O escritor Zuenir Ventura fará uma palestra gratuita em Suzano

O escritor Zuenir Ventura fará uma palestra gratuita em Suzano dia 8 de junho, às 20h, na Biblioteca do Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi (rua Benjamin Constant, 682 – Centro). A visita do escritor faz parte do projeto Viagem Literária, desenvolvido pela Secretaria de Cultura em parceria com o governo do Estado. Até novembro, a cidade receberá um escritor por mês.

O projeto dá continuidade ao Trajetória Literária, que é desenvolvido em Suzano e trouxe grandes nomes da literatura ao município, como Ariano Suassuna, Marcelo Rubens Paiva e Moacyr Scliar.

Na visita no dia 8 de junho, Zuenir Ventura falará de sua trajetória literária e conversará com o público, que poderá fazer perguntas após a apresentação.

Nos meses de agosto e setembro, a cidade receberá escritores infanto-juvenis em eventos realizados no período da tarde e voltados ao público mais jovem.

Para o coordenador literário da Secretaria de Cultura de Suzano, Ademiro Alves, o Sacolinha, as palestras de escritores que são referência na literatura brasileira são exemplos para quem escreve e estimulam o público. “Todas as palestras que tivemos em Suzano foram aulas, sendo que algumas, como a do Suassuna, foram espetáculos. O público aprende rindo, se divertindo e sai do evento querendo ser como os autores, querendo ler mais e escrever mais.”

Zuenir Ventura

Mineiro, Zuenir Ventura formou-se em 1958 em Letras Neolatinas na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Depois de ser redator e arquivista, ganhou uma bolsa em 1959 para estudar no Centro de Formação de Jornalistas. Neste período, fez coberturas jornalísticas históricas, como a passagem de João Goulart, o Jango, por Paris, antes de se tornar presidente.

De volta ao Brasil, foi editor internacional do Correio da Manhã e chefe de reportagem da revista O Cruzeiro. Em 1968, durante a ditadura militar, foi preso político por três meses e passou o período numa cela junto de pessoas influentes como Hélio Pellegrino, Ziraldo, Gerardo Mello Mourão e Osvaldo Peralva.

Em 1969, depois de liberado, lança para a Editora Abril uma sucessão de 12 reportagens intituladas “Os anos 60 – A década que mudou tudo”, que mais tarde transformada em um livro.

Em 1977, assumiu o cargo de chefe da sucursal da Revista Veja. Fez a matéria sobre a morte de Cláudia Lessin Rodrigues, pela qual recebeu o Prêmio Esso junto com outros dois jornalistas Em 1981, assumiu a diretoria da filial Rio de Janeiro da revista Isto É.

Em 1989, escreveu “1968 – O ano que não terminou”, best-seller que inspirou a série “Anos Rebeldes”, da Rede Globo.

Também em 1989, como repórter especial do Jornal do Brasil, foi para o Acre, onde investigou a morte de Chico Mendes. A matéria lhe rendeu outro Prêmio Esso, além do Prêmio Wladimir Herzog.

Em 1993, colaborou para a criação da instituição Viva Rio. Após meses frequentando a favela de Vigário Geral, escreveu o livro “Cidade partida, um retrato das causas da violência no Rio”, ganhando o Prêmio Jabuti de Reportagem. Também publicou “Inveja – Mal secreto”, “Chico Mendes – Crime e castigo” e “1968 – O que fizemos de nós”. [Com informações do site Portal Literal]




Fonte: Imprensa de Suzano
Reprodução: Magno Oliveira

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