Assunto: 7ª Mostra de Referências Teatrais começa nesta sexta (14/10)


Tem início nesta sexta-feira (14/10), às 20h, a 7ª Mostra de Referências Teatrais de Suzano. O evento, que segue até 30 de outubro, trará ao município 14 espetáculos teatrais, duas apresentações musicais, um show circense e um bate-papo voltado para grupos de teatro.

Neste final de semana (14, 15 e 16/10), haverá um espetáculo por dia no Galpão das Artes (rua Nove de Julho, 267 – Centro), sempre às 20h. As apresentações são gratuitas e possuem classificação etária de 12 anos. Os ingressos devem ser retirados no local uma hora antes do espetáculo (apenas um ingresso por pessoa).

O primeiro espetáculo da mostra será “Concerto Cabarett”, com a cantora Suzana Salles e o pianista Lincoln Antônio. A apresentação musical traz composições dos autores alemães Kurt Weill e Bertolt Brecht. As canções remetem ao clima dos cabarés alemães dos anos de 1920 e têm forte dramaticidade.

No sábado (15/10), também às 20h, no Galpão das Artes, a Cia. Os Crespos apresenta “Além do Ponto”, espetáculo que aborda os envolvimentos afetivos. Os atores Lucélia Sergio e Sidney Santiago interpretam Ele e Elaum casal afrodescendente que, depois de algum tempo separado, se reencontra.

A Cia. Os Crespos existe desde 2005, a partir de um grupo de estudos da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP). Os integrantes do coletivo pesquisam a história e a situação do negro brasileiro na sociedade contemporânea e seus desdobramentos históricos.

No domingo (16/10), o ator Celso Frateschi apresenta na mostra o monólogo “Horácio”. O espetáculo, que conta a história da guerra de Roma contra Alba, ganhou o Prêmio Shell de Melhor Atuação.

Trata-se de um espetáculo envolvente na sua simplicidade. Um tablado, um ponto de luz, uma moeda, uma máscara e um ator reduzido à menor grandeza, que concretiza em cena a dúvida e o espanto dos romanos ante as atitudes de seu mais nobre guerreiro. A beleza no essencial das palavras do texto e nos gestos do ator procura ativar a imaginação e o pensamento da plateia, colocando-a diante de questões éticas fundamentais.

A mostra
Consolidada como um evento de destaque nas artes cênicas do Estado e do País, a 7ª Mostra de Referências Teatrais é promovida pela Prefeitura de Suzano e a Associação de Cultura e Cidadania Contadores de Mentira, com patrocínio da Petrobrás. Como nos anos anteriores, o público poderá conferir espetáculos legitimados e ver a atuação de artistas consagrados. O Galpão das Artes será o local que receberá a maior parte das encenações, mas também haverá teatro de rua nas praças João Pessoa e Cidade das Flores.

Como o próprio nome do evento já diz, a mostra tem o objetivo de trazer a Suzano o teatro que é referência no País, tanto para a formação de público como para a troca de experiências com artistas locais. Como todos os espetáculos são gratuitos, também é uma forma de democratizar o acesso à cultura e à arte no município.


7ª MOSTRA DE REFERÊNCIAS TEATRAIS DE SUZANO – 2011
PROGRAMAÇÃO DE 14 A 16/10

14/10 (sexta) – 20h – Galpão das Artes
“Concerto Cabarett”, com a cantora Suzana Salles e Lincoln Antônio
A cantora Suzana Salles apresenta, ao lado do arranjador e pianista Lincoln Antônio, composições da célebre parceria dos compositores e autores alemães Kurt Weill e Bertolt Brecht, e nos remete ao clima dos cabarés alemães dos anos de 1920 com canções de forte dramaticidade, que oscilam entre o erudito e o popular.

Ficha técnica
Voz: Suzana Salles
Arranjos e piano: Lincoln Antônio

15/10 (sábado) – 20h – Galpão das Artes
“Além do Ponto”, com a Cia. Os Crespos
É possível experienciar o amor sem dor? Este e outros questionamentos relacionados aos envolvimentos afetivos permeiam o espetáculo “Além do Ponto”, o mais recente trabalho da Cia. Os Crespos. Os atores Lucelia Sergio e Sidney Santiago interpretam personagens sem nome. São apenas Ele e Elaum casal afrodescendente que tenta imaginar a separação como a cura para uma doença e não como um fim. Por meio de um jogo que envolve a improvisação premeditada dos atores, a história pregressa de cada personagem é revisitada. Depois de algum tempo separado, o casal se reencontra, a mala das recordações é aberta e, um a um, os nós da dor começam a ser desfeitos.

A Cia. Os Crespos formou-se em 2005, como grupo de estudos na Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP). Os integrantes do coletivo pesquisam a história e a situação do negro brasileiro na sociedade contemporânea e seus desdobramentos históricos. Em 2006, participou do II Fórum Nacional de Performance Negra, realizado pelo Bando de Teatro Olodum, Cia. dos Comuns e Congresso de Pensadores Negros. No mesmo ano, apresentou o espetáculo “Anjo Negro + A Missão”, como parte do projeto “Copa da Cultura”, por meio de parceira com o Instituto Goethe e Sesc Vila Mariana.

