Galpão da Artes apresenta nesta sexta e sábado (29 e 30/6) os dois últimos espetáculos do mês‏


Nesta sexta-feira (29/6), às 20h, o Galpão das Artes recebe o espetáculo Sobre os males que o fumo produz, da Via Singela Cia. Teatral. No sábado (30/6), às 16h e às 20h, o público poderá ver a peça Cadêle meu bolo de roda?, da Cia. Os dois palhaços. A entrada é gratuita.

Ambos os espetáculos têm classificação indicativa de 12 anos e serão realizadas por meio do Programa de Ação Cultural (Proac), com o apoio da Prefeitura de Suzano.

O Galpão das Artes fica na rua Nove de Julho, 267, no Centro de Suzano.


Sobre os males que o fumo produz

O monólogo é uma adaptação do texto de Anton Pavlovitch Tchekhov, com direção e dramaturgia de Barros Batista. A peça conta a história de Ivan Ivanovitch, que por imposição de sua esposa, com quem partilha um casamento de 30 anos, apresenta-se para realizar uma conferência beneficente sobre os malefícios do fumo.

A adaptação tem como cenário uma igreja protestante onde o protagonista discursa entre o sagrado e o profano. Já nos primeiros momentos da exposição é possível notar a instabilidade emocional em que Ivan se encontra quando revela fatos de sua vida pessoal entre informações técnicas sobre o tabaco.

Os motivos de seu desequilíbrio ficam mais nítidos à medida que sua vida particular torna-se o tema central da conferência que evolui entre momentos de angústia e euforia, loucura e lucidez. Seu conflito interior escancara-se trazendo à tona as frustrações de seu casamento, de seu relacionamento com as filhas e da incapacidade de transformar sua realidade.


Cadêle meu bolo de roda?

O espetáculo é um texto de Paulo Brassachio e Juliê Faria baseado numa pesquisa sobre o cotidiano dos moradores caiçaras da região do Vale do Ribeira. O bolo de roda é um prato típico da culinária caiçara, feito com farinha de mandioca ou de milho, com o formato de roda e assado em forno de lenha, muito apreciado por turistas de todas as regiões; é comum os caiçaras utilizarem certas expressões, como: “Cadêle”, que vem da junção de cadê + ele. Portanto, o nome da peça reafirma sua origem e objetivo.


Juju, uma moradora da beira do mar tem uma vida típica caiçara e em sua cidade as raízes culturais ainda são muito vivas. Pardal tem uma vida muito agitada de um morador da cidade grande, com muito trabalho e pouco contato com suas raízes culturais.

Em determinado momento esses dois seres com vidas e vivências muito opostas são colocadas lado a lado pelo destino. Ambos estão em uma rodoviária, aguardando seus ônibus para retornar as suas cidades. Porém descobrem que por causa das fortes chuvas todas as passagens foram adiadas.

No decorrer da peça, enquanto esperam e contam suas histórias, os atores vivenciam tudo, ou seja, dançam, cantam, tocam e interpretam as histórias. E Pardal envolvido com tudo isso, se transforma em um “Caiçara” e resolve ir com Juju para sua cidade à beira do mar.

Fonte: SECOM Suzano (Secretaria de Comunicação de Suzano)
Postagem: Magno Oliveira

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