Semana Bruno Martins: Chá das 5: Um mundo sem mulher


Bruno Martins é radialista formado pelo SENAC SP, trabalhou numa rádio da cidade de Santa Isabel por um curto período de tempo. Ao longo deste ano esteve colaborando com este blog, que junto com Magno Oliveira criou, através do Chá das 5. Nesta última semana reservamos esta homenagem a este futuro talento do jornalismo brasileiro com a Semana Bruno Martins.

Blog do Bruno Martins: http://blogdobrunomartins.blogspot.com/



Um mundo sem mulher seria um mundo sem vida,
Um mundo sem batom e lápis de olho.
Um mundo sem mulher seria uma Avenida Paulista só de carros pretos;
Seria ir ao estádio e não ouvir mais “Gostoso” mesmo quando o jogador acabara de perder um pênalti.
Um mundo sem mulher é em cada esquina você encontrar apenas barbearias em vez de salão de cabeleireiros, onde elas estariam reunidas para conversarem sobre o capitulo da novela ou da vida de qualquer uma delas;
Um mundo sem mulher é você apenas dizer “um que bom” quando o seu filho de seis anos está lá na frente em cima de um palco apresentando um teatro que ele ensaiou durante meses.
A mulher certamente estará do seu lado chorando enquanto você estará bocejando.
Um mundo sem mulher é um jantar sem tempero,
Um almoço requentado
E um café da tarde no Mcdonald.
Um mundo sem mulher é um calçadão só de calças, um SPA só de cuecas, uma piscina cheia de sungas, um televisor só de Alexandre Frota;
Há como seria o mundo sem as mulheres?
Talvez elas nem tivessem chegado à vida publica, não teria se tornado presidente, não teria mudado a história de uma nação onde os homens eram os coronéis.
Um mundo sem mulher é você rir de tudo e não chorar de nada,
É você assistir o Big Brother e não ver qual é o sentido emocional que o programa passa e olhar apenas as coxas e seios das modelos e dançarinas das noites paulistanas, imaginando que você um dia terá uma mulher daquelas dividindo o mesmo cobertor com você na cama.
É você ver uma rosa e chamá-la de planta.
É você querer comprar absorventes para a sua cachorrinha, pois ela é o único ser feminino que divide espaço com você no mesmo teto;
Um mundo sem mulher é o casamento sem véu e grinalda,
Não existiriam sogras (essa seria a única parte boa do mundo sem mulher)
Não existiriam filhos...
Não existiria a emoção de ser pai, de ser surpreendido por sua mulher que entra no quarto, calada olhando para o espelho e quando você pergunta para ela o que está acontecendo, ela virá e te mostra um par de sapatinhos de bebê. E você todo meloso se derreteria a chorar.
Num mundo sem mulher não teria o almoço de domingo envolta da mesa, mas sim a pizza de ontem e o refrigerante sem gás que certamente você estaria comendo enfrente ao televisor só de Alexandre Frota.
Um mundo sem mulher é não ter marca de batom na sua camisa, pior ainda é não ter quem brigue com você. É não ter quem peça o divórcio.
Um mundo sem mulher é um apartamento que você pinta sozinho, decora de qualquer jeito é você dormir na cama achá-la grande demais e preferir o sofá.
Enfim um mundo sem mulher é você literalmente ser infeliz para o resto da vida, preferir a morte, morrer e não ter para quem deixar a herança.
Por isso você que está na sua casa assistindo Big Brother corra da tevê enquanto é tempo ela só vai te mostrar um mundo cheio de homens e mulheres que você jamais vai poder tocá-las. Vá pra uma esquina qualquer, talvez a sua mulher esteja em algum ponto de ônibus esperando que você a encontre, e jure a ela amor eterno, uma casa no campo e muitos filhos.
Pois é melhor que o mundo não tenha nenhuma mulher, mas que você tenha alguém para esquentar o pé quando a noite estiver fria.
Bruno Martins
17/01/2011

Comentários

  1. Boa noite Magno Oliveira e leitores do seu Blog. Até pouco tempo pensei que os homens odiassem mulheres. Costumava dizer quando chegava em uma Reunição e só via homens, detesto estar em um lugar que não tem mulheres! Quando alguem diz que a sua mulher é Dona Encrenca, fico triste, quando colégas no serviço público falam palvrões, elas fazem que estão achado graça, não estão! Suportam os idiótas e, mal educados! Parabens pelos escritos. Abraços. Reinaldo Cantanhêde Lima

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