O Rappa: "Agora estamos cascudos"; leia entrevista com a banda


Foto: Divulgação
O Rappa: Lucas, Xandão, Falcão e Lobato
Foram quase dois anos de férias, um período tão longo que houve até quem acreditasse que a banda havia se separado de vez. Mas O Rappa está pronto para voltar à estrada. "A gente volta a ensaiar daqui a uma semana", adianta o baterista e tecladista do grupo, Marcelo Lobato. No final de outubro, a banda faz seu primeiro show desde 2009, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Depois, segue para São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília.
Segundo Lobato, essas apresentações serão "um apanhado" da carreira d'O Rappa. O grupo lançou seu primeiro disco em 1994. Cinco anos depois, estourou com "Lado A Lado B". Em 2001, sofreu um duro golpe, quando o baterista (e principal compositor) Marcelo Yuka foi baleado numa tentativa de assalto. Ele ainda continuou na banda por alguns meses, mas saiu em circunstâncias pouco amigáveis, alegando diferenças criativas.
De lá para cá, O Rappa lançou dois discos de estúdio ("O Silêncio Q Precede O Esporro", de 2003, e "Sete Vezes", de 2008) e dois ao vivo. O primeiro, "Acústico MTV", saiu em 2005. O segundo, "Ao Vivo na Rocinha", gravado em agosto de 2009 e lançado em 2010, é o mais recente lançamento da banda. Os próximos shows, portanto, deveriam promover esse trabalho. Mas, segundo Lobato, não será bem assim.
"Essas apresentações serão um aquecimento para o que virá depois", explica. Sinal de um novo disco a caminho? De acordo com Lobato, ainda não. "É prematuro falar disso. Vai depender do que acontecer nos ensaios", diz. "Os discos da gente demoram, não tem jeito. Pode ser que dessa vez não demore, mas não sei. São quatro cabeças diferentes que têm de se entender. O som é bacana por causa disso, pelas diferenças."
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Marcelo Lobato, d'O Rappa
Ele conta que uma música d'O Rappa só está finalizada quando os quatro (além de Lobato, há o vocalista Falcão, o guitarrista Xandão e o baixista Lauro) chegam a um consenso. O processo nem sempre é tranquilo. "Mas, por mais que o pau coma, a gente tenta se respeitar", afirma. "A vantagem agora é que, depois de 17 anos juntos, está todo mundo cascudo. Já sabemos como o outro é."
O que o grupo promete, portanto, é repassar a história d'O Rappa. Mas sem preocupação em tocar as músicas exatamente como elas são nos discos. "A gente tem essa tradição de perverter os arranjos. A galera que acompanha O Rappa sabe que os shows são assim", explica Lobato. Portanto, os ensaios da semana que vem servirão para "rever" os arranjos antigos. E também resgatar canções que não eram tocadas há muito tempo.
"O termômetro é o público. Às vezes eu penso que a galera vai se amarrar numa música e não rola. Ou então a música é boa gravada, mas ao vivo não", diz. Segundo ele, é esse tipo de experiência que torna um show diferente do outro. "Isso é legal porque o cara que vai num show tem vontade de ver o próximo. E para a gente também é um alento. Não fica aquela coisa burocrática. Cada dia é um dia."
É dessas experiências diárias que músicas novas vão surgindo. "A gente tem esse trabalho de banda de garagem mesmo, de ficar tocando até sair alguma coisa", conta. "Dificilmente sai uma música no violão. Não me lembro de um momento desse". Essas experiências todas estão guardadas no arquivo de Lobato. "Tenho todos os formatos, até coisa gravada em secretária eletrônica. Às vezes são três fitas com a mesma música."
O primeiro show da volta d'O Rappa acontece no dia 22 de outubro, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A turnê então segue para São Paulo (Via Funchal, 28 e 29 de outubro), Belo Horizonte (Chevrolet Hall, 5 de novembro), Porto Alegre (Pepsi on Stage, 18 de novembro) e Brasília (Ginásio Nilson Nelson, 3 de dezembro).
Fonte: Portal IG Cultura
Postagem: Magno Oliveira

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