Dalton Trevisan recebe prêmio Camões


Importante premiação concede a escritor curitibano reconhecimento Internacional
Brasília – Dedicação ao fazer literário e a imensa contribuição para a arte do conto em língua portuguesa fizeram com que o júri da edição 2012 do prêmio Camões concedesse a honraria ao escritor brasileiro Dalton Trevisan.
Por unanimidade, o contista curitibano transformou-se no 10º brasileiro a receber o prêmio e receberá o valor de 100 mil Euros pagos conjuntamente pelos governos do Brasil e Portugal.
O anúncio foi realizado em Lisboa pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.
O júri, presidido pelo brasileiro Silviano Santiago, disse que o trabalho de Trevisan representa uma escolha radical em favor da literatura como arte da palavra.
O prêmio é concedido pela Fundação Biblioteca Nacional, representando o Ministro da Cultura (MinC) do Brasil, e a Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas, subordinada à Secretaria de Estado da Cultura de Portugal.
Com a premiação, Trevisan une-se a nomes como João Cabral de Mello Neto, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, José Saramago, Rubem Fonseca, Ligya Fagundes Telles, João Ubaldo Ribeiro, entre outros.
Em 2011, o vencedor do prêmio Camões foi o poeta e romancista português Manuel António Pina.
O Vampiro de Curitiba
Prestes a completar 87 anos, Dalton Trevisan marcou seu estilo pela aversão a aparições públicas, fato que lhe rendeu a alcunha de “o vampiro de Curitiba”, titulo de um de seus livros. Formado em Direito, chegou a atuar por 7 anos.
Inspirado nos habitantes da cidade, criou personagens e situações de significado universal, em que as tramas psicológicas e os costumes são recriados por meio de uma linguagem concisa e popular, que valoriza os incidentes do cotidiano sofrido e angustiante.
Publicou também Novelas Nada Exemplares (1959), Em Busca da Curitiba Perdida (1992), A Faca no Coração (1975), Arara Bêbada (2004), entre outros. Ganhou o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro.
Premiação
Criado em 1988, o Prêmio Camões visa intensificar e complementar as relações culturais entre os países de língua portuguesa.
A escolha do homenageado cabe a uma comissão julgadora formada por seis especialistas com mandato de dois anos: dois deles brasileiros, dois portugueses e dois provenientes de outros países lusófonos.
Na 24ª edição, o professor da Unicamp Alcir Pécora e o acadêmico da UFF Silviano Santiago foram os representates do país no júri. Ambos foram indicados pela Fundação Biblioteca Nacional, que também fica responsável pelo pagamento ao premiado.
(Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC)
Fonte: Ministério da Cultura
Postagem: Magno Oliveira

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