No Lollapalooza, Racionais MC's reforça sua importância para a música brasileira


Foto: Claudio Augusto/iG
Show do Racionais MC's no Lollapalooza
"A minha geração só queria eleger o Lula. E agora, o que a gente vai querer?". Este foi Mano Brown, do Racionais MC's, durante show da banda no Lollapalooza, neste domingo (dia 8), em São Paulo.
A questão colocada por Mano Brown resume o espírito da apresentação da banda no festival e foi respondida por ele próprio: "O Brasil vai ser a sexta economia do mundo. Agora o verde e amarelo vai prevalecer [no mundo]. Espero que o vermelho e o preto também."
Mais do que o confronto (social, de classe), que normalmente é associado à música (e ao discurso) dos Racionais, o grupo prega a aproximação. "Viva a diferença", diz Mano Brown em outro momento.
Não que o show dos Racionais aconteceu livre de tensão. A banda subiu ao palco quase uma hora depois do previsto - aparentemente, devido a um problema de som. Parte do público chegou a vaiar a demora.
Antes de Mano Brown, Eddy Rock e Ice Blue aparecerem, o show foi precedido por faixas antigas de black music. O clima estava sendo anunciado.
Quem esperava ouvir os hits do clássico disco "Sobrevivendo no Inferno" (1997) teve de se contentar apenas com "Homem na Estrada", que apareceu como a penúltima música. A apresentação foi recheada de músicas de "Nada Como Um Dia Após o Outro Dia" (2002), como "Vida Loka" e "Estilo Cachorro".
Além dos quatro integrantes do grupo, estavam no palco quase 20 pessoas, membros da "família Racionais", segundo Brown.
Mesmo sem vários dos hits, os Racionais mostraram por que são uma banda fundamental da música brasileira. Letras incisivas, que se desenvolvem em histórias bem contadas e, também, com humor e ironia. Fizeram referências ao guerrilheiro Carlos Mariguella, a Jorge Ben, a vários ícones da cultura negra mundial, como Bob Marley.
Com um show conciso, de pouco mais de uma hora, os Racionais mostraram-se um dos principais acertos da escalação do Lollapalooza. Uma banda brasileira que, mesmo sem lançar disco há dez anos, prova ser ainda atual e relevante.
Fonte: Portal IG
Postagem: Magno Oliveira
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