Apoiado em clichês, "Conan, o Bárbaro" reanima franquia do herói


Foto: Divulgação
Jason Momoa em cena de "Conan, o Bárbaro"
Não há muito o que falar sobre a nova adaptação de Conan, personagem criado por Robert E. Howard em 1932 e popularizado pelas HQs da Marvel Comics a partir dos anos 1970.
O filme, que marca o reinício da franquia no cinema, conta a origem do guerreiro e entrega aos fãs tudo o que caracteriza suas histórias: batalhas de espadas, mulheres seminuas, vilões caricatos, frases de efeito e muito sangue.
A história, apesar de simples, é eficaz em situar o expectador na Era Hoboriana e mostrar como as coisas funcionam por lá - em outras palavras, não mexa com o bárbaro.
Nela, o público acompanha a vida de Conan desde o seu nascimento, num campo de batalha, até a maturidade, momento em que o guerreiro vislumbra a possibilidade de vingar seu pai, condenado por aquele que, não por acaso, ameaça dominar o continente fazendo uso de brutalidade e feitiçaria.
Apenas a memória afetiva pode justificar a defesa dos filmes estrelados nos anos 1980 por Arnold Schwarzenegger.
Jason Momoa, o novo especialista de Hollywood em tipos selvagens, se sai bem no papel do guerreiro, não se acanha ao fazer poses com a espada e falar com os dentes serrados. E o melhor: ele parece - e muito - com o Conan retratado nas pinturas do artista Frank Frazetta.
Apesar dos clichês, não há muito o que exigir da adaptação cinematográfica de um personagem cuja razão de existir, ao menos neste estágio de sua vida, é quase exclusivamente a motivação pela batalha. Se há um problema no novo "Conan, o Bárbaro", é não conseguir fugir da previsibilidade e cair em suas próprias emboscadas.
Fonte: Portal IG Cultura
Postagem: Magno Oliveira

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