Última semana da 7ª Mostra de Referências Teatrais terá atrações todos os dias


A última semana da 7ª Mostra de Referências Teatrais terá atrações todos os dias. Os espetáculos teatrais já começam a ser encenados nesta segunda-feira (24/10), e são todos gratuitos. Às 13h, a praça João Pessoa, no Centro, recebe o segundo espetáculo de rua do evento: “Terra Papagalli”, com a Trupe Olho da Rua, de Santos.

Na terça-feira (25/10), às 20h, no Galpão das Artes, haverá o bate-papo “Teatro Periférico?”, com a Rede Livre Leste, o grupo teatral Pombas Urbanas e participação de grupos de teatro de Suzano e região. A participação é aberta a todos os interessados.

Na quarta-feira (26/10), às 20h, o Galpão das Artes recebe a peça “A Carne Exausta”, com as atrizes Erica Montanheiro, Juliana Mesquita e Ligia Yamaguti. Já na quinta-feira (27/10), também às 20h, haverá no local o espetáculo “Entrevista com Stela do Patrocínio”, com Georgette Fadel, Lincoln Antônio e Suzana Amaral.

Na sexta-feira (28/10), estão programadas duas apresentações na mostra. Às 12h, a Praça João Pessoa recebe a Gira Cia. Teatral, que encenará “Tarde de Palhaçadas”. Às 20h, no Galpão das Artes, o Engenho Teatral apresenta “Opereta de Botequim”.

A mostra
Consolidada como um evento de destaque nas artes cênicas do Estado e do país, a 7ª Mostra de Referências Teatrais é promovida pela Prefeitura de Suzano e pela a Associação de Cultura e Cidadania Contadores de Mentira e conta com o patrocínio da Petrobrás. Como nos anos anteriores, o público pode conferir espetáculos legitimados e ver a atuação de artistas consagrados.

Iniciado em 16 de outubro, o evento segue até 30 de outubro, trazendo ao município 14 espetáculos teatrais, duas apresentações musicais, um show circense e um bate-papo voltado para grupos de teatro.

Como o próprio nome do evento já diz, a mostra tem o objetivo de trazer a Suzano o teatro que é referência no país, tanto para a formação de público como para a troca de experiências com artistas locais. Como todos os espetáculos são gratuitos, também é uma forma de democratizar o acesso à cultura e à arte no município.

Todos os espetáculos adultos apresentados no Galpão das Artes possuem classificação etária de 12 anos. Nos outros locais, a classificação é livre. Os ingressos devem ser retirados no local uma hora antes do espetáculo.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DE 24 a 28 DE OUTUBRO DA 7ª MOSTRA DE REFERÊNCIAS TEATRAIS DE SUZANO

24/10 (segunda feira) – 13h – Praça João Pessoa
“Terra Papagalli”, com a Trupe Olho da Rua (de Santos)
Terra a vista!!!

Um espetáculo ao ar livre, na praça, um ritual festivo que narra a história de um paria quinhentista pai de nosso caráter, degredado de nossa história. É diante dessa aventura épica gastronômica que a Trupe Olho da Rua apresenta ”Terra Papagalli”, um romance de José Roberto Torero e Marcus Aurellius Pimenta, adaptado por Zeca Sampaio e a Trupe Olho da Rua. Uma “itinerância” com o ar de expedição teatral, percorrendo as terras que um dia foram dominadas por um certo Bacharel de Cananeia, também conhecido por Cosme Fernandes.

A escolha da montagem do texto “Terra Papagalli” se deu pela possibilidade de recontar e refazer a história da região de Santos, refletida na trajetória inicial da invasão portuguesa ao território que hoje chamamos de país, e promover uma reflexão sobre o berço da nossa colonização e seus fatores políticos e culturais, em contraponto a outros espetáculos ufanistas. A partir desse impulso, o grupo teatral subverteu o romance "Terra Papagalli” (1997). Da primeira leitura coletiva, se passaram quatro anos de idas e vindas, até a abordagem que culminou na montagem desse quase-espetáculo épico farsesco.

O espetáculo conta a história de um degredado do início do século XVI, tido como o primeiro rei do Brasil: o Bacharel de Cananéia. Encenado ao ar livre e com música ao vivo, o espetáculo estabelece um diálogo crítico com os valores éticos que percorrem nossa pátria mãe, do seu descobrimento aos dias de hoje.

