Morre Thomaz Farkas


Mirante do Trianon. São Paulo/SP, 1945
Foto: Thomaz Farkas / Instituto Moreira Salles
Mirante do Trianon. São Paulo/SP, 1945

Morreu no final da tarde de sexta-feira, aos 86 anos, o consagrado fotógrafo Thomaz Farkas. O artista, que passou por um período de internação de 21 dias, havia recebido alta no Hospital Sírio Libanês na manhã desta sexta e estava em sua casa na hora da morte, causada por falência de múltiplos órgãos.
Além da antologia, foi lançado na mesma ocasião um livro homônimo, que contém imagens inéditas garimpadas por seus filhos João e Kiko e pela equipe do IMS.Em janeiro deste ano o fotógrafo foi tema da exposição "Thomaz Farka: Uma antologia pessoal"  organizada pelo Instituto Moreira Salles, que traz um mergulho inédito em mais de 34 mil imagens de seu acervo.
Em depoimento ao iG, o coordenador cultural do IMS, Samuel Titan, confirmou que a mostra, cujo encerramento estava marcado para 03 de abril, será estendida por tempo indeterminado.
Paixão pela fotografia
Thomaz Farkas é um dos grandes expoentes da fotografia moderna no Brasil. Húngaro de nascimento, veio para o país ainda criança, em 1930. Sua família fundou a Fotoptica, empresa pioneira no comércio de equipamentos fotográficos no Brasil.
Aos oito anos de idade, em 1932, ganha de seu pai a primeira câmera fotográfica e durante os dez anos seguintes, começa a experimentar com seu brinquedo: fotografa família, animais domésticos, o grupo de amigos de bicicleta, fatos relevantes como a passagem do Zeppelin e a construção do estádio do Pacaembu.
Pioneiro, Farkas estabeleceu contato com o fotógrafo Edward Weston, na Califórnia, e o curador de fotografia do Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York, Edward Steichen. A pedido de Pietro Maria Bardi, montou o laboratório fotográfico do MAM/SP, junto com Geraldo de Barros.
Documentou como Marcel Gautherot e outros fotógrafos a construção de Brasília. A linguagem e abordagem é a fotografia documental, o fotojornalismo que pautaria nas décadas de 1960 e 1970, a Caravana Farkas de documentários sobre o Brasil profundo e a série em cores sobre a Amazônia e Nordeste (Notas de viagem).
Apesar da formação em engenharia, foi professor de Fotografia, Fotojornalismo e Jornalismo Cinematográfico da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Entre suas realizações como documentarista estão a produção de "Brasil Verdade" (1968), uma compilação de 4 médias-metragens que tratam de cangaço, samba, futebol e migração, "Coronel Delmiro Gouveia" (1978), filme sobre o pioneiro da industrialização do Brasil, e "Jânio a 24 Quadros" (1981), que retrara a trajetória política do ex-presidente Jânio Quadros.
Fonte: Portal IG
Postado por Magno Oliveira

Comentários

  1. Nao facía ideia... :S é uma grande perdida...


    Disculpa por nao pasar mais por o teu blog, mas ultimamente estou off. Faces uma grande labor, continua assim!

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