgação
Cena de "Judy Garland, Além do Arco Íris"
Festival de Curitiba abre nesta terça-feira sua 21.ª edição. Mais importante evento do gênero no país, a mostra chega à maturidade sem desviar-se do caminho que a caracterizou ao longo das últimas décadas.
E parece zelar, sobretudo, por certa constância nos nomes convocados a compor sua grade.
Como ocorre tradicionalmente, a curadoria abriu amplo espaço para produções de apelo popular do eixo Rio e São Paulo. Algum respiro foi alcançado com brechas para bons exemplares do teatro de vanguarda e pesquisa, mas chama atenção a frequência com a qual alguns diretores e companhias frequentam o festival. Presentes na edição deste ano, eles são velhos conhecidos do público paranaense.
A dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, que apresenta "Judy Garland, Além do Arco Íris" é um exemplo. Eles aparecem na grade pelo quarto ano consecutivo. O diretor Gilberto Gawronski, que esteve na cidade no ano passado com "As Próximas Horas Serão Definitivas", traz desta vez dois espetáculos: "Nem Um Dia se Passa Sem Notícias Suas" e "Ato de Comunhão".
Gabriel Villela, nome que está nas origens do festival, abriu o evento do ano passado com "Sua Incelença, Ricardo III". Em 2012, voltou a ser escalado para a seleção oficial com a montagem de "Hécuba".
Outra figura marcante da história da mostra que também está de volta é Gerald Thomas, com "Gargólios". Até mesmo nomes da nova cena carioca, como Pedro Brício e Christiane Jatahy, repetem suas participações do ano passado.
Para o diretor do Festival, Leandro Knopfholz, as escolhas não denotam falta de renovação. "Não é uma fila que anda, é uma roda que se amplia. A gente tenta expandir, nunca fechar", observa ele.
Outro aspecto que ajuda a explicar a constância, segundo Knopfholz, é a relação afetiva entre certos artistas e o festival. "A gente convida, mas o espetáculo também tem que querer vir. Há grupos que têm essa relação com a gente, que fazem questão de trazer seus espetáculos para cá."
De acordo com o diretor do festival, outro foco da seleção foram as companhias brasileiras estáveis. É assim que se poderia explicar, por exemplo, o retorno do Grupo Galpão, que em 2011 apresentou "Tio Vânia" e agora traz "Eclipse".
Da mesma forma Os Satyros, que depois de encenar "O Último Stand-Up" no ano passado volta com as montagens "Satyros’ Satyricon" e "Satyros’Delírio".

Postagem: Magno Oliveira
Fonte: Portal IG

BID leva reggae e ska ao Festival Sonoridades


Foto: Divulgação
O músico paulistano BID
Mais sobre o Sonoridades:
Acontece nesta quarta-feira (28), no Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro, a apresentação do paulistano BID, parte integrante do projeto Sonoridades. O show terá como base o disco "Bambas Dois", que mistura a oldschool do reggae, do ska e do dancehall jamaicanos com a música nordestina brasileira.
Além de BID, o evento contará com participação do músico Chico César e dos jamaicanos Luciano e Jesse Royal.
Caracterizado por celebrar a diversidade da música brasileira promovendo encontros nos palcos dos teatros Oi Futuro e Oi Casa Grande, o Sonoridades contou em 2012 com apresentações do cantor Criolo, que recebeu os amigos Emicida, Rodrigo Campos e Cézar Mendes, e do músico Moreno Veloso, que tocou ao lado de Pedro Miranda e Luís Filipe de Lima.


Festival Sonoridades II

28 de março (quarta-feira): BID apresenta Bambas 2
Local: Teatro Oi Casa Grande - Rua Afrânio de Melo Franco 290, Leblon, Rio de Janeiro
Horário: 21h
Preço: R$ 30 (R$ 15 meia -entrada)
Vendas: na bilheteria do teatro
Telefone: (21) 2511-0800
Site: http://oicasagrande.oi.com.br
Postagem: Magno Oliveira
Fonte: Portal IG

terça-feira, 27 de março de 2012

Autores brasileiros querem derrubar estereótipo


Foto: Divulgação
Adriana Lunardi, uma das autoras que vai representar o Brasil no Salão do Livro de Paris
No imaginário do europeu, o Brasil é cada vez mais associado à ideia de uma jovem democracia em franco desenvolvimento, de uma nova fronteira econômica. As velhas concepções sobre a nação do carnaval, do samba, do futebol, entretanto, ainda têm força descomunal quando se fala de cultura. Na literatura, esses estereótipos se revelam na expectativa do público, ainda em busca de autores que falem de "temas brasileiros" e exóticos, como a pobreza extrema, a violência, as contradições sociais.
Para os jovens escritores que se lançam no exterior, é um desafio provar ao leitor que há uma literatura universalista no País.
Este é de certa forma o objetivo de seis escritores convidados pelo Itamaraty e pela Fundação Biblioteca Nacional a representar o Brasil no Salão do Livro de Paris de 2012, em curso neste momento na capital.
Depois de dois anos longe da feira, um dos maiores eventos culturais da Europa, o País tenta atrair atenções para sua literatura, sugerindo ao leitor europeu que sua produção vai além dos best-sellers de Paulo Coelho e dos clássicos de Machado de Assis e Clarice Lispector.
"A ideia é que marquemos presença, que a nossa literatura saia de seu cantinho e mostre que fala para todo mundo, que não é só pitoresca; é também universal", explica Simone Dias, chefe do setor cultural da embaixada em Paris e uma das articuladoras da volta do Brasil ao salão.
No estande do País, bem situado e de porte, com 90 metros quadrados - tamanho acima da média da feira -, Adriana Lisboa, Adriana Lunardi, Arthur Dapieve, João Carrascoza, Maria Valéria Rezende e Tatiana Salem Levy terão a missão de representar a nova geração de autores. A ideia é estimular o diálogo com o público leitor francês, em um contato direto que desperte a curiosidade pela língua e pela literatura produzida hoje no Brasil.
Fonte: Portal IG
Postagem: Magno Oliveira

Festival de Teatro de Curitiba começa hoje


Maior evento do gênero no país apresenta mais de 400 atrações entre 27 de março e 8 de abril, mas renova pouco















Foto: Divulgação
Cena de "Judy Garland, Além do Arco Íris"

O Festival de Curitiba abre nesta terça-feira sua 21.ª edição. Mais importante evento do gênero no país, a mostra chega à maturidade sem desviar-se do caminho que a caracterizou ao longo das últimas décadas.
E parece zelar, sobretudo, por certa constância nos nomes convocados a compor sua grade.
Como ocorre tradicionalmente, a curadoria abriu amplo espaço para produções de apelo popular do eixo Rio e São Paulo. Algum respiro foi alcançado com brechas para bons exemplares do teatro de vanguarda e pesquisa, mas chama atenção a frequência com a qual alguns diretores e companhias frequentam o festival. Presentes na edição deste ano, eles são velhos conhecidos do público paranaense.
A dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, que apresenta "Judy Garland, Além do Arco Íris" é um exemplo. Eles aparecem na grade pelo quarto ano consecutivo. O diretor Gilberto Gawronski, que esteve na cidade no ano passado com "As Próximas Horas Serão Definitivas", traz desta vez dois espetáculos: "Nem Um Dia se Passa Sem Notícias Suas" e "Ato de Comunhão".
Gabriel Villela, nome que está nas origens do festival, abriu o evento do ano passado com "Sua Incelença, Ricardo III". Em 2012, voltou a ser escalado para a seleção oficial com a montagem de "Hécuba".
Outra figura marcante da história da mostra que também está de volta é Gerald Thomas, com "Gargólios". Até mesmo nomes da nova cena carioca, como Pedro Brício e Christiane Jatahy, repetem suas participações do ano passado.
Para o diretor do Festival, Leandro Knopfholz, as escolhas não denotam falta de renovação. "Não é uma fila que anda, é uma roda que se amplia. A gente tenta expandir, nunca fechar", observa ele.
Outro aspecto que ajuda a explicar a constância, segundo Knopfholz, é a relação afetiva entre certos artistas e o festival. "A gente convida, mas o espetáculo também tem que querer vir. Há grupos que têm essa relação com a gente, que fazem questão de trazer seus espetáculos para cá."
De acordo com o diretor do festival, outro foco da seleção foram as companhias brasileiras estáveis. É assim que se poderia explicar, por exemplo, o retorno do Grupo Galpão, que em 2011 apresentou "Tio Vânia" e agora traz "Eclipse".
Da mesma forma Os Satyros, que depois de encenar "O Último Stand-Up" no ano passado volta com as montagens "Satyros’ Satyricon" e "Satyros’Delírio".


Postagem: Natan Fellipe
E-mail Folhetim Cultural : folhetimcultural@hotmail.com
Twitter Folhetim Cultural: http://twitter.com/#!/FolhetimCultura
Página no Facebook do Folhetim: http://www.facebook.com/pages/Folhetim-

"As Flores de Kirkuk" aborda amor em tempos de guerra


As atrocidades cometidas nos anos 1980 pelo ex-presidente iraquiano Saddam Hussein contra a minoria curda do país, na fronteira com o Irã, tiveram grande destaque na imprensa ocidental na época por causa do uso de armas químicas contra a população civil.
Foto: Divulgação
Cena de 'As Flores de Kirkuk'
Cerca de 30 anos depois, o diretor iraniano Fariborz Kamkari, de origem curda, voltou ao local para contar a história em "As Flores de Kirkuk", tendo como pano de fundo o improvável romance de um casal que se encontra no lugar errado, na hora errada, em pleno campo de batalha.
A bela atriz marroquina Morjana Alaoui interpreta Najla, uma jovem iraquiana que acaba de retornar da Itália, onde se formou em medicina.

Foto: Divulgação
'As Flores de Kirkuk', filme de Fariborz Kamkari
Ela procura o namorado, Sherko (o modelo e ator turco Ertem Eser), de origem curda, também médico, que voltou ao Iraque, mas não deu mais notícias. Com a ajuda de um motorista, ela atravessa a região de Kirkuk, no norte do país, alheia ao perigo, em busca de Sherko.
Pintados pelo governo como perigosos terroristas, os curdos vivem numa zona de exclusão, em permanente tensão, pois podem ser mortos pelos soldados iraquianos a qualquer momento.
Filha de uma família tradicional, que procura manter boas relações com o regime de Saddam, Najla é muito independente para os padrões locais. Ao rever a família, durante seu trajeto, é pressionada a se casar com um oficial do Exército. Educada no Ocidente, ela preza sua liberdade e não aceita esse tipo de imposição.
Sherko, por sua vez, engajou-se na resistência curda para cuidar dos feridos. Ao ser encontrado pela namorada, ele a alerta sobre o perigo que correm por estar juntos. Ela também pode atrair a atenção dos soldados e colocar em risco a segurança dos combatentes que estão escondidos em Kirkuk e de suas famílias.
O filme é simpático aos curdos e não poderia ser diferente, mas está longe de ser um libelo à causa desse povo perseguido. Embora filmada no Iraque pós-Saddam, a produção iraquiano-ítalo-suíça envolve o enredo numa embalagem internacional que o despersonaliza bastante.
Os rebeldes são uma caricatura dos "partigiani" italianos da Segunda Guerra e os dois amantes são investidos de uma postura heroica que estão longe de possuir. Mesmo assim, o diretor acerta ao registrar o dia a dia dessas pessoas com imagens inspiradas no neorrealismo italiano.

Trailer - "As Flores de Kirkuk"

Vídeo retirado do Youtube
Fonte: Portal IG
Postagem: Magno Oliveira