A Trupe Olho da Rua é de Santos e tem por objetivos pesquisar, exercitar e difundir o teatro de rua, como opção de um coletivo criador de artistas dispostos a ganhar as ruas e criar um elo entre o fazedor e o cidadão. Em atividade desde 2002, o grupo possui dez espetáculos montados e costuma se apresentar em praças, parques e espaços públicos em geral, abordando linguagens do circo, farsa, épico e musical.

Partindo de experiências individuais, em que se destaca uma forte influência do universo do palhaço e uma referência musical que abarca tanto o canto como instrumentos melódicos e de percussão, o grupo montou um espetáculo de variedades, “Bufonarias”, em 2002, e iniciou a primeira edição da “Caravana pelo Mundaréu”, projeto de circulação mambembe que percorreu as cidades litorâneas de Paraty (RJ) até Cananéia (SP).

Em 2003, o grupo convidou Zeca Sampaio para escrever e dirigir um espetáculo cujo tema central fosse a guerra. Surgiu, então, “Prá Lá de Bagdá”. Em 2004, a trupe circulou com o espetáculo a 2ª Caravana pelo Mundaréu. Em 2005, estendeu a 3ª Caravana pelo Mundaréu, em parceria com a Oficina Cultural Regional Pagu, por meio do projeto “Caravana do Conhecimento-Interior na Praia”, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e Governo do Estado, além de apresentações em acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com parceria do grupo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Santos.

Durante este mesmo ano, o grupo iniciou o projeto Redemocratização dos Espaços
Públicos, que surgiu após uma série de discussões sobre sua trajetória, em que foram levantadas questões estéticas e sociais sobre o teatro de rua. No final de 2005, a Trupe Olho da Rua estreou o espetáculo “Brincadeiras de Arruar”, contemplado pelo Projeto Residência Cênica de Santos e Projeto Ademar Guerra, com orientação de Wanderley Piras. Em dezembro de 2005, estreou mais um espetáculo, com o intuito de criticar, ironizar e refletir sobre a festa natalina e o capitalismo que a envolve: “Auto dos Palhaços”, hoje com mais de 50 apresentações, com concepção artística da Trupe Olho da Rua e direção de Miguel Hernandez.

Em 2006, a trupe realizou a 4ª Caravana pelo Mundaréu, com o espetáculo “Brincadeiras de Arruar”. Como resultado paralelo de sua pesquisa, o grupo estreou mais um espetáculo, “Bufonarias II”, que serviu como fio condutor para o aprofundamento do universo do palhaço. Durante esse mesmo ano, o grupo se profissionalizou e ingressou na Cooperativa Paulista de Teatro. Participou, também, da V Mostra Rio-São Paulo de Teatro de Rua, em Paraty (RJ).

Em 2007, realizou a 5ª Caravana Pelo Mundaréu, apresentando os espetáculos de seu repertório, em uma parceria com a Prefeitura de Santos e apoio de empresas daquela região. Também apresentou o espetáculo "Bufonarias II", em Recife e Olinda (PE). No mesmo ano, estreou “Arrumadinho”, uma criação coletiva desenvolvida a partir de uma pesquisa teórica e estética, em busca de uma ampliação da linguagem cênica do grupo e de uma compreensão mais ampla de sua opção por uma prática teatral fora dos padrões convencionais do teatro.

Ficha técnica
Texto: “Terra Papagalli”
Autor: José Roberto Torero e Marcus Aurellius Pimenta
Adaptação: Zeca Sampaio e Trupe Olho da Rua
Orientação do temaZeca Sampaio
Direção: Caio Martinez Pacheco
Atores: Alan Plocki, Caio Martinez Pacheco, João Paulo Pires, João Luiz Pereira,
Raquel Rollo, Rogério Ramos e Sérgio Lima
Figurinos: Sergio Guerreiro
Assitentes de figurinos: Ana Maria Silva Guerreiro, Raquel Queiroz e Rose Diniz
Adereços: Márcia Alves e Iuri Guerreiro
Cenário: Trupe Olho da Rua
Sonoplastia: Trupe Olho da Rua
Músicas originais: Zeca Sampaio, Alan Plocki, Raquel Rollo, Sergio Argento e
Rogério Ramos
Preparação vocal: Priscilla Rodrigues Gonçalves (Wendy) e Guilherme Marino
Preparação corporal: Míriam Carbonaro
Produção: Raquel Rollo e Caio Martinez Pacheco
Iluminação: Deus
Participação especial: Bujarrona Road (Kombi 96)
Duração: 1h20

25/10 (terça) – 20h – Galpão das Artes
Bate-papo “Teatro Periférico?”
Com a Rede Livre Leste e o grupo teatral Pombas Urbanas, além dos grupos de teatro de Suzano e região.

25/10 (terça) – 20h – Galpão das Artes
“A Carne Exausta”
Cinco pequenos episódios cômicos e dramáticos falam de mulheres apaixonadas em uma metrópole às vésperas do feriado de Corpus Christi. Por trás dessas fábulas, as atrizes são desafiadas, assim como as personagens da peça, a se reinventarem.

Ficha técnica
Elenco: Erica Montanheiro, Juliana Mesquita e Ligia Yamaguti
Texto: Cássio Pires
Direção: Paulo Azevedo
Co-direção: Tatiana Caltabiano
Figurinos: Kleber Montanheiro
Vídeos: Pablo Pinheiro, Rene Brasil e Vinícius Vitti
Participações em vídeo:
O começo da alma: Daniela Galli, Rafael Maia, Ulisses Sakurai, Carol Badra, Juliana Sanches, Luiz Gustavo Jahjah, Pablo Rodrigues e Lívia Camargo
Os benefícios do tabaco: José Roberto Jardim
Iluminação: Sérgio Oliveira
Concepção cenográfica/trilha sonora: Paulo Azevedo
Produção de áudio: Rodrigo Nunes
Músicos “Medo de amar”: Fê Sztok e Luiz Vital
Preparação corporal e orientação de movimento: Nathalia Catharina
Treinamento em melodrama: Erica Montanheiro
Consultoria em viewpoints: Juliana Monteiro
Direção de produção: Erica Montanheiro
Produção executiva: Juliana Mesquita e Tatiana Caltabiano
Programação visual: Glaura Santos
Fotos: Luciana Dal Ri
Idealização: Erica Montanheiro, Juliana Mesquita e Ligia Yamaguti
Realização: Lolita Produções

27/10 (quinta) – 20h – Galpão das Artes
“Entrevista com Stela do Patrocínio”, com Georgette Fadel, Lincoln Antônio e Suzana Amaral
Stela do Patrocínio está internada “num hospital, lugar de tudo que é doença”, uma colônia para doentes psiquiátricos há mais de 12 anos. No seu depoimento, conta de onde veio, como se formou, como foi parar ali, como é seu dia a dia. Na entrevista que dá a uma estagiária, fala ainda de seus sonhos e desejos. Tudo cantado, como numa ópera.

Os textos de “Entrevista com Stela do Patrocínio” foram retirados do livro “Reino dos Bichos e dos Animais é o Meu Nome”, organizado por Viviane Mosé e editado por Azougue Editorial em 2001. O uso neste espetáculo está autorizado pelo Museu Bispo do Rosário, detentor dos direitos sobre a obra de Stela.

Georgette Fadel é atriz formada pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP) e diretora formada pelo Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP). É professora de interpretação na Escola Livre de Teatro de Santo André e no Estúdio Nova Dança, São Paulo. Ganhou o Prêmio Shell 2007 de Melhor Atriz por “Gota D’Água, um Breviário”.
Com a Cia. São Jorge de Variedades. Dirigiu “Pedro, o Cru”, de Antonio Patrício; “Um Credor da Fazenda Nacional”, de Qorpo-Santo; “Biedermann” e “Os Incendiários”, de Max Frisch; e “Quem não Sabe mais Quem é, o que é e Onde Está Precisa se Mexer” –esta última, vencedora do Prêmio Shell 2009 na Categoria Especial. Dirigiu ainda “Primeiro Amor”, de Samuel Beckett; “Love n Blembers”, dramaturgia de Georgette Fadel e elenco; “Santa Luzia Passou por Aqui com seu Cavalinho Comendo Capim”; e “Bartolomeu, o que Será que nele Deu?”, com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, entre outras peças.

Como atriz, atuou em “Rainha[(s)] – Duas Atrizes em Busca de um Coração”, adaptação de Mary Stuart de Schiller e direção de Cibele Forjaz,; “Anjo Negro – Lembrança de uma Revolução: a Missão”, adaptação de Nelson Rodrigues e Heiner Müller e direção de Frank Castorf; “As Bastianas”, direção de Luis Mármora; “Esperando Godot”, direção de Cristiane Paoli-Quito; “Marat-Sade”, de Peter Weiss e direção de Francisco Medeiros, entre outras. Com a Cia. do Latão, atuou em “Ensaio para Danton”, “Santa Joana dos Matadouros” e “O Nome do Sujeito”.

Lincoln Antônio é pianista, compositor e produtor cultural. Formado em Composição e Regência pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). No teatro, como diretor musical, compositor e arranjador, trabalhou com Marco Nanini (“Hello Gershwin!”, “De Rosto Colado”, “O Médico e o Monstro”), Bibi Ferreira (“Na Bagunça do teu Coração”) e Márcio Aurélio (“O Espírito da Terra”), entre outros. Com a Cia. do Latão e o diretor Sergio de Carvalho realizou “O Catálogo”, “Ensaio para Danton”, “Santa Joana dos Matadouros”, “Ensaio para o Latão”, “O Nome do Sujeito”, “João Fausto” e “A Comédia do Trabalho”. Trabalhou ainda com a Cia. São Jorge (“Pedro o Cru”), As Graças (“Clarices”, “Noite de Reis” e “Tem, mas Acabou”), Cia. Fraternal (“As Três Graças”), Cia. Livre (“Raptada pelo Raio”), Maria Alice Vergueiro (“Gota d’Água”) e Ester Goes (“Determinadas Pessoas – Helene Weigel”). Em 2009 foi indicado ao Prêmio Shell pela música do espetáculo “Rainha[(s)] – Duas Atrizes em Busca de um Coração”, dirigido por Cibele Forjaz.

Gravou os CDs “O Ouvido das Canções”, “Cavalo de Praia – sambas da ilha” e “Quintal”, este com o cantor Ney Mesquita. Foi semifinalista do 3º Prêmio Visa MPB – Compositores, edição de 2000. Participou da Orquestra Scotland Brasil e realizou concertos em São Paulo, Curitiba e outras cidades do Reino Unido, como Glasgow, Edimburgo e Londres. Gravou com Suzana Salles (“Concerto Cabarett”, “As Sílabas”), Cida Moreira (“Interpreta Chico Buarque”), Péricles Cavalcanti (“Blues 55” e “O Rei da Cultura”), Chico Saraiva (“Trégua e Saraivada”), Ceumar e Dante Ozzetti (“Achou”), Juçara Marçal e Kiko Dinnuci (“Padê”), entre outros.
Integra o grupo A Barca, que gravou os CDs “Turista Aprendiz”, “Baião de Princesas” e a caixa de CDs e DVD “Trilha, Toada e Trupe”. É fundador da Cooperativa de Música de São Paulo.

Juliana Amaral é cantora, compositora, atriz, produtora e gestora cultural. Tem dois discos lançados pela gravadora Lua Music: “Águas Daqui” (2002) e “Juliana Samba” (2007). Apresenta-se às quintas-feiras, desde 2004, no Ó do Borogodó, casa noturna de samba e choro na cidade de São Paulo. Trabalhou na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, na implantação e coordenação de projetos e políticas públicas. Integrante do estúdio RISCO, atua também nas áreas de arte gráfica, direção de arte, design e comunicação.

Julia Zakia é formada em Audiovisual pela ECA–USP, com especialização em Direção de Fotografia de Cinema e Vídeo e em Direção de Cinema. Dirigiu os documentários “O Chapéu do Meu Avô” (2004) e “Tarabatara” (2007) e as ficções “Suíte Anonimato” (2005), “A Estória da Figueira” (2006) e “Pedra Bruta” (2009). Fez a direção de fotografia de “Chorume” (2005) e “Super Humanos”. Faz parte do Gato do Parque, grupo que pesquisa cinema e vídeo.

Ficha técnica
Elenco: Georgette Fadel e Juliana Amaral
Música: Lincoln Antônio (piano)
Luz: Julia Zakia
Figurinos: Silvana Marcondes
Direção geral: Georgette Fadel e Lincoln Antônio
Produção: Núcleo do Cientista – Cooperativa Paulista de Teatro
Duração: 70 minutos

28/10 (sexta) – 12h – Praça João Pessoa
“Tarde de Palhaçadas”, com a Gira Cia. Teatral, da Cooperativa Paulista de Teatro
Fruto de uma pesquisa de 20 anos e criado por Jairo Mattoso espetáculo presta uma justa homenagem aos palhaços brasileiros. Numa tarde de verão, uma trupe de palhaços monta um picadeiro e apresenta uma série de reprises clássicas: o jornal, a bata, a bomba, a telepatia, o boxe.

O espetáculo traz três palhaços: o mestre de pista Batata (Carlos Baldim), o cômico Tonelada (André Ceccato) e o ranzinza Pinhão (Fabio Neppo), além da percursionista Maestrina Jujuba (Júlia Mariano).

Com números clássicos de palhaços circenses, inspirados em nomes como Arrelia, Fuzarca, Torresmo e Carequinha, o espetáculo foi todo formatado para obter a total interatividade do público, tanto nos números de plateia quanto na convocação, pelo elenco, da participação das crianças com perguntas, gestos e músicas.

Em cartaz desde julho de 2004, o espetáculo já cumpriu temporada nos teatros Santa Cruz, Jardim São Paulo, Ruth Escobar, Maria Della Costa, Arthur Azevedo, Paulo Eiró, Cacilda Becker, Ágora, Folha e Tim Campinas. Em 2010, ganhou o edital de ocupação do Espaço Cultural Funarte – sala Carlos Miranda, onde ficou em cartaz de junho a agosto do ano passado.

Está em cartaz no Teatro Maria Della Costa, em São Paulo, desde setembro de 2010. Também foi apresentado nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) da Prefeitura de São Paulo, em todas as edições do Recreio nas Férias; na Virada Cultural de São Paulo; na Virada Cultural Paulista e no Circuito Cultural Paulista. Há três anos se apresenta no Espaço Veja São Paulo de Campos do Jordão e da Riviera de São Lourenço.

Foi apresentado ainda no Festival de Teatro Infantil de Blumenau (SC), na Feira de Ciências da Universidade de São Paulo (USP), no Festival de Férias do Teatro TIM e Folha, na Palhaçaria Geral do Espaço Parlapatões, no Festival Paulista de Circo e na Semana Ticket Cultural. Também pode ser visto nas unidades do Sesc de Santo André, Ribeirão Preto, Vila Mariana e Santos.

Ficha técnica
Texto e direção: Jairo Mattos
Elenco: André Ceccato, Carlos Baldim, Fábio Neppo, Julia Mariano e Tadeu Pinheiro
Diretor de produção e administrador: Mario Sergio Loschiavo
Técnico de montagem, som e luz: Vitor Marques
Duração: 50 minutos

28/10 (sexta) – 20h – Galpão das Artes
“Opereta de Botequim”, com o Engenho Teatral
Cada um, cada um, certo? Certo! Pero no mucho...

O indivíduo, essa gracinha de pessoa, não é só um, é uma multidão. Não nasce, cresce e morre como a gente imagina, tem uma vida de séculos, que começa mais ou menos com a chamada “Idade Moderna”, o tempo exato da nossa civilização dita capitalista ou do capitalismo dito civilização, que, como todo mundo sabe, ainda não morreu. Aliás, tem gente que acha que isso não vai morrer nunca, o que não passa de outra crença ou certeza “muito minha”, afirmam alguns, para desespero de outros.

Esse homem comum, essa pessoinha –eu, você, nós– tem caráter, personalidade própria, forte, interior, algo assim parecido com o emprego ou a propriedade que tem ou deixa de ter, bem interior, como se vê. Já “Opereta de Botequim” não tem caráter nenhum. É um deboche. Imagine um grupo de teatro tocando e cantando. É, cantando! Mexendo com coisa séria sem o menor respeito. Falando do próprio umbigo alheio, feito de trabalho, contas, correria. Isso não pode dar certo.

E pra encerrar esse assunto de coisa errada, um último aviso: o Engenho é um grupo. Empresarial? Não. De teatro!! Existe desde 1979, mas, em 1993, abandonou definitivamente (até quando, meu Deus?!) o circuito tradicional, construiu um teatro móvel –o Engenho Teatral– e se meteu na periferia de São Paulo pra fazer teatro junto à população que não vai nem pode ir a teatro. Dezoito anos nessa vida, mais 14 anos de vida pregressa só poderia dar no que deu: numa “Opereta de Botequim”, pura bagaceira (não confunda com bagaceira pura). Não acredita? Então vai lá pra ver! Mas não diga que não foi avisado.

Ficha técnica
Concepção e roteiro: Engenho
Direção, cenário e iluminação: Luiz Carlos Moreira
Elenco: Beto Nunes, Débora Miranda, Irací Tomiatto, Juh Vieira e Roberto Prado
Músicas: Juh Vieira
Textos e letra das músicas: Beto Nunes, Irací Tomiatto, Juh Vieira e Luiz Carlos Moreira
Figurinos: Engenho e Malu Borges
Preparação corporal : Kelliy Anjos
Preparação rítmica: Hiles Moraes
Adereços: Engenho
Programação visual: Juh Vieira
Fotos: André Mürrer e Xandi
Produção: Engenho/Cooperativa Paulista de Teatro
Duração: 70 minutos


Endereços:
Galpão das Artes: rua Nove de Julho, 267 – Centro
Praça João Pessoa: Centro

Fonte: SECOM Secretaria de Comunicação de Suzano
Postagem: Magno Oliveira

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