Em 2007, o grupo participou do Festival Theaterformen, em Hannover, e permaneceu em curta temporada no Teatro Volksbühne, em Berlim, na Alemanha. Posteriormente, estreou “Ensaio Sobre Carolina”, dirigido por José Fernando de Azevedo. Em 2008, apresentou “Anjo Negro + A Missão” na Espanha.

Em 2009, realizou com o Grupo Clariô de Teatro a I Mostra Reflexiva de Cinema Faz lá o Café, e participou do III Fórum de Performance Negra, em Salvador (BA). Ainda em 2009, contemplado pelo edital Vitrine Cultural, reestreou “Ensaio Sobre Carolina” no Teatro Imprensa, em São Paulo. Em 2010, manteve a parceria com o Grupo Clariô na realização da II Mostra Reflexiva de Cinema Faz lá o Café.

Em 2010, o coletivo foi contemplado pela Lei Municipal de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo. Sob a direção de Eugênio Lima, o grupo concebeu e realizou o projeto cênico audiovisual “A Construção da Imagem e a Imagem Construída”, que contou com a dramaturgia do escritor pernambucano Marcelino Freire e direção de vídeo do cineasta Leandro Goddinho. Do mesmo projeto, realizou quatro curta-metragens: “D.O.R.”, “Nego Tudo”, “Imagem e Autoimagem” e “Desculpa”.

No mesmo ano, por meio do Prêmio Myriam Muniz de Teatro, fez temporada de três meses no Rio de Janeiro com o espetáculo “Ensaio sobre Carolina”.

Em novembro de 2010, em parceria com a Faculdade Zumbi dos Palmares, realizou “I Mostra de Teatro Negro de São Paulo”, com intervenções cênicas dos grupos Clariô, Capulanas Cia. de Arte Negra, Pretas em Cena, Coletivo Negro e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. Em 2011, em mais uma parceria colaborativa com o diretor José Fernando de Azevedo, estreou “Além do Ponto”, trabalho que tem como foco as relações afetivas na contemporaneidade, guiados pelos escritos da ensaísta afro-americana Bel Hooks.

Ficha técnica
Gênero: Drama
Duração: 70 minutos
Atores: Sidney Santiago e Lucelia Sergio
Dramaturgia e direção: José Fernando de Azevedo
Assistência de direção: Ricardo Henrique
Trilha sonora e execução: DJ Dani Nega
Direção de arte: Antonio Vanfill
Iluminação: Mauro Júnior
Fotos: Roniel Felipe
Produção: Eliana Filinto
Edição de vídeo: Mário Matiello
Músicas de Ricardo Henrique: “E se Não For”, “Noves Fora” e “Horas” (a partir do poema “Poema Preta” de Anastácia – por Pai Kabila de Aruanda)
Letra: José Fernando de Azevedo
Arranjos: Dani Nega

16/10 (domingo) – 20h – Galpão das Artes
“Horácio”, com Celso Frateschi
Roma está em guerra contra Alba. Ao mesmo tempo, Roma e Alba estão sendo ameaçadas pelos etruscos. Para não enfraquecer os exércitos contra o inimigo em comum, os chefes decidem que um Horácio lutará por Roma contra um Curiácio, que lutará por Alba. A irmã do Horácio escolhido era noiva do Curiácio. Mas, mesmo assim, os dois resolveram lutar.

Na luta, o Horácio mata o Curiácio e volta para  Roma coberto de glórias, como um grande herói. A irmã do Horácio chora a perda do noivo, ignorando a vitória do irmão e de Roma. O Horácio, então, indignado com essa atitude, utiliza-se da mesma espada glorificada por seu povo, para matar a noiva do inimigo, sua irmã. Os romanos cessam imediatamente os festejos. Tiram a espada das mãos do vencedor e se organizam para tentar entender e julgar a atitude do Horácio, divididos entre considerá-lo um herói ou um assassino.

“Horácio” é um solo de Celso Frateschi, que com este espetáculo ganhou o Prêmio Shell de melhor atuação. Trata-se de um espetáculo envolvente na sua simplicidade. Um tablado, um ponto de luz, uma moeda, uma máscara e um ator reduzido à menor grandeza, que concretiza em cena a dúvida e o espanto dos romanos ante as atitudes de seu mais nobre guerreiro. A beleza no essencial das palavras do texto e nos gestos do ator procura ativar a imaginação e o pensamento da platéia, colocando-a diante de questões éticas fundamentais.

O espetáculo é baseado num dos textos que compunham a trilogia ERAS, montado pelo Teatro Pequeno em 1988, no Sesc Pompeia, sob a direção de Marcio Aurélio. Ao texto original de Heiner Muller foram acrescentados alguns fragmentos inspirados em Shakespeare (“Henrique V” e “Hamlet”), e em Brecht (“Baden Baden”), além de um pequeno trecho de “Mauser”, do próprio Muller.

Ficha técnica
Autor: Heiner Muller
Tradução: Ingrid Dourmien Koudela
Direção, adaptação e interpretação: Celso Frateschi

Fonte: Secretaria de Comunicação de Suzano (SECOM) Mayara Francine
Postagem: Magno Oliveira

Comentários

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  2. Antes de mais, agradeço a visita ao meu blogue!
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