Em segundo disco, Tiê canta com Jorge Drexler e grava Tulipa Ruiz



Foto: Augusto GomesAmpliar
Tiê
O som tranquilo, levado por violões e pianos, continua lá. A musicalidade simples e coloquial, romântica e feminina, também. O que a cantora paulistana Tiê fez em seu segundo álbum, “A Coruja e o Coração”, lançado neste mês de março, foi buscar uma ampliação da palheta de cores nos arranjos, instrumentos, canções. “Quando fui gravar, vi que esse disco seria autobiográfico como o primeiro, mas total outra fase. Saquei que era mais colorido, mais leve, com algumas coisas meio dançantes”, explica.
A coruja do título não deixa dúvidas: a “outra fase” é fruto, em grande parte, das mudanças na própria vida pessoal da cantora, hoje casada e com uma filha de um ano em casa - que é homenageada logo na primeira faixa do disco, “Na varanda da Liz”, também primeira música de trabalho.
Gravado no ano passado, ao longo de uma semana de estúdio (mais algumas gravações adicionais), “A Coruja e O Coração” tem sete de suas 12 canções escritas por Tiê (quase todas com parceiros) e participação de pouco mais de uma dezena de músicos - notadamente, do cantor uruguaio Jorge Drexler, ganhador do Oscar em 2004 pela canção “Al Otro Lado del Río”, do filme “Diários de Motocicleta”. Drexler canta na inédita "Perto e distante".
Versões
Entre as regravações, seguindo sua própria tradição de reinventar canções pop (costumava cantar covers de Rihanna e White Stripes em seus primeiros shows), Tiê inclui versão estilizada, com palmas e violão flamenco, de “Você não vale nada”, da, bem, banda de forró Calcinha Preta.
Tulipa Ruiz e Thiago Pethit são outros nomes da lista de compositores com, respectivamente, "Só sei dançar com você" e "Mapa-Múndi" - novas versões de faixas de seus álbuns de estreia, ambos lançados em 2010. “Era muito comum antigamente regravar uma música em seguida do seu lançamento, hoje nem tanto”, contextualiza Tiê, falando dos colegas. “Fui atrás do que realmente dá vontade de gravar, músicas excelentes do ano passado. Acho as duas músicas muito bonitas, não foi questão de panela.”
Além dos próprios Pethit e Tulipa, que participam fazendo backing vocals, aparecem no disco outros cantores da atual cena paulistana, como Helio Flanders (tocando dobro) e Marcelo Jeneci (no piano elétrico e sanfona). “Uma das características desse disco é que eu estava mais aberta”, descreve Tiê. “O primeiro nasceu de um processo eu, sozinha, em minha sala, é mais preto e braco. Já este é mais coração-de-mãe mesmo, uma coisa ‘tá tudo valendo’, sem tempo ruim. Entraram várias pessoas legais - tocando, cantando, compondo. É um disco mais cheio, e não só de instrumentos.”

Foto: Augusto Gomes                                              Tiê
Gravadora
Outra diferença é o fato desse disco já vir com a ajuda extra de uma grande gravadora. Lançado em 2009, de forma independente, o primeiro CD, “Sweet Jardim”, marcou o nome de Tiê mesmo sem apoio institucional. “Quando estava gravando meu primeiro disco pensei em procurar gravadoras, mas não queria esperar”, conta. “Aí, dois meses depois do lançamento a Warner veio me procurar, querendo comprar os direitos pra relançar e distribuir o disco, rolou um contrato.”
Mas, ressalta: “O legal é que entrei como sendo eu em uma gravadora, não teve que adequar nada, a história é essa e eles já sabiam. Tenho um trabalho e a gravadora entra como parceira. É engraçado, me considero ainda uma artista independente, mas não sou mais.”
A participação de Drexler, ela explica, foi sugestão da Warner. “Quando vieram com idéia de participação, pensei: ‘ai, meu Deus, quem eles vão sugerir?’”, ri. “Mas adorei que foi o Drexler, acho ele demais e tenho uma historinha com o Uruguai.”
O novo CD sai no fim do mês em versão simples ou com DVD bônus, com making of filmado durante as sessões de gravação. Tiê já está escalada para cantar (com Jorge Drexler) no Palco Sunset do Rock In Rio 2011, dia 1º de outubro. Antes disso, no próximo dia 8 de abril, faz lançamento do disco no Auditório Ibirapuera, e ainda em março planeja mini-turnê nos EUA, no festival texano South by Southwest e na casa novaiorquina Nublu.
Fonte: Portal IG
Postado por Magno Oliveira

Comentários

  1. Conheço Ibirapuera. neste momento estou em Portugal e doente, mas tenho residência em São Paulo. Belo texto!

    Um abraço,

    Maria Luísa

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  2. Maria Luisa

    São Paulo é bela! Portugal também.

    Abraços sempre nos visite sempre traremos notícias culturais de qualidade.

    Magno Oliveira
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