Devaneios do Ranzinza por Roberto Prado




Roberto Prado, 49 anos Santos, São Paulo.

Publicou dois livros, é funcionário público e todo mês fará sua participação no Chá das 5 aqui no Folhetim. E todos os sábados ás 11 horas terá esta coluna especial.


FÉRIAS 
Estou de férias, ou deverei estar de férias quando essas bem traçadas e corrigidas linhas (viva o word e seus corretores!) forem lidas.
365 dias foram trabalhados, de sol a sola, de chuva a chuva, de má vontade, vindo de ônibus, de carro ou de carona, sempre de má vontade, às vezes rindo (de escárnio), muito mais vezes que posso contar ou lembrar usando de cinismo para agüentar o tranco, fumando feito louco para suportar as pessoas ao meu lado...
Um mês sem emails, um mês afastado das besteiras, bobagens, insensatez desse mundo virtual em vivo e enlouqueço...
Por curtos, absurdamente curtos e velozes trinta dias, darei sossego (não farei citações) ao Vadinho, ao Magrão, ao Sílvio e outras vítimas menos citadas em meus textos.
Longe dos infortúnios do cotidiano, longe dos miseráveis que cercam (e inspiram minhas crônicas cínicas e amargas) o prédio onde trabalho, longe das putas das Brás Cubas, Senador Feijó, da General Câmara, dos mendigos, dos engraxates, dos pedintes, dos pregadores de apocalipses da Praça Mauá, longe dos pombos e dos urubus que ficam na janela da minha sala, observando nossa morte  lenta com paciência e resignação (eles acreditam em zumbis), dos caminhões buzinando para os trens saírem da frente deles...
Trinta déias de noites fáceis de dormir sem chás calmantes...
Por que temos que trabalhar tanto? Indago isso ao Silvio, O Sábio; pergunto ao Vadinho, O Memorioso; inquiro o Magrão, O Apaixonado; mas ninguém, ninguém me responde...
Vou-me de férias, sim vou-me de corpo e alma, vou-me, mas gostaria de despedir-me dizendo:
- Até nunca mais! – Deliro, sim deliro, mas um dia, Deus ou a Loteria há de me libertar disso!
Até mais.



Tradução do português para espanhol




ALQUILER 

Estoy de vacaciones, o debería estar de vacaciones cuando estas líneas bien trazadas y corregida (la palabra de vida y de sus corredores!) Se leen. 365 días se trabajó de sol a la lluvia la lluvia única, a regañadientes, viene en autobús, coche o montar, siempre de mala gana, a veces riendo (de burla), más veces de las que puedo contar o recordar con el cinismo para capear el temporal, el fumar como un loco para apoyar a las personas a mi lado ... Un mes sin mensajes de correo electrónico, un mes alejado de la estupidez, la estupidez, la locura de este mundo virtual y vivir en freak ... En resumen, absurdamente corta y rápida de treinta días, dará facilidad (no comillas) a Vadinho, Magrão el, Stan y las otras víctimas por lo mencionado en mis escritos. Lejos de las desgracias de la vida cotidiana, lejos de los hijos de puta que rodean (e inspirado por mi crónica cínico y amargo) del edificio donde trabajo, lejos de las putas de Brás Cubas, Feijó Senador, la Junta General, los mendigos, los limpiabotas, mendigos, predicadores apocalipsis de la Plaza Mauá, lejos de las palomas y los buitres que se encuentran en la ventana de mi cuarto, viendo nuestra muerte lenta con paciencia y resignación (que creen en zombies), los camiones bocinazos de los trenes dejando al frente de ellos ... Treinta ideas fáciles orientado de noches sin dormir infusiones relajantes ... ¿Por qué debemos trabajar tan duro? Nos preguntamos esto Silvio, el Sabio; pedir a la Vadinho, el memorioso, investigar Magrão, la pasión, pero nadie, nadie me contestó ... Me voy de vacaciones, así que estoy en cuerpo y alma, me voy, pero quiero despedirme diciendo: - Hasta nunca más! - Locos por, incluso delirante, pero un día, Dios o conseguir despegarse de la Lotería! Incluso más.



Roberto Prado

Comentários

  1. Não entendo o porque do Mr. Ranzinza estar sempre de mau humor. Adoro o que ele escreve e é super engraçado, o que contraria o que diz aqui.

    Boas férias.

    Beijos de sua fã.

    Mirze

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  2. O Ranzinza gosta mesmo de incomodar dizendo o que pensa, doa a quem doer. Heheheheheh

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