Três exposições homenageiam 102 anos de imigração japonesa no Brasil‏

Três exposições em homenagem aos 102 anos da imigração japonesa no Brasil estão em cartaz em Suzano, no Casarão das Artes e no Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi. Há haikais (poemas curtos japoneses), fotos e documentos históricos de japoneses moradores de Suzano. No Casarão, as exposições “A Imigração Japonesa em Suzano” e “Takeo Moribe” ficam até 30 de julho. No Centro Cultural, a exposição “Um Olhar sobre o Japão” se estende até 7 de julho. Todos os eventos são gratuitos.

No Centro Cultural, o destaque da exposição “Um Olhar sobre o Japão” são os haikais, poesias curtas japonesas, fortes por sua sonoridade e pelo visual, com letras e símbolos desenhados. Parte dos haikais é do poeta Asatoshi Fujita, morador do município.

No Casarão das Artes, duas exposições homenageiam os imigrantes japoneses e seus descendentes que vivem em Suzano. A primeira é do acervo artístico municipal em homenagem ao artista plástico Takeo Moribe, de 80 anos, que vive em Suzano desde 1946. Estão expostas em uma sala três telas de flores e um auto-retrato, que foi selecionado para participar da 2ª Bienal de São Paulo, conhecida como bienal de Guernica, por também expor a famosa obra do espanhol Pablo Picasso. A 2ª bienal ocorreu em 1953 e contou com obras de artistas como Paul Klee, Mondrian, Edward Munch, Manubu Mabe e Alfredo Volpi

Na exposição “A Imigração Japonesa em Suzano”, há fotos antigas da colônia japonesa em Suzano, de anos como 1934, 1939, 1946 e 1955. Estão expostas também fotos e as biografias de seis japoneses viajantes que chegaram ao Brasil no navio Kasato Maru. Todos residiram em Suzano. Dos seis, cinco morreram no município e apenas um se mudou para Santo André no final da vida, onde faleceu.

Estão expostas as histórias e fotos familiares de Seijin Toguchi, Zensaburo Nakamura, Guiske Tadano, Matsurokuro Taira, Zentoku Nakamura e Kinoski Komura. Os descendentes destes japoneses continuam morando em Suzano.

Os japoneses começaram a vir a Suzano nas décadas de 20 e 30, ao ouvirem que tinham conterrâneos no município. Aqui, no início, uma das culturas desenvolvidas por eles foi a do morango. Até a década de 50, Suzano era considerada a capital do morango.

Documentos

A exposição do Casarão das Artes também traz mais documentos valiosos da época da chegada dos japoneses ao Brasil. Um mapa do Estado de São Paulo, que era vendido em Tóquio, em 1931, mostra a concentração de japoneses por cidade do Estado. Em japonês, o mapa também traz as informações das culturas cultivadas em cada um dos municípios, como café, arroz e algodão.

Estão também expostos um passaporte de 1908, de um japonês que veio ao Brasil pelo Kasato Maru, um documento policial do cais do porto e uma carteira de estrangeiro (uma espécie de RG), de 1915. Há também uma carteira de habilitação de 1939, de Mogi das Cruzes, que permitia a um imigrante dirigir charretes e carroças.

Serviço:

“Takeo Moribe”

Até 30/7

Das 9h às 16h

Casarão das Artes (rua 27 de Outubro, 271 – Centro)

“A Imigração Japonesa em Suzano”

Até 30/7

Das 9h às 16h

Casarão das Artes (rua 27 de Outubro, 271 – Centro)

“Um Olhar sobre o Japão”

Até 7/7

Das 8h às 17h

Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi (rua Benjamin Constant, 682- Centro)

Fonte: Imprensa de Suzano

Adaptada por: Magno Oliveira

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