Um legionário distante da legião


Escritor por Magno Oliveira

Mudaram as estações 
nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim, tão diferente...

Renato Russo se estivesse vivo completaria no dia 27 de março 52 anos, sua morte em 1996 não o distanciou de seu público pelo contrário a cada dia prova ser o maior fenômeno do rock in roll, hoje Marcelo Bonfá e Dado Vila Lobos fazem carreira solo, não escrevem nem de perto como há vinte e poucos anos atrás, e Renato rocha? O negrete um dos integrantes da formação original o que faz? Aposto se a Rede Record não mostrasse a situação dele no Domingo Espetacular você não saberia me dizer.

Se lembra quando a gente 
chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre 
sem saber 
que o pra sempre 
sempre acaba


Com certeza Renato Rocha já sabia disso, sua vida levada há drogas e irresponsabilidade o levou ao fundo do poço ou literalmente as ruas hoje o legionário da maior legião está só, distante da legião. Quer voltar a tocar mais o tempo passou, sua mão não tem mais a mesma agilidade que nos anos 80.


Mas nada vai conseguir mudar 
o que ficou
Quando penso em alguém 
só penso em você
E aí, então, estamos bem
·...

A importância deste músico para a música popular brasileira não irá diminuir, o quão importante ele é também não, seu passado é de glória, mas o seu presente é uma pena, um talento desperdiçado, um Adriano imperador da música. Na reportagem admitiu ter saudades daquele tempo e adora ouvir as músicas da legião no rádio ele pensa na legião ele fica bem, os fãs da legião ouvem o som de seu baixo nos antigos vídeos também.

Mesmo com tantos motivos 
pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar,  
agora tanto faz...
Estamos indo de volta pra casa.


Sentir saudades do tempo passado é possível voltar atrás e corrigir erros não, não temos mais o tempo que passou, mas temos muito tempo temos todo tempo do mundo... Seu pai vai ao Rio de Janeiro buscar o filho uma nova chance a Renato Rocha de ir para casa e quem sabe daqui a um tempo vê lo brilhar num palco, pois seu talento é para brilhar, cabe a nós fã não deixarmos a estrela apagar.

Magno Oliveira é poeta, escritor, cronista e blogueiro. Administra o blog Folhetim Cultural, escreve sábados e domingos coluna matinal No Café da Manhã com Poesia neste blog, e esporadicamente irá publicar crônicas neste espaço, já participou de antologia poética. 

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