Os muros da Casa da Estação continuam pichados

Há anos esta parte está pichada. Douglas Aspasio não deu prazo para realizar a pintura.

O Folhetim Cultural publicou na quinta-feira (10), matéria relatando o estado em que se encontra os muros da Casa da Estação. Por volta de 20 dias atrás, fizeram uma pichação na parte dianteira da Praça Atílio Santarelli (relógio), a parte da frente do muro da travessa Miguel Saad, está pichada a muito mais tempo.

                  Leia a matéria: Pichações e grafites no muro da Casa da Estação

A resposta da Secretaria de Cultura foi a de que até sexta (11), a pichação seria retirada por uma nova pintura. Isso não ocorreu, os muros continuam pichados causando um impacto negativo para os turistas que visitam a cidade e os próprios munícipes que trafegam no entorno.

A Casa da Estação abriga a Biblioteca Municipal e a cada 3 semanas uma nova exposição entra em cartaz, até o dia 17 de Abril, a exposição ''Altos Retratos'' do artista Fernando Forte, pode ser visitada, atualmente a exposição é Ateliê Del Carlo e alunos. A Casa abre somente de segunda a sexta-feira das 8h00 ás 17h00.

Com certeza o local precisa de conservação, um lugar com sua fachada degradada não é convidativa e tão pouco um bom cartão de visita.
Enquanto duas partes do muro estão pichadas, outra que fica em frente a saída da Estação de trem de Poá, recebeu anos atrás a intervenção artística de grafiteiros, entre eles, John Naja e Ale 140.

  
Atualmente, Ale 140 realiza junto com amigos, intervenção no viaduto de Poá. O Folhetim fez matéria: Copa do Mundo inspira grafiteiro Ale 140

Na matéria anterior sobre a Casa da Estação, o Folhetim Cultural indicou opções que podem inibir a ação de pichações que não é permitida por lei.

A execução do serviço de pintura é por conta da Secretaria de Serviços Urbanos (SSU), que aguarda o envio da tinta por parte da Secretaria de Cultura.

O Folhetim Cultural apurou que a tinta é preparada e possui um código. O custo é superior em comparação à tintas prontas. Enquanto uma lata de 18 litros de uma marca de 1° linha custa cerca de R$180,00, rendendo até 500 metros, a lata de 18 litros da cor usada na Casa da Estação custa de R$320,00 à R$380,00. Esta variação pode ocorrer conforme o estabelecimento que prepara as tintas e quais as marcas são utilizadas na preparação do produto.

O Folhetim pesquisou em casas especializadas e conversou com profissionais da área para concluir essas informações, inclusive, checamos e apuramos que a tinta é preparada no ato da compra.

Pela manhã entramos em contato com o Secretário Douglas Aspasio, que nos explicou e culpou a existência de um processo burocrático para a compra da tinta e a realização da pintura. Irritado questionou o jornalista Magno Oliveira o por que entrar em contato com ele sobre isso, o secretário acredita que o blog Folhetim Cultural está fugindo de sua linha editorial. O procedimento foi explicado de forma superficial pelo secretário. A seguir, saiba detalhes.

Segundo Douglas Aspasio: O pedido de compra da tinta é encaminhado para o departamento de compras da Prefeitura, que autoriza ou não a compra do solicitado. Para isso, antes é necessário três orçamentos de empresas diferentes.
Ainda segundo o Secretário, a Secretaria de Serviços Urbanos tem que disponibilizar uma equipe para realizar a pintura, e depois disso os outros procedimentos serão realizados.

Consultamos a professora de Ética e Legislação da Faculdade Integrada Alcântara Machado (FIAM), Adriana Paone. Ela contou que a lei permite que nos casos do projeto ou compra ser menor de R$8.000,00 não há necessidade de abertura de licitação.

Entramos em contato com a Secretaria de Serviços Urbanos (SSU), as informações que foram passadas são essas: - a equipe de pintura da secretaria está disponível para realizar a pintura somente aguarda o envio das tintas por parte da pasta de cultura.

Ainda segundo a SSU, a Secretaria de Cultura deve enviar uma ordem serviço (os), informando o pedido e o motivo.

Contatamos o departamento de compras da Prefeitura da cidade e nos explicaram de forma detalhada o procedimento para a realização da compra.

Primeiramente a Secretária de Cultura que é comandada por Aspasio, requisita a compra das tintas através de um documento, no mesmo deve conter as seguintes informações: - O que é para ser comprado, quantidade, e o motivo da compra. O prefeito analisa e aprova ou não o pedido.

Com a aprovação, a solicitação segue para o departamento de compras, este procedimento leva em média 3 dias, o próximo é orçar em 3 estabelecimentos diferentes, os produtos solicitados, o que oferecer o melhor preço, vende. O estabelecimento é pago pela prefeitura quando ela recebe o produto solicitado.

No caso das tintas, elas são encaminhadas para o almoxarifado da prefeitura que comunica à Secretaria de Cultura da chegada do que solicitaram.

A partir de então Cultura é responsável pela retirada e conseguinte, encaminhar o produto para o local: no caso das tintas, a Secretaria enviará para a SSU que realizará a pintura.

O secretário Douglas Aspasio não deu prazo para a pintura ser feita.

A Secretaria de Serviços Urbanos disse que precisa das tintas para pintar, assim que chegar, fará o serviço.

Pichação mais recente completará 1 mês, Douglas Aspasio culpou a burocrácia pela demora e não deu prazo para realizar a limpeza

Matéria: Magno Oliveira
Edição/Revisão: Fábio Akira

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