Friendly Fires leva ao Lollapalooza rock de múltiplas faces


Rock dos anos 2000, pop dos anos 1980, funk dos 1970, barulhos eletrônicos, sopros. Essa mistura foi toda ouvida nos 60 minutos de show do Friendly Fires no Lollapalooza Brasil, neste domingo. Quando dá certo (a maior parte do tempo), é infalível; mas o excesso às vezes desaponta.
Foto: Claudio Augusto/iG
Ed Macfarlene, do Friendly Fires, no Lollapalooza
Cria direta do rock heterogêneo deste século, que não respeita fronteiras de estilos, o Friendly Fires quer que o seu público se mexa - pulando ou dançando -, e para isso usa todo o tipo de artifício.
Guitarra alta, bateria quebrada, distorções, instrumentos de sopro, de percussão, além de um vocalista irrequieto, que dança meio desengonçado como um Mick Jagger. Dá para dizer qualquer coisa do show do Friendly Fires, menos que é tedioso.
Foto: Claudio Augusto/iG
O Friendly Fires no Lollapalooza
A banda abre o show com "Lovesick", música de seu primeiro disco e um semi-hit no Brasil - o grupo inglês arrastou boa quantidade de gente para o palco Butantã (menor do que o palco principal), no meio da tarde. Veio "Jump in the Pool" e a temperatura continuou alta.
Mas a energia cai quando aparecem faixas do segundo álbum - a mistura desanda. Há um excesso de sopros em um momento, falta de guitarra em outro, Ed Macfarlane exagera no vocal.
"Live Those Days Tonight", uma pedrada dançante, e "Paris", linda, mostram que estamos diante de uma banda que sabe usar influências que vão desde a música negra americana até a house para criar algo contemporâneo e personalista. O Friendly Fires nos trouxe alguns dos melhores momentos deste Lollapalooza Brasil.
Fonte: Portal IG
Postagem: Magno Oliveira
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