Chá das 5 com Roberto Prado






Roberto Prado, 49 anos Santos, São Paulo.


Publicou dois livros, é funcionário público e todo 2º sábado do mês irá escrever no Chá das 5.







Crônica: Almoço

Estava indo almoçar quando, de frente para os Correios um mendigo (qual é palavra politicamente correta para isso?) quase me abordou para me vender umas jujubas, diante de meu espanto, sim espanto, pois andava mergulhado em preocupações e elucubrações outras que comprar guloseimas. Com tal sobressalto ele se afastou e começou a gritar - sua boca possuía somente dois dentes -, que estava feliz, não, muito feliz, transbordante de felicidade, que estava até melhor que eu, pois trazia ele Jesus no coração.
- Mais para assombrar minha alma já tão atormentada...
Seus gritos de insana alegria foram ficando para trás á medida que seguia o meu caminho em direção ao restaurante onde eu deveria comer minhas folhas verdes em detrimento das adoradas massas e as deliciosas sobremesas – maldita diabetes.
Mas foi andar um ou duas ruas e uma mocinha (ruiva, olhos negros e sardas) muito simpática me para para fazer uma pesquisa “ultra-rápida senhor”, respondi de má-vontade, não deixei meu celular, pois como lhe disse; - “Não vou comprar nada”, segui sem ouvir-lhe qualquer outra explicação.
Já via meu restaurante e suas alfaces quando uma mão me segura o braço, fazendo quase cair meu cigarro (velho companheiro de desditas), e ouço a voz histérica que me diz:
- Pare de fumar! Eu consegui, faça o mesmo, esforce-se e largue do cigarro enquanto ainda é tempo. Siga meu exemplo, para de fumar.
Olhei para o sujeito de alto a baixo, era um fulano que trabalhava no mesmo lugar que eu, um sujeito a quem me limitava a dar um bom ou um até amanhã quando o encontrava no corredor do prédio. Nunca havia trocado outra palavra sequer com ele, nunca havia lhe dado qualquer liberdade, como ele poderia vir falar assim comigo?
Pelo meu olhar ele deve ter desconfiado do meu desagrado, largando meu braço pediu para que eu pensasse no assunto com carinho e seguiu seu caminho, talvez frustrado, pois não lhe dei nenhuma esperança de vir a pensar nisso.
- A salada de hoje vai me cair amarga! – matutei com meus botões.
Antes de atravessar a praça e entrar para comer vi um pastor evangélico começar a pregar seus apocalipses e antes que ele olhasse para mim, apertei o passo para o restaurante.
E pensar que ontem choveu tanto...


Tradução do português para o espanhol


Roberto Prado, de 49 años de edad Santos, São Paulo.Ha publicado dos libros, un empleado del gobierno y cada segundo sábado del mes será escribir en el té 5.

Crónica: AlmuerzoIba a almorzar cuando, frente a la oficina de correos un mendigo (que es políticamente correcto de las palabras para eso?) Casi se me acercó para vender algunos caramelos de goma en frente de mi asombro, temor sí, porque anduvo en las preocupaciones y reflexiones sumergido otras chucherías para comprar Con un miedo se alejó y comenzó a gritar - su boca sólo tenía dos dientes - que era feliz, no muy feliz, rebosante de felicidad, que era mejor que yo porque él trajo a Jesús en su corazón.- Más a rondar mi alma ya tan torturado ...Sus gritos de alegría loca se han quedado atrás a medida que siga mi camino en el restaurante donde debe comer mi verdes en lugar de las pastas y deliciosos postres amada - la diabetes maldita.Pero se trataba de un piso o dos calles y una chica (pelo rojo, ojos negro y pecas) muy agradable para mí hacer una búsqueda de "ultra-rápido, señor-respondió la mala voluntad, no dejé mi celular, porque como usted ha dicho - "No voy a comprar nada", lo seguí sin oír ninguna explicación.Yo ya vi a mi restaurante y la lechuga cuando una mano me sostiene el brazo, por lo que casi dejó caer el cigarrillo (antiguo compañero en la desgracia), y escuchar la voz histérica que me dice:- Deje de fumar! Me las arreglé para hacer lo mismo, se esfuerzan y caída de cigarrillos, mientras que todavía hay tiempo. Sigan mi ejemplo, dejar de fumar.Miré el objeto de arriba a abajo, era un tipo que trabajaba en el mismo lugar que yo, un tipo que simplemente me da una buena hasta mañana o cuando en el pasillo del edificio. Yo nunca había intercambiado una palabra con él, nunca había dado ningún tipo de libertad que pudo venir a hablar conmigo?A través de mis ojos que debería haber conocido a mi disgusto por dejar caer mi brazo, me pidió que pensara sobre el tema con cuidado y se fue, tal vez frustrados porque no le dan ninguna esperanza de llegar a pensar en ello.- Hoy en día, ensalada caerá me amargo! - Alimentada algo a mí mismo.Antes de cruzar la plaza para comer e ir a ver un pastor cristiano comenzó a predicar su apocalíptico y antes de que él me miró, golpeó el terreno de juego para el restaurante.Y pensar que llovía tanto ayer ...